Embraer entrega 159 jatos em 2022, crescimento de 12,7% ante 2021

Crescimento de 12,7% reflete confiança das companhias aéreas
A Embraer entregou 159 jatos em 2022, sinalizando recuperação do setor após pandemia.

Após anos de turbulência imposta pela pandemia, a Embraer encerrou 2022 com 159 aeronaves entregues — um crescimento de 12,7% sobre o ano anterior —, sinalizando que a indústria aeronáutica brasileira retoma seu curso com firmeza. A carteira de pedidos firmes de US$ 17,5 bilhões, somada a novos contratos comerciais e de manutenção, revela não apenas recuperação, mas a construção de uma base mais resiliente para o futuro. É o momento em que uma empresa, e talvez um setor inteiro, aprende a voar novamente.

  • A Embraer precisava provar que a retomada pós-pandemia era real — e os números de 2022 responderam: 159 jatos entregues, o maior volume desde os anos de crise.
  • O quarto trimestre concentrou 80 entregas, ritmo que evidencia aceleração e pressão operacional para cumprir compromissos com clientes ao redor do mundo.
  • Novos pedidos firmes — 15 E195-E2 por US$ 1,17 bilhão e cinco aeronaves para a Binter por US$ 389,4 milhões — mostram que a demanda não apenas existe, mas está sendo convertida em contratos concretos.
  • Contratos de manutenção pesada com Envoy Air e JSX, somando US$ 72 milhões, ampliam a receita recorrente e reduzem a dependência exclusiva das vendas de aeronaves novas.
  • Com US$ 17,5 bilhões em carteira e múltiplos acordos de serviço fechados, a Embraer entra em 2023 com visibilidade e impulso — trajetória que aponta para normalização sustentada.

A Embraer fechou 2022 com sinais claros de recuperação: 159 aeronaves entregues ao longo do ano, sendo 57 comerciais e 102 executivas, representando crescimento de 12,7% em relação a 2021. Só no quarto trimestre, foram 80 entregas — 30 comerciais e 50 executivas —, ritmo que reflete tanto a demanda aquecida quanto a capacidade operacional da fabricante brasileira.

No campo dos novos negócios, a companhia assinou contratos expressivos. Um cliente não identificado comprometeu-se com 15 unidades do E195-E2 por US$ 1,17 bilhão, enquanto a companhia aérea Binter adquiriu cinco aeronaves do mesmo modelo por US$ 389,4 milhões. A aviação executiva também sustentou seu desempenho, com jatos leves e de médio porte continuando a atrair clientes corporativos e de alta renda.

Além das aeronaves, a Embraer avançou no segmento de serviços. Contratos de manutenção pesada com a Envoy Air e a JSX somaram US$ 72 milhões, enquanto o Grupo TUI aderiu ao Programa Pool de suporte para frotas de E195-E2. A NAC comprometeu-se com até dez conversões para o modelo cargueiro E190F/E195F.

Com uma carteira de pedidos firmes de US$ 17,5 bilhões ao fim de dezembro, a Embraer encerrou o ano com visibilidade robusta e receita recorrente crescente — indicadores de que o setor aeronáutico, tão castigado pela pandemia, caminha de volta à altitude de cruzeiro.

A Embraer fechou 2022 com números que refletem a recuperação do setor aeronáutico após os anos mais duros da pandemia. A companhia entregou 80 aeronaves apenas no quarto trimestre — 30 comerciais e 50 executivas, sendo 33 leves e 17 de médio porte — anúncio feito na manhã de sexta-feira, 17 de fevereiro.

No acumulado do ano, a fabricante brasileira colocou 159 jatos nas mãos de clientes ao redor do mundo. Desse total, 57 eram aeronaves comerciais e 102 executivas. A comparação com 2021 é clara: crescimento de 12,7% no volume de entregas, sinal de que a demanda por novos aviões segue aquecida mesmo diante de incertezas econômicas globais.

O portfólio de encomendas firmes encerrou dezembro com valor de US$ 17,5 bilhões — uma base sólida de trabalho para os próximos anos. Nesse contexto, a Embraer continuou fechando novos negócios. No segmento comercial, um cliente não identificado comprometeu-se com 15 aeronaves do modelo E195-E2, contrato avaliado em US$ 1,17 bilhão. Pouco depois, a companhia aérea Binter assinou pedido por cinco unidades do mesmo modelo, totalizando US$ 389,4 milhões ao preço de tabela.

A aviação executiva manteve seu desempenho positivo. As 50 entregas no quarto trimestre — 33 jatos leves e 17 de médio porte — refletem a força desse segmento, onde clientes corporativos e de alta renda continuam investindo em mobilidade privada. Esse movimento sustentado nas vendas de jatos executivos tem sido uma das principais alavancas de receita para a Embraer nos últimos trimestres.

Além das aeronaves em si, a companhia expandiu sua presença no negócio de serviços e suporte. Assinou contratos de manutenção pesada com a Envoy Air Inc. e com a JSX, dois acordos que somam US$ 72 milhões. O Grupo TUI, por sua vez, fechou um contrato para o Programa Pool, que oferece suporte à frota de E195-E2. A NAC, empresa de logística aérea, comprometeu-se com até dez conversões de aeronaves para o modelo cargueiro E190F/E195F.

Esse movimento em múltiplas frentes — entregas crescentes, novos pedidos firmes, contratos de serviços de longa duração — sugere que a Embraer encerrou 2022 com impulso. A carteira de US$ 17,5 bilhões oferece visibilidade para o ano que começava, enquanto os contratos de manutenção e suporte agregam receita recorrente, menos volátil que as vendas de aeronaves novas. O setor de aviação comercial, que sofreu profundamente com a pandemia, parecia finalmente em trajetória de normalização.

A companhia aumentou em 12,7% o número total de aeronaves entregues comparado a 2021
— Embraer
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que o crescimento de 12,7% importa para quem não trabalha com aviação?

Model

Porque a Embraer é um dos maiores fabricantes de aviões do mundo, e quando ela cresce, significa que as companhias aéreas estão confiantes o suficiente para investir em frotas novas. Isso reflete saúde econômica global.

Inventor

E esses 159 jatos — são muitos?

Model

Para a Embraer, sim. Comparado a 2021, quando entregou 141, é um salto. Mas o setor ainda está se recuperando dos anos de pandemia, quando as entregas caíram drasticamente.

Inventor

Qual é a diferença entre um jato comercial e um executivo?

Model

Um comercial leva centenas de passageiros em rotas regulares. Um executivo é menor, mais rápido, e serve clientes corporativos ou pessoas ricas que precisam de mobilidade privada. A Embraer vende muito mais executivos — 102 contra 57 comerciais em 2022.

Inventor

Esses contratos de manutenção — por que a empresa está focando nisso?

Model

Porque é receita previsível. Vender um avião é uma transação única. Mas manutenção, suporte e peças geram receita ano após ano. É mais estável.

Inventor

A carteira de US$ 17,5 bilhões significa que a empresa está segura?

Model

Significa que tem trabalho garantido pelos próximos anos. Mas não é garantia de lucro — depende de como ela executa, dos custos de produção, das margens que consegue manter.

Inventor

E esses clientes não revelados — por que não dizem quem são?

Model

Às vezes é confidencialidade contratual. Outras vezes, a empresa quer manter a notícia em sigilo até estar pronta para anunciar publicamente. Protege a negociação.

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