Quando uma novela alcança seu centésimo capítulo, não celebra apenas números — celebra a atenção sustentada de um público que escolheu, noite após noite, estar presente. Na sexta-feira, 25 de setembro, o elenco de 'Quem Ama Cuida' reuniu-se no Rio de Janeiro vestido de personagens que moldaram décadas de teledramaturgia brasileira, transformando uma festa à fantasia em um gesto de reverência à memória coletiva da televisão. Era, ao mesmo tempo, chegada e pertencimento: a novela das 9 da Globo anunciava, com alegria e citação, que havia encontrado seu lugar numa longa linhagem.
Elenco de 'Quem Ama Cuida' celebra 100º capítulo com festa de fantasias
Cada fantasia era uma citação, um reconhecimento de história
Por que uma festa à fantasia especificamente? Parece uma escolha criativa, mas há algo mais nela?
Acho que é uma forma de o elenco dialogar com a história das novelas. Ao se vestirem de personagens clássicos, eles estão dizendo: "Nós sabemos que estamos em uma tradição, e a respeitamos."
Mas a gente sabe realmente que a festa foi pensada assim? Ou é a gente interpretando depois? O texto só diz que foi uma festa à fantasia.
Justo. O que sabemos é que aconteceu, que os atores escolheram personagens específicos de outras novelas, e que isso criou um momento de conexão com a história da TV.
Letícia Colin se vestiu de um personagem de "Chocolate com Pimenta". Isso significa algo para a audiência de hoje?
Para quem acompanhava novelas nos anos 2000, sim. Ana Francisca é um personagem que ficou na memória. Mas para quem é mais jovem, talvez seja só uma fantasia criativa.
E a gente não sabe se a audiência jovem entendeu a referência ou não. O texto não fala sobre reação do público.
Chay Suede escolheu um personagem de "Roque Santeiro", que estava voltando à Globo. Isso parece estratégico.
Parece, sim. É como se ele estivesse marcando presença em duas épocas ao mesmo tempo — na novela atual e naquela que estava retornando.
Mas a gente não sabe se foi estratégia ou coincidência. Ele pode ter escolhido porque gostava do personagem, ponto.
Pietro Antonelli homenageou o pai. Isso é pessoal ou também é sobre a tradição das novelas?
Acho que é os dois. É pessoal porque é seu pai, mas também reforça essa ideia de que as novelas são feitas por famílias, por pessoas que cresceram dentro desse universo.
Verdade. E Murilo Benício em "Ti Ti Ti" é uma referência que a audiência mais velha conhece bem.
Le Pouls
- Com audiência em alta e cem capítulos no ar, 'Quem Ama Cuida' consolidou-se como o grande fenômeno da faixa nobre da Globo em 2026.
- A festa à fantasia transformou-se em arquivo vivo: cada roupa era uma citação a personagens que marcaram gerações — de Sinhozinho Malta a Cristina, de 'Alma Gêmea'.
- Tatá Werneck gerou confusão nas redes ao se fantasiar de Maria Antonieta, a cachorrinha da vilã da própria novela, sendo confundida com Priscilla, da TV Colosso.
- Pietro Antonelli homenageou o pai, Murilo Benício, ao surgir como Victor Valentim de 'Ti Ti Ti', tornando o evento também um gesto de herança familiar.
- A celebração sinalizou que novelas globais seguem sendo espaço de construção de memória afetiva — e que o elenco entende seu papel nessa tradição.
Quando uma novela alcança seu centésimo capítulo, não celebra apenas números — celebra a atenção sustentada de um público que escolheu, noite após noite, estar presente. Na sexta-feira, 25 de setembro, o elenco de 'Quem Ama Cuida' reuniu-se no Rio de Janeiro vestido de personagens que moldaram décadas de teledramaturgia brasileira, transformando uma festa à fantasia em um gesto de reverência à memória coletiva da televisão. Era, ao mesmo tempo, chegada e pertencimento: a novela das 9 da Globo anunciava, com alegria e citação, que havia encontrado seu lugar numa longa linhagem.
Na noite de sexta-feira, 25 de setembro, o elenco de 'Quem Ama Cuida' desceu ao Rio de Janeiro para celebrar o centésimo capítulo da novela das 9 da Globo. A produção escolheu uma festa à fantasia — e as escolhas de cada ator transformaram o evento em algo maior do que uma simples comemoração.
Letícia Colin chegou caracterizada como Ana Francisca, a personagem que Mariana Ximenes imortalizou em 'Chocolate com Pimenta', reverenciando a memória da teledramaturgia brasileira. Tatá Werneck optou por Maria Antonieta — não a rainha francesa, mas a cachorrinha da vilã da própria novela, detalhe que gerou confusão nas redes, com internautas a confundindo com Priscilla, da TV Colosso.
Flávia Alessandra reviveu Cristina, a vilã que ela mesma interpretou em 'Alma Gêmea'. Chay Suede surgiu como Sinhozinho Malta, de 'Roque Santeiro' — escolha com peso extra, já que aquela trama estava prestes a retornar à Globo. Pietro Antonelli homenageou o pai, Murilo Benício, ao se caracterizar como Victor Valentim, de 'Ti Ti Ti'.
Cada fantasia era uma citação, um reconhecimento de que a teledramaturgia brasileira carrega história — e que quem a faz hoje está em conversa com quem a fez antes. Cem capítulos no ar, com audiência crescente, 'Quem Ama Cuida' provou que conquistou seu lugar numa tradição que continua viva.
Na noite de sexta-feira, 25 de setembro, o elenco de "Quem Ama Cuida" desceu ao Rio de Janeiro para marcar um momento que a novela das 9 da Globo havia conquistado: o capítulo 100. A trama, que vinha bombando em audiência, merecia celebração — e a produção escolheu uma festa à fantasia para reunir seus atores.
Letícia Colin, protagonista da novela, chegou caracterizada como Ana Francisca, a personagem inesquecível que Mariana Ximenes interpretou em "Chocolate com Pimenta". Era uma escolha que reverenciava a memória da teledramaturgia brasileira, trazendo para a festa um fantasma televisivo que ainda habitava a imaginação de quem acompanhava novelas. Tatá Werneck, por sua vez, optou por Maria Antonieta — mas não a rainha francesa. Ela se vestiu como Maria Antonieta, a cachorrinha da vilã de "Quem Ama Cuida", um detalhe que causou confusão em redes sociais, com um internauta confundindo-a com Priscilla, da TV Colosso.
A irreverência marcou a noite. Flávia Alessandra reviveu Cristina, a vilã que ela mesma havia interpretado em "Alma Gêmea", trazendo de volta um personagem que havia deixado marca na audiência anos antes. Chay Suede escolheu Sinhozinho Malta, de "Roque Santeiro" — uma escolha que ganhava peso extra porque aquela trama estava prestes a retornar à grade da Globo. Pietro Antonelli, por sua vez, homenageou seu pai, Murilo Benício, ao surgir caracterizado como Victor Valentim, o protagonista de "Ti Ti Ti".
O evento funcionava em múltiplos níveis. Era celebração do marco dos 100 capítulos, claro, mas também era um diálogo entre gerações de atrizes e atores, entre personagens que marcaram época e a novela que agora ocupava aquele mesmo espaço na programação. Cada fantasia era uma citação, um reconhecimento de que a teledramaturgia brasileira tinha uma história, e que quem a fazia agora estava em conversa com quem a havia feito antes.
A festa reforçava algo que os números de audiência já indicavam: "Quem Ama Cuida" havia conquistado seu lugar. Cem capítulos não é um número arbitrário — é o ponto em que uma novela prova que conseguiu prender a atenção, que suas histórias importam, que as pessoas estão acompanhando. E quando o elenco se reúne para celebrar isso, vestido de personagens que moldaram a memória coletiva da televisão brasileira, fica claro que a novela não existe isolada. Ela faz parte de uma linhagem, de uma tradição que continua viva.
Citations marquantes
Chay Suede apostou em Sinhozinho Malta, de 'Roque Santeiro', trama que estava prestes a retornar à Globo— Informação sobre escolha de fantasia do ator