Ex-vereadora 'Mãe Loira do Funk' é presa no Rio após condenação por tortura

Ex-marido foi amarrado e agredido, conforme relato que originou as investigações e condenação.
Amarrado e agredido: a denúncia que levou 15 anos até a prisão
O ex-marido relatou tortura em 2011; Verônica Costa foi presa apenas em 2026, após condenação definitiva.
Mark

Como a polícia conseguiu localizá-la se ela estava foragida?

Mimi

Segundo a nota da Polinter, foi resultado de trabalho de inteligência. Não há detalhes públicos sobre como exatamente a encontraram, mas conseguiram rastreá-la até uma casa na Região Serrana.

Luke

Isso é importante notar — a gente sabe que ela foi encontrada, mas os mecanismos específicos de investigação não foram divulgados. Pode ser vigilância, informantes, dados de telefone — a gente não sabe.

Mark

E os outros três criminosos que foram presos junto com ela?

Mimi

Estavam no mesmo lugar, também foragidos. A polícia não detalhou quem são ou por que crimes estavam sendo procurados.

Luke

Certo. Então temos uma operação que prendeu quatro pessoas, mas só uma delas tem história pública conhecida. Os outros três permanecem sem contexto.

Mark

Por que a pena foi aumentada de cinco anos e dez meses para dez anos e oito meses?

Mimi

O tribunal não explicou publicamente os motivos do aumento. Só sabemos que a 2ª Câmara Criminal decidiu elevar a punição em 2023.

Luke

Esse é um ponto onde o relato fica vago. Aumentos de pena geralmente têm fundamentação legal — pode ter sido por circunstâncias agravantes, reincidência, ou outros fatores — mas não está documentado aqui.

Mark

E quanto ao ex-marido? Ele está seguro agora?

Mimi

Não há informação sobre o paradeiro ou situação atual de Márcio Costa. A denúncia dele em 2011 iniciou tudo, mas depois disso ele desaparece do relato.

Luke

Exatamente. A gente conhece o crime através da perspectiva processual, mas não sabemos como a vítima está ou se houve qualquer reparação.

  • Verônica Costa permanecia foragida mesmo após sua condenação tornar-se irrecorrível em 2023, desafiando abertamente o cumprimento da sentença.
  • A Polinter conduziu trabalho de inteligência que a localizou na Região Serrana, depois de uma tentativa frustrada de prendê-la em sua residência na Barra da Tijuca.
  • Na mesma operação, outros três criminosos foragidos foram capturados no mesmo imóvel, revelando a dimensão da ação policial.
  • A pena, que havia sido quase dobrada pelo tribunal em 2023 — de cinco anos e dez meses para dez anos e oito meses —, será cumprida integralmente em regime fechado.
  • Com a prisão, encerra-se um ciclo que começou com a denúncia do ex-marido Márcio Costa em 2011, quando relatou ter sido amarrado e agredido pela então vereadora.

Quando a lei finalmente alcança quem dela fugiu, o tempo revela sua própria forma de justiça. Verônica Costa, empresária e ex-vereadora conhecida como 'Mãe Loira do Funk', foi presa na Região Serrana do Rio de Janeiro na noite de 24 de setembro de 2026, encerrando um período de fuga após condenação definitiva por torturar o ex-marido. O caso, que nasceu de uma denúncia em 2011, percorreu quinze anos entre denúncia, julgamento e execução da pena — lembrando que a persistência das instituições, ainda que lenta, pode ser mais duradoura do que a habilidade de se esconder.

Verônica Costa, empresária e ex-vereadora conhecida nos meios do funk carioca como 'Mãe Loira do Funk', foi presa na noite de quinta-feira, 24 de setembro, em uma casa na Região Serrana do Rio de Janeiro — encerrando um período em que se mantinha foragida após sua condenação por tortura tornar-se definitiva.

A captura foi resultado de trabalho de inteligência da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter). Os agentes já haviam tentado cumprir o mandado na residência dela na Barra da Tijuca, sem sucesso. Na Região Serrana, além de Verônica, outros três criminosos foragidos foram presos no mesmo imóvel. A ordem de prisão partiu da juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal do Rio, após o trânsito em julgado do processo.

A pena de dez anos e oito meses em regime fechado representa uma punição significativamente mais severa do que a sentença original: em 2023, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio elevou a condenação inicial de cinco anos e dez meses, tornando-a também irrecorrível. O caso teve origem em 2011, quando o ex-marido de Verônica, Márcio Costa, denunciou ter sido amarrado e agredido por ela. A primeira condenação veio em 2019, mas o processo seguiu em tramitação por anos até que a decisão se consolidasse. Com a prisão desta semana, Verônica Costa começa, enfim, a cumprir a sentença.

Verônica Costa, empresária e ex-vereadora conhecida nos círculos do funk carioca como "Mãe Loira do Funk", foi localizada e presa na noite de quinta-feira, 24 de setembro, em uma casa na Região Serrana do Rio de Janeiro. A captura encerrou um período em que ela se mantinha foragida, após a condenação por tortura se tornar definitiva no tribunal.

A prisão foi resultado de trabalho de inteligência conduzido pela Divisão de Capturas e Polícia Interestadual (Polinter). Agentes civis conseguiram localizá-la em um imóvel na Região Serrana, onde também prenderam outros três criminosos que igualmente tentavam escapar das autoridades. A operação ocorreu após tentativa anterior de cumprir o mandado na residência de Verônica na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, onde ela não foi encontrada.

A ordem de prisão foi expedida pela juíza Daniele Lima Pires Barbosa, da 16ª Vara Criminal do Rio, após o trânsito em julgado do processo — momento em que a condenação se torna irrecorrível e não cabem mais recursos. Verônica foi condenada a dez anos e oito meses de prisão, pena que deverá ser cumprida em regime fechado. O tribunal havia aumentado significativamente a punição em 2023: a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio elevou a sentença original de cinco anos e dez meses para a pena mais severa que agora será executada.

O caso originou-se de denúncia feita em 2011 pelo ex-marido de Verônica, Márcio Costa. Segundo o relato que fundamentou as investigações do Ministério Público, ele foi amarrado e agredido. A primeira condenação ocorreu em 2019, mas o processo seguiu em tramitação até que a decisão se tornasse definitiva anos depois. Com a prisão desta semana, Verônica Costa inicia o cumprimento da sentença.

Após intenso trabalho de inteligência, policiais civis da Divisão de Capturas e Polícia Interestadual localizaram, em uma casa na Região Serrana do Rio, a foragida e outros três criminosos
— Nota da Polinter ao UOL
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