Entidades médicas pedem à Anvisa o fim da suspensão do fenol no Brasil

Deve ser aplicado por um médico habilitado que conheça as contraindicações
Heitor Gonçalves, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, reafirma que o fenol não é para uso livre.
Mark

Por que essas três organizações decidiram agora protocolar esse pedido? Algo mudou?

Mimi

Elas argumentam que o fenol tem décadas de uso seguro quando aplicado por médicos treinados. O documento traz centenas de referências científicas. Provavelmente viram a suspensão como uma barreira desnecessária a tratamentos que funcionam.

Luke

Mas por que foi suspenso em primeiro lugar? O texto não explica. Houve um incidente? Um problema de segurança que motivou a proibição?

Mimi

Boa pergunta. O texto não diz. Sabemos que as entidades agora afirmam que é seguro, mas não sabemos qual foi a razão original da suspensão.

Mark

E quanto ao controle? Eles não estão pedindo liberação total, certo?

Mimi

Exato. Eles deixam bem claro: prescrição médica obrigatória, apenas para profissionais habilitados que entendam de contraindicações e efeitos adversos. É um pedido por acesso controlado, não irrestrito.

Luke

Quantos médicos no Brasil estão realmente habilitados para aplicar fenol? Quantos pacientes poderiam se beneficiar? O documento menciona números?

Mimi

Não, o texto não traz esses números. Sabemos das aplicações — câncer, hemorroidas, sangramentos, dores crônicas — mas não temos escala.

Mark

E a Anvisa, qual é o próximo passo?

Mimi

Eles estão em contato direto, segundo o CFM. Mas não há prazo. Pode ser semanas, meses.

Luke

Então tudo depende de como a Anvisa interpreta essas referências científicas. E não sabemos se ela vai levar em conta apenas a segurança ou se há outras preocupações regulatórias envolvidas.

  • A suspensão do fenol pela Anvisa interrompeu tratamentos em oncologia, coloproctologia, urologia e neurologia, deixando médicos sem acesso a uma ferramenta clínica consolidada.
  • CFM, Sociedade Brasileira de Dermatologia e Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica uniram forças e protocolaram formalmente centenas de evidências científicas para pressionar a agência a reconsiderar a medida.
  • As entidades deixaram claro que não pedem liberação irrestrita: defendem que o fenol seja vendido apenas com prescrição de profissionais habilitados, cientes das contraindicações e dos riscos.
  • A Anvisa ainda não fixou prazo para avaliar o documento, mantendo médicos e pacientes em compasso de espera indefinido enquanto o CFM afirma estar em contato direto com a agência.

Quando uma substância médica é suspensa, o silêncio regulatório pesa sobre pacientes e clínicos igualmente. No Brasil, três das mais representativas organizações médicas do país entregaram à Anvisa um pedido formal para revogar a proibição do fenol, acompanhado de centenas de referências científicas que atestam sua segurança e eficácia em mãos qualificadas. O gesto revela uma tensão antiga entre a cautela sanitária e a autonomia terapêutica — e, enquanto a agência não responde, são os doentes que esperam.

O Conselho Federal de Medicina, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica entregaram à Anvisa um pedido formal para revogar a suspensão do fenol, respaldado por centenas de referências científicas. O documento argumenta que a substância é segura e eficaz quando aplicada por médicos qualificados, com usos documentados que vão do tratamento de tumores ósseos e metástases ao controle de hemorroidas internas, sangramentos urológicos e dores crônicas refratárias.

Em coletiva de imprensa, as organizações foram enfáticas: não se trata de um pedido de liberação ampla. Heitor Gonçalves, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, resumiu a posição: o fenol é um medicamento invasivo que exige aplicação por profissional habilitado, com pleno conhecimento de suas contraindicações e efeitos adversos. O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, confirmou que a entidade mantém diálogo direto com a Anvisa e aguarda retorno em breve.

O impasse, porém, permanece. A agência não estabeleceu prazo para analisar o documento ou comunicar sua decisão. Enquanto isso, médicos seguem impedidos de usar o fenol em procedimentos específicos e pacientes continuam sem acesso a um tratamento que, segundo as entidades, as evidências científicas já validaram com solidez.

Três das principais organizações médicas do Brasil — o Conselho Federal de Medicina, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica — entregaram um pedido formal à Agência Nacional de Vigilância Sanitária na sexta-feira, 19 de julho, solicitando que a proibição do fenol seja revogada. O documento, que ainda aguarda resposta da agência sem prazo definido, traz centenas de referências científicas argumentando que a substância é segura e eficaz quando aplicada por médicos qualificados.

O fenol, segundo as entidades, tem aplicações comprovadas em uma gama ampla de tratamentos médicos. Oncologistas o usam contra cânceres diversos, incluindo tumores ósseos e metástases. Coloproctologistas o aplicam em hemorroidas internas. Urologistas o empregam para controlar sangramentos. Neurologistas o utilizam no manejo de dores crônicas não malignas que não respondem a outros tratamentos. Cada uma dessas aplicações, conforme o documento, conta com suporte científico robusto.

Na coletiva de imprensa realizada na segunda-feira, 22 de julho, as organizações reforçaram um ponto central: o fenol não é uma substância para uso livre. Heitor Gonçalves, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, foi direto ao assunto. "O fenol é um medicamento invasivo e portanto deve ser aplicado por um médico habilitado que conheça as contraindicações e possíveis efeitos adversos", disse. A mensagem era clara — as entidades não pedem liberação irrestrita, mas sim a restauração do acesso sob rigoroso controle médico.

O presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran da Silva Gallo, confirmou que o CFM mantém contato direto com a Anvisa sobre o tema e espera uma resposta em breve. Ele reiterou que as três organizações defendem que a venda do fenol seja feita exclusivamente mediante prescrição de profissionais habilitados para realizar os procedimentos — uma salvaguarda que reconhece tanto o valor terapêutico quanto o risco potencial da substância.

O que permanece em aberto é o cronograma da Anvisa. A agência não estabeleceu um prazo para avaliar o documento ou comunicar sua decisão. Enquanto isso, médicos que poderiam usar o fenol em tratamentos específicos continuam impedidos, e pacientes que poderiam se beneficiar da substância seguem sem acesso a ela. As entidades médicas apostam que o peso das evidências científicas será suficiente para convencer a agência a reconsiderar a suspensão.

O fenol é um medicamento invasivo e portanto deve ser aplicado por um médico habilitado que conheça as contraindicações e possíveis efeitos adversos
— Heitor Gonçalves, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia
O Conselho segue em contato direto com a Anvisa sobre o tema e espera uma resposta em breve
— José Hiran da Silva Gallo, presidente do Conselho Federal de Medicina
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