Numa escavação recente em Nördlingen, no sul da Alemanha, veio à luz uma espada de bronze tão bem conservada que os responsáveis dizem parecer quase ainda brilhar. Com cerca de três mil e trezentos anos, a peça lembra como, na Idade do Bronze, a arte de fundir metal já alcançava uma sofisticação notável. Junto dela estavam três pessoas, um homem, uma mulher e uma criança, sepultadas com poucos anos de diferença, e o silêncio sobre a sua ligação sugere quão pouco ainda sabemos das vidas que se cruzaram naquele lugar.
Espada de bronze com mais de 3 mil anos desenterrada no sul da Alemanha
Uma espada de bronze que quase ainda brilha, depois de três mil anos
O que torna esta espada tão especial, afinal?
Duas coisas juntas: a idade, mais de três mil anos, e o estado de conservação. O chefe do departamento da Baviera, Mathias Pfeil, chamou-lhe extraordinário e disse que um achado assim é muito raro.
E o facto de estar numa sepultura com três pessoas?
Dá contexto. Um homem, uma mulher e uma criança, enterrados com poucos anos de diferença e com objetos de bronze. A espada deixa de ser uma peça solta.
Mas convém não ir além do que se sabe. Eram uma família?
Isso ninguém sabe ainda. O departamento diz expressamente que não se sabe se estão relacionados.
E a data? "Final do século XIV a.C." parece firme.
A formulação é que se "acredita" datar dessa altura. O próprio Pfeil diz que ainda é preciso examinar a espada e a sepultura para categorizar o achado com mais precisão.
Era uma arma ou um objeto de prestígio?
Os arqueólogos acreditam que foi uma arma e rejeitam que fosse só ornamento. Fazê-la era difícil, porque o punho tinha de ser fundido na lâmina.
Ainda assim, é uma convicção dos arqueólogos, não uma conclusão de estudo concluído. O que a notícia confirma é a descoberta e o estado da peça; o resto depende das análises.
Il Polso
- Uma espada de bronze, quase intacta, surgiu numa sepultura que ninguém esperava encontrar tão cedo
- Um homem, uma mulher e uma criança partilham o mesmo túmulo, e nenhum dado diz ainda se eram família
- Os arqueólogos afastam a ideia de um simples adorno: a lâmina terá sido uma arma de guerra ou de prestígio
- A análise laboratorial da espada e da sepultura está em curso e promete situar o achado com mais rigor
Numa escavação recente em Nördlingen, no sul da Alemanha, veio à luz uma espada de bronze tão bem conservada que os responsáveis dizem parecer quase ainda brilhar. Com cerca de três mil e trezentos anos, a peça lembra como, na Idade do Bronze, a arte de fundir metal já alcançava uma sofisticação notável. Junto dela estavam três pessoas, um homem, uma mulher e uma criança, sepultadas com poucos anos de diferença, e o silêncio sobre a sua ligação sugere quão pouco ainda sabemos das vidas que se cruzaram naquele lugar.
Na semana anterior à publicação desta notícia, durante escavações em Nördlingen, uma pequena cidade entre Nuremberga e Estugarda, na Baviera, os arqueólogos depararam com uma espada de bronze em estado extraordinário. Os responsáveis do departamento de preservação de monumentos da Baviera, o BLfD, descrevem-na como quase ainda brilhante. Data de cerca do final do século XIV antes de Cristo, em plena Idade do Bronze.
A espada não estava sozinha. Numa mesma sepultura repousavam três pessoas, um homem, uma mulher e uma criança, enterradas com poucos anos de diferença e acompanhadas de vários objetos de bronze. Não se sabe se havia laços de parentesco entre elas, e essa pergunta permanece em aberto.
O chefe do BLfD, o professor Mathias Pfeil, sublinhou que a peça e a sepultura ainda terão de ser examinadas antes de se poder classificar o achado com precisão. Ainda assim, considera o estado de conservação excecional e a descoberta muito rara, sobretudo porque foi feita com métodos de escavação atuais e não em túmulos abertos no século XIX.
O que se segue é trabalho paciente de laboratório. Da espada e da sepultura poderão sair respostas mais firmes sobre a época e, quem sabe, sobre as três pessoas que ali foram deixadas juntas.
Na semana anterior à publicação da notícia, durante escavações em Nördlingen, no sul da Alemanha, uma espada de bronze veio à luz com um aspeto que os responsáveis descrevem como o de quem "quase ainda brilha". A cidade fica entre Nuremberga e Estugarda, na Baviera, e foi ali que arqueólogos desenterraram uma peça que se acredita datar do final do século XIV antes de Cristo, em meados da Idade do Bronze.
A informação foi divulgada pelo departamento para a preservação de monumentos históricos do estado da Baviera, conhecido pela sigla BLfD, e relatada pela Associated Press. A espada não estava sozinha: encontrava-se numa sepultura onde estavam enterradas três pessoas, um homem, uma mulher e uma criança.
Segundo o departamento, os três foram sepultados com poucos anos de diferença e acompanhados de vários objetos de bronze. O que ainda não se sabe é se havia algum laço entre eles. A questão de saber se eram parentes continua em aberto.
O chefe do BLfD, o professor Mathias Pfeil, citado pela AP, sublinhou que a espada e a sepultura ainda terão de ser examinadas, para que os arqueólogos possam classificar o achado com maior precisão. Ainda assim, já é possível afirmar, disse, que o estado de conservação é extraordinário, e que encontrar uma peça assim é muito raro.
Espadas deste período não são comuns. Surgem, por vezes, em túmulos que foram abertos no século XIX, mas uma descoberta feita agora, com métodos de escavação atuais, é outra coisa. É isso que dá ao achado de Nördlingen o seu peso.
O BLfD recorda também que o fabrico deste tipo de espada era complicado, porque o punho tinha de ser fundido na lâmina. Os arqueólogos acreditam que a peça de Nördlingen terá servido como arma e afastam a hipótese de ser apenas um ornamento.
O que se segue é trabalho de laboratório e de análise. O exame da espada e da sepultura deverá permitir situar o achado com mais rigor e, talvez, dizer mais sobre as três pessoas ali enterradas.
Citazioni salienti
O estado de conservação é extraordinário e encontrar um achado como este é muito raro.— Mathias Pfeil, chefe do BLfD, citado pela AP