No dia em que o Brasil celebra sua independência, o IBGE coloca em circulação uma série de mapas-múndi que deslocam o centro do mundo — literalmente. Ao posicionar o Brasil no coração da representação global e o Hemisfério Sul no topo, a instituição torna visível aquilo que a cartografia tradicional preferia deixar implícito: que todo mapa é, antes de tudo, uma escolha. A iniciativa encontra eco na ONU, que em setembro de 2026 recomendou a projeção Equal Earth, sinalizando que a forma como desenhamos o planeta está, ela própria, sendo redesenhada.