No primeiro domingo de outubro de 2026, o Alto Tietê exerceu sua soberania popular em meio a filas longas, urnas substituídas e pequenas irregularidades de campanha — sinais de que a democracia, mesmo quando imperfeita em seus mecanismos, insiste em funcionar. A região que margeia o rio Tietê, com suas cidades de histórias distintas, viveu um dia em que o ordinário e o urgente se entrelaçaram sem que o processo fosse interrompido. Autoridades, mesários, eleitores indígenas e candidatos compuseram juntos o retrato de uma eleição que, apesar dos tropeços, chegou ao fim.
Eleições 2026: apuração em tempo real no Alto Tietê com filas e ocorrências
Material apreendido, esclarecimentos prestados, casal liberado
Como assim dez urnas trocadas em uma região? Isso é muito ou pouco para um domingo de eleição?
Considerando que o Alto Tietê tem dezenas de escolas funcionando como locais de votação, dez trocas ao longo de todo o dia é relativamente controlado. Nenhuma delas impediu que as pessoas votassem.
Mas a gente não sabe quantas urnas estavam em funcionamento no total na região. Dez pode ser 0,5% ou 5% do total. O texto não deixa claro.
E as filas? Aquilo parecia caótico.
Havia concentração em pontos específicos, sim. Mas as autoridades eleitorais disseram que não havia problemas operacionais justificando o acúmulo. Pode ter sido apenas coincidência de horário.
Ou pode ter sido falta de planejamento na distribuição de seções. O texto não explica por que justamente aqueles locais tiveram tanta fila.
E quanto àquele casal em Poá distribuindo panfletos?
Foram flagrados, conduzidos para esclarecimentos, e depois liberados. Material apreendido. É uma violação da lei eleitoral, mas foi tratada de forma rotineira.
Rotineira porque não houve prisão. Em Santa Isabel, porém, um homem foi levado à delegacia com 195 santinhos. Isso sugere que havia uma operação maior de distribuição irregular.
Então havia campanha clandestina acontecendo?
Não clandestina. Apenas irregular. Alguém estava distribuindo material de forma proibida perto dos locais de votação. A polícia agiu.
Mas a gente não sabe se era organizado ou isolado. Se era um candidato específico ou múltiplos. O texto não aprofunda.
Le Pouls
- Dez urnas eletrônicas falharam por problemas de bateria, teclado e tela em cidades como Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Mogi das Cruzes, exigindo substituições ao longo do dia.
- A Polícia Militar apreendeu panfletos e santinhos distribuídos ilegalmente perto de locais de votação em Poá e Santa Isabel, conduzindo ao menos cinco pessoas para prestar esclarecimentos.
- Filas se formaram em mais de dez seções eleitorais em Itaquaquecetuba, Suzano, Santa Isabel e Mogi das Cruzes por volta das 15 horas, sem que as autoridades identificassem causa operacional para o acúmulo.
- Apesar dos incidentes, a votação seguiu seu curso até as 17h sem que nenhuma ocorrência comprometesse a integridade do pleito na região.
No primeiro domingo de outubro de 2026, o Alto Tietê exerceu sua soberania popular em meio a filas longas, urnas substituídas e pequenas irregularidades de campanha — sinais de que a democracia, mesmo quando imperfeita em seus mecanismos, insiste em funcionar. A região que margeia o rio Tietê, com suas cidades de histórias distintas, viveu um dia em que o ordinário e o urgente se entrelaçaram sem que o processo fosse interrompido. Autoridades, mesários, eleitores indígenas e candidatos compuseram juntos o retrato de uma eleição que, apesar dos tropeços, chegou ao fim.
O primeiro turno das Eleições 2026 chegou ao Alto Tietê com filas, falhas técnicas e irregularidades de campanha que, somadas, desenharam um dia eleitoral agitado — mas não interrompido. Cidades como Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba e Santa Isabel foram palco de ocorrências acompanhadas em tempo real por autoridades de segurança e cartórios eleitorais.
Já pela manhã, urnas eletrônicas começaram a apresentar problemas. Em Itaquaquecetuba, uma falha na Escola Municipal Vereador Leolino dos Santos gerou concentração de eleitores por volta das 9 horas. Poá e Suzano também registraram equipamentos com defeito ainda nas primeiras horas. Ao longo do dia, dez urnas ao todo precisaram ser substituídas na região — por falhas em bateria, teclado e tela —, sem que nenhuma troca impedisse a continuidade da votação.
A segurança eleitoral entrou em cena quando a Polícia Militar flagrou distribuição irregular de material de campanha. Em Poá, um casal foi abordado com panfletos próximo a uma escola e liberado após prestar esclarecimentos. Em Santa Isabel, um homem foi conduzido à delegacia com 195 santinhos, e o material foi encaminhado para perícia. Outras três pessoas também foram levadas à delegacia na mesma cidade por situação semelhante.
Pela tarde, as filas chamaram atenção. Pelo menos dez seções eleitorais em diferentes municípios registravam acúmulo de votantes às 15 horas. Escolas em Itaquaquecetuba chegaram a ter 15 seções com fila simultaneamente. Apesar do volume, as autoridades não identificaram falhas operacionais que explicassem o congestionamento.
Entre os que foram às urnas estava o candidato ao Senado André do Prado, que votou em Guararema por volta das 15h40. Também compareceram indígenas da Aldeia M'Boiji, em Mogi das Cruzes, cujo cacique Luis Angá destacou a importância de eleger representantes comprometidos com clima, saúde e educação para os povos originários. O dia terminou às 17 horas com o processo intacto e a apuração em andamento.
No domingo de votação do primeiro turno das Eleições 2026, o Alto Tietê enfrentou um dia de operação eleitoral marcado por filas concentradas e uma série de pequenos incidentes que não chegaram a comprometer o processo. A região, que abrange cidades como Mogi das Cruzes, Suzano, Itaquaquecetuba e Santa Isabel, registrou ocorrências de distribuição irregular de material de campanha e problemas técnicos em equipamentos de votação, tudo acompanhado em tempo real pelas autoridades de segurança e pelos cartórios eleitorais.
Os primeiros problemas surgiram ainda na manhã do pleito. Em Itaquaquecetuba, uma urna eletrônica precisou ser substituída na Escola Municipal Vereador Leolino dos Santos por volta das 9 horas, gerando uma pequena concentração de eleitores que foi rapidamente controlada. Em Poá, a Escola Estadual Padre Simon Switzar também enfrentou falha em um equipamento, com a tela apresentando problemas na sessão 231. Ainda em Suzano, a Etec de Suzano registrou uma urna travada na sessão 378 por volta das 9h35. Esses três casos iniciais foram resolvidos com as trocas de equipamento, e a votação prosseguiu sem maiores transtornos.
A questão da segurança eleitoral ganhou destaque quando a Polícia Militar flagrou irregularidades na distribuição de material de campanha. Em Poá, um casal foi conduzido para prestar esclarecimentos após ser encontrado distribuindo panfletos nas proximidades de uma escola. O material foi apreendido, e após os esclarecimentos, o casal foi liberado. Em Santa Isabel, a situação se mostrou mais complexa: um homem foi flagrado com 195 santinhos e conduzido à delegacia, com o material encaminhado para perícia no Instituto de Criminalística. A Guarda Civil Municipal da cidade informou ainda sobre outras três pessoas conduzidas à delegacia com material de campanha nos arredores de um local de votação, todos com seus materiais apreendidos.
Ao longo da tarde, o cenário que mais chamou atenção foi o das filas. Por volta das 15 horas, pelo menos dez seções eleitorais em diferentes cidades do Alto Tietê registravam concentração de eleitores. Em Itaquaquecetuba, a Escola Estadual Professora Vera Lúcia Leite da Costa apresentava filas em 15 seções, enquanto a E.E. Nemésio Cândido Gomes tinha 14 seções com fila. A EMEF CAIC Professor Paulo Nunes e a E.M. Professor Michel Alves de Souza registravam 10 seções cada uma com acúmulo de votantes. Em Suzano, a E.M. Antônio Marques Figueira tinha 12 seções com fila, e a E.E. Professora Yolanda Bassi e a E.E. Comandante Jacques-Yves Cousteau apresentavam 10 seções cada. Santa Isabel registrou 12 seções com fila na E.E. Professora Maria Santos Bairão, e Mogi das Cruzes teve 11 seções com fila na E.E. Professora Lucinda Bastos. Apesar dessa concentração, as autoridades eleitorais não registraram intercorrências operacionais que justificassem o acúmulo.
Os problemas técnicos continuaram ao longo do dia. Até o encerramento da votação às 17 horas, dez urnas eletrônicas precisaram ser trocadas em cidades do Alto Tietê. Em Arujá, duas urnas foram substituídas por falhas na bateria e no teclado. Em Guararema, houve uma troca por falha no terminal do mesário. Biritiba Mirim registrou apenas a troca de bateria. Ferraz de Vasconcelos teve duas urnas trocadas por defeito no teclado. Itaquaquecetuba registrou dois equipamentos substituídos após travamentos. Mogi das Cruzes, na 74ª Zona Eleitoral, teve três urnas trocadas por problemas na tela. Salesópolis não registrou intercorrências.
Entre os votantes que compareceram estava André do Prado, candidato ao Senado por São Paulo pelo PL, que votou em Guararema na Escola Estadual Ivan Brasil por volta das 15h40. Após votar, destacou o sentimento de dever cumprido durante os 45 dias de campanha e aguardava o resultado da apuração. Também compareceram indígenas da Aldeia M'Boiji, na Porteira Preta, que votaram em Jundiapeba, em Mogi das Cruzes. O cacique Luis Angá ressaltou a importância das eleições para a aldeia e afirmou que a escolha deveria considerar questões como clima, saúde e educação, esperando que o próximo representante implementasse políticas públicas voltadas aos povos indígenas e à sociedade em geral.
O processo eleitoral transcorreu com a exigência de documento oficial com foto ou e-Título com foto cadastrada para votar. Eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida puderam receber auxílio de uma pessoa de confiança, inclusive para digitar os números na urna. Os mesários estavam disponíveis para orientar sobre a ordem de votação, embora sem poder indicar candidatos. Quem não pôde comparecer às urnas tinha a opção de justificar a ausência pelo aplicativo e-Título, com geolocalização ativada, no próprio dia da eleição.
Citations marquantes
Destacou o sentimento de dever cumprido durante os 45 dias de campanha e aguardava o resultado da apuração— André do Prado, candidato ao Senado pelo PL
A escolha deve considerar questões como clima, saúde e educação, esperando que o próximo representante implemente políticas públicas voltadas aos povos indígenas— Cacique Luis Angá, Aldeia M'Boiji