Em terras alagoanas, o Uberlândia encerrou uma busca que durava uma temporada inteira: o acesso à Série C do futebol brasileiro. Mais do que um resultado, a vitória sobre o CSA representou a confirmação de um projeto coletivo — e o meia Tomas Bastos, arquiteto silencioso desse caminho com nove gols e três assistências, já ergue os olhos para o próximo horizonte. Na história do futebol, o acesso raramente é o fim da jornada; quase sempre, é o começo de uma ambição maior.
Ex-Botafogo celebra acesso do Uberlândia: "Agora é ser campeão"
A gente foi cada vez crescendo mais nos mata-matas
O que mudou para o Uberlândia entre o início da temporada e essa vitória sobre o CSA?
A consistência. Especialmente nos mata-matas. Bastos fala sobre um crescimento progressivo — não foi uma explosão, foi um time que aprendeu a jogar sob pressão.
E a torcida? Por que ele menciona isso com tanta ênfase?
Porque em competições como a Série D, a torcida não é apenas cenário. É combustível. Aquela reta final, aquele apoio — faz diferença real em quem aguenta e quem não aguenta.
Nove gols e três assistências em uma temporada. É muito para um meia?
Depende do time. Para um meia que também organiza o jogo, é excelente. Bastos não é só goleador — ele distribui o jogo. Esses números dizem que ele estava em tudo.
Ele já está pensando no título. Isso é ganância ou é profissionalismo?
É os dois. Mas principalmente é realismo. Se você conseguiu subir de divisão, por que não conseguir ganhar a taça? O passo seguinte não é tão distante quanto parecia antes.
Qual é o risco agora?
Relaxar. Muitos times sobem e depois perdem a final ou caem nas semifinais porque acham que já conquistaram o suficiente. Bastos está tentando evitar isso.
El Pulso
- O Uberlândia precisava vencer fora de casa, em Alagoas, para garantir o acesso — e o fez, transformando pressão em conquista.
- Tomas Bastos emergiu como figura central da campanha, acumulando números expressivos numa fase em que o mata-mata exige nervos e concentração acima da média.
- A torcida foi apontada pelo próprio jogador como força real, não protocolar — um elemento que pesou nas decisões e alimentou o grupo nos momentos mais tensos.
- Com o acesso garantido, o clube se vê nas semifinais da Série D, onde agora persegue o título — o passo que transformaria uma boa temporada em uma inesquecível.
Em terras alagoanas, o Uberlândia encerrou uma busca que durava uma temporada inteira: o acesso à Série C do futebol brasileiro. Mais do que um resultado, a vitória sobre o CSA representou a confirmação de um projeto coletivo — e o meia Tomas Bastos, arquiteto silencioso desse caminho com nove gols e três assistências, já ergue os olhos para o próximo horizonte. Na história do futebol, o acesso raramente é o fim da jornada; quase sempre, é o começo de uma ambição maior.
A vitória sobre o CSA, em Alagoas, valeu mais do que três pontos para o Uberlândia: valeu a consumação do principal objetivo da temporada, o acesso à Série C. Tomas Bastos, meia de camisa 10, estava lá para sentir o peso daquele instante — e celebrou sem hesitar.
Bastos encerrou a campanha com nove gols e três assistências, mas fez questão de colocar as estatísticas pessoais em segundo plano. O que importava era o coletivo, e especialmente a crescente que o time havia demonstrado no mata-mata, quando futebol deixa de ser sobre regularidade e passa a ser sobre vontade e concentração. O meia também destacou o papel da torcida — não como gesto retórico, mas como reconhecimento genuíno de uma força que veio de fora das quatro linhas.
No entanto, Bastos não se deteve na celebração. O Uberlândia está nas semifinais, e isso abre uma possibilidade que vai além do acesso já conquistado: a taça. Para o jogador, o trabalho não terminou — apenas mudou de forma. A temporada que já é um sucesso ainda tem a chance de se tornar memorável.
A vitória sobre o CSA nas Alagoas significou mais do que três pontos para o Uberlândia. Significou a consumação de um objetivo que o clube perseguia desde o início da temporada: o acesso à Série C. Tomas Bastos, meia que veste a camisa 10 do Alviverde, estava lá para sentir o peso daquele momento — e não hesitou em celebrá-lo.
Bastos terminou a campanha com nove gols e três assistências, números que refletem sua importância no meio-campo. Mas para ele, a estatística pessoal importava menos naquele instante do que o fato consumado: o time havia feito o que precisava fazer. Em entrevista, ele reconheceu o caminho percorrido, a crescente que o Uberlândia havia experimentado especialmente na fase mata-mata, quando as partidas deixam de ser sobre consistência e passam a ser sobre nervos, concentração e vontade pura.
O que Bastos ressaltou, porém, foi o papel da torcida naquela reta final. Não era um detalhe retórico. A torcida havia sido fundamental, ele disse, e o time sabia disso. Havia uma importância que transcendia o futebol — era sobre a família, sobre o clube, sobre aqueles que acompanhavam cada passo. Quando um jogador fala assim, não está apenas sendo educado. Está nomeando algo real: a pressão e o apoio que vêm de fora das linhas de cal.
Mas Bastos não estava ali apenas para olhar para trás. O Uberlândia havia se classificado para as semifinais, e isso abria uma porta que ninguém esperava fechar tão cedo. Se o acesso era o primeiro objetivo — agora cumprido — o que vinha depois? Uma taça. Um título. Bastos já estava de olho nisso, já estava projetando o próximo passo, aquele que transformaria uma temporada de sucesso em uma temporada memorável.
O momento era de comemoração, sim. Mas era também de transição. O time que havia subido de divisão agora tinha a chance de subir ainda mais alto dentro daquela mesma competição. Para Bastos, a mensagem era clara: o trabalho não havia terminado. Havia apenas mudado de forma.
Citas Notables
A gente sabia da importância desse acesso para a nossa família, para o clube, para a nossa torcida, que foi fundamental nessa reta final— Tomas Bastos, meia do Uberlândia