Em Louveira, interior de São Paulo, Giovanna Cardoso construiu sua candidatura à universidade nos únicos espaços que o tempo lhe deixava: os intervalos do trabalho no McDonald's, as madrugadas após a escola noturna, os fins de semana sem descanso. Aos 18 anos, sem cursinho e sem rede de apoio formal, ela conquistou uma vaga em Física Computacional na USP pelo Provão Paulista — um programa que, em sua primeira edição, abriu 1.500 portas para estudantes de escolas públicas. A história de Giovanna não é apenas sobre mérito individual; é sobre o que acontece quando uma política de acesso encontra
Estudante que trabalhava no McDonald's conquista vaga em Física na USP pelo Provão Paulista
A história ilustra as dificuldades enfrentadas por estudantes de baixa renda que precisam trabalhar enquanto estudam, refletindo desigualdades educacionais no Brasil.