Etanol mais barato ajuda a conter preços de combustíveis, diz Alckmin

Etanol mais barato ajuda a segurar o valor dos combustíveis
Vice-presidente Alckmin defende aumento da mistura de etanol na gasolina como estratégia de contenção de preços.
Mark

Alckmin está dizendo que etanol mais barato contém a inflação de combustíveis. Como exatamente isso funciona?

Mimi

Se você mistura mais etanol na gasolina e o etanol custa menos, o preço final na bomba deveria cair ou pelo menos não subir. É uma substituição direta — você está trocando um componente mais caro por um mais barato.

Luke

Mas isso pressupõe que o preço do etanol se mantém mais baixo. Se a demanda por etanol aumentar significativamente, o preço dele não sobe também?

Mimi

É uma questão válida. O que Alckmin está dizendo é que neste momento específico, o etanol está mais barato. Ele não está fazendo uma previsão sobre o futuro.

Mark

E quanto ao biodiesel? Por que ele mencionou isso?

Mimi

Porque o Brasil já faz algo similar com diesel — mistura 14% de biodiesel. Alckmin está mostrando que o país tem experiência com essa estratégia e que ela funciona economicamente, gerando empregos na agroindústria.

Luke

Mas ele não apresentou números sobre quanto o biodiesel efetivamente reduziu o preço do diesel ou quanto economizou em importações.

Mimi

Verdade. Ele está fazendo uma afirmação sobre o valor agregado e a redução de importações, mas sem dados específicos de impacto.

Mark

A aprovação do aumento de 27% para 30% de etanol ainda depende de uma decisão do Conselho Nacional de Política Energética?

Mimi

Sim. Alckmin está sinalizando apoio e dizendo que os testes foram positivos, mas a decisão formal ainda não foi tomada.

Luke

E ele também mencionou 35% como possibilidade futura. Isso é uma proposta concreta ou apenas especulação?

Mimi

Parece ser mais uma indicação de direção do que um plano definido. Ele disse que os testes foram positivos para 30%, e depois mencionou 35% como algo possível, mas sem detalhar quando ou como.

  • Com a gasolina comum chegando a R$ 8,79 em alguns postos brasileiros, a pressão sobre o bolso do consumidor torna urgente qualquer mecanismo capaz de conter os preços nas bombas.
  • O governo enxerga no etanol mais barato uma válvula de alívio: aumentar sua participação na gasolina de 27% para 30% reduziria o custo final do combustível sem acionar pressões inflacionárias.
  • A mudança ainda depende da aprovação do Conselho Nacional de Política Energética, mas os testes em motores foram positivos e o ministério de Minas e Energia já sinalizou formalmente o estudo da transição.
  • No biodiesel, o Brasil já opera no limite que nenhum outro país alcançou — 14% no diesel —, e Alckmin usa esse feito para argumentar que a expansão dos biocombustíveis é viável, econômica e estratégica.
  • Com o dólar acumulando a sexta queda consecutiva e o clima favorecendo o plantio, a expectativa é que a inflação de alimentos também recue nos próximos meses, compondo um cenário de alívio mais amplo.

No palco da Agrishow em Ribeirão Preto, o vice-presidente Geraldo Alckmin apresentou o etanol não apenas como combustível, mas como instrumento de equilíbrio econômico: mais barato que a gasolina, sua maior presença na mistura poderia amortecer a inflação em vez de alimentá-la. O Brasil, que já lidera o mundo na incorporação de biocombustíveis, considera avançar de 27% para 30% de etanol anidro na gasolina — e talvez chegar a 35% no futuro —, numa aposta de que a agroindústria nacional pode ser âncora de estabilidade de preços num momento de incertezas globais.

Na Agrishow de Ribeirão Preto, o vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu o etanol como peça central na contenção da inflação de combustíveis. Com o biocombustível atualmente mais barato que a gasolina, Alckmin argumentou que ampliar sua participação na mistura não pressiona preços — pelo contrário, pode reduzi-los.

O Brasil já mistura 27% de álcool anidro à gasolina, concentração inédita no mundo. O governo estuda elevar esse percentual para 30%, com possibilidade de chegar a 35% no futuro. Os testes em motores foram positivos, e a medida aguarda aprovação do Conselho Nacional de Política Energética. Dados da ANP mostram que entre 13 e 19 de abril a gasolina comum custava em média R$ 6,33, com picos de R$ 8,79 em alguns postos.

Alckmin também destacou o biodiesel: o país já incorpora 14% ao diesel — marca que nenhuma outra nação atingiu —, proporção que cresceu de 10% para 14% sob o governo Lula. Para o vice-presidente, essa expansão vai além do meio ambiente: gera empregos, fortalece a agroindústria e reduz a dependência de importações de países com postura cada vez mais protecionista.

O vice-presidente conectou essas políticas a uma perspectiva mais ampla de queda na inflação. Com o clima favorecendo o plantio e o dólar em trajetória descendente — fechando a R$ 6,68 na sexta-feira, na sexta queda consecutiva —, Alckmin prevê recuo nos preços dos alimentos nos próximos meses, completando um cenário de alívio econômico que o governo aposta construir a partir do campo.

Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, usou a plataforma da Agrishow em Ribeirão Preto no domingo para defender uma estratégia que coloca o etanol no centro da contenção de preços de combustíveis. Com o etanol atualmente mais barato que a gasolina, Alckmin argumenta que a mistura crescente desse biocombustível na gasolina não apenas não pressiona a inflação como pode ajudar a mantê-la sob controle.

O Brasil já trabalha com 27% de álcool anidro na gasolina — uma concentração que, segundo Alckmin, não existe em nenhum outro lugar do mundo. O governo estuda aumentar esse percentual para 30%, uma mudança que ainda precisa passar pela aprovação do Conselho Nacional de Política Energética. Os testes realizados em motores foram positivos, e Alckmin sinalizou que o país pode avançar ainda mais, chegando a 35% no futuro. Como o etanol custa menos que a gasolina, a ampliação dessa mistura teria o efeito de reduzir o preço final do combustível nas bombas, não de elevá-lo.

Em março, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, havia anunciado formalmente que a pasta estuda essa transição de 27% para 30%. A expectativa é que, uma vez aprovada, a medida resulte em combustível mais barato para o consumidor. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis mostram que entre 13 e 19 de abril, a gasolina comum custava em média R$ 6,33 no Brasil, com variações que chegavam a R$ 8,79 em alguns postos.

Alckmin também destacou o papel do biodiesel na estratégia energética brasileira. O país já incorpora 14% de biodiesel ao diesel — novamente, uma concentração que nenhuma outra nação alcançou. Essa proporção cresceu sob o governo Lula, passando de 10% para 12%, depois 13%, e agora 14%. Para Alckmin, essa expansão não é apenas uma questão ambiental, mas econômica: gera empregos, agrega valor à agroindústria e reduz a dependência de importações dos Estados Unidos, país que tem adotado posturas cada vez mais protecionistas.

O vice-presidente conectou essas políticas de combustíveis a uma expectativa mais ampla de queda na inflação de alimentos. Com o clima melhorando para o plantio e o dólar em trajetória de queda — acumulando a sexta redução consecutiva, fechando a R$ 6,68 na sexta-feira anterior —, Alckmin prevê redução nos preços dos alimentos. A inflação de alimentos, segundo ele, foi pressionada por fatores externos: cotação elevada do dólar, seca e calor. Com essas variáveis se movimentando favoravelmente, a expectativa é que a inflação geral recue nos próximos meses.

O etanol, nesse momento, está mais barato que a gasolina. Então, não tem nenhum aumento no preço – pode até ajudar a segurar um pouco
— Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do MDIC
Não tem nenhum país no mundo que tenha 14% de bio no diesel, só o Brasil. Isso agrega valor, gera emprego, agroindústria
— Geraldo Alckmin
Quieres la nota completa? Lee el original en Metrópoles ↗
Contáctanos FAQ