No Rio de Janeiro, onde o poder sempre foi disputado com intensidade, uma pesquisa eleitoral revela uma assimetria rara: Eduardo Paes, ex-prefeito da capital e candidato do PSD ao governo estadual, concentra quase metade das intenções de voto em julho de 2026, separado dos rivais por uma distância que a história eleitoral brasileira reconhece como quase definitiva. A liderança não é apenas numérica — ela atravessa todos os cenários simulados, sugerindo que o eleitorado fluminense, ao menos por ora, já fez sua escolha.
Eduardo Paes lidera com 48,6% e se aproxima da vitória no primeiro turno no Rio
Uma margem de 37,5 pontos é praticamente intransponível
Como uma vantagem de 37,5 pontos percentuais se traduz em termos práticos? Paes já venceu?
Não tecnicamente — faltam semanas para a eleição. Mas uma margem dessa magnitude é praticamente intransponível. Para Ruas ou Garotinho empatarem, Paes teria que perder quase metade de seus votos.
Mas ele perdeu 2,1 pontos desde o início do mês. Se essa tendência continuar...
Verdade, mas mesmo em queda, ele segue com quase metade das intenções de voto. Ruas e Garotinho não crescem na mesma velocidade.
E o segundo turno? Os números mudam muito?
Não. Contra Ruas, Paes sobe para 60,1%. Contra Garotinho, para 61,1%. A vantagem se amplia, não diminui.
Esses cenários de segundo turno dependem de como os votos se redistribuem. A pesquisa não pode prever isso com precisão.
Qual é o ponto fraco de Paes nessa pesquisa?
A rejeição dele é de 20,6% — a menor entre os testados, mas ainda significativa. Um em cada cinco eleitores o rejeita.
E Garotinho tem 37,1% de rejeição. Isso importa mais do que os números de primeiro turno?
Potencialmente. Rejeição alta pode mobilizar votos contra um candidato, mesmo que ele esteja à frente.
Der Puls
- Com 48,6% das intenções de voto, Paes ocupa sozinho um espaço que normalmente exigiria coalizões inteiras para ser preenchido.
- Douglas Ruas e Anthony Garotinho disputam um distante segundo lugar tecnicamente empatados em torno de 11%, enquanto mais de 16% dos eleitores ainda rejeitam ou ignoram todos os nomes.
- Uma queda de 2,1 pontos em relação a julho anterior acende um sinal de atenção, mas a margem de 37,5 pontos sobre os concorrentes transforma qualquer oscilação em ruído estatístico.
- Nos cenários de segundo turno, Paes supera os 60% contra qualquer adversário testado, tornando a pergunta da campanha não 'quem vence', mas 'por quanto'.
- Garotinho carrega a maior rejeição do campo — 37,1% —, enquanto Paes registra o menor índice negativo entre os testados, consolidando tanto sua força quanto sua viabilidade.
No Rio de Janeiro, onde o poder sempre foi disputado com intensidade, uma pesquisa eleitoral revela uma assimetria rara: Eduardo Paes, ex-prefeito da capital e candidato do PSD ao governo estadual, concentra quase metade das intenções de voto em julho de 2026, separado dos rivais por uma distância que a história eleitoral brasileira reconhece como quase definitiva. A liderança não é apenas numérica — ela atravessa todos os cenários simulados, sugerindo que o eleitorado fluminense, ao menos por ora, já fez sua escolha.
A corrida pelo governo do Rio de Janeiro tem um líder inconteste. Eduardo Paes, ex-prefeito da capital e filiado ao PSD, aparece com 48,6% das intenções de voto no levantamento da Paraná Pesquisas divulgado no final de julho de 2026 — uma vantagem de 37,5 pontos sobre os concorrentes mais próximos, margem que, em termos eleitorais, é praticamente intransponível.
No cenário estimulado, Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa, marca 11,1%, tecnicamente empatado com Anthony Garotinho, ex-governador pelos Republicanos, que registra 11%. Mais de 16% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco, nulo ou preferiram não responder.
O quadro não é imóvel: Paes recuou 2,1 pontos em relação ao levantamento de início de julho, quando marcava 50,7%. No mesmo período, Ruas caiu de 13,8% para 11,1%, enquanto Garotinho avançou de 9,8% para 11%, consolidando-se como segunda força. A oscilação existe, mas não ameaça a liderança.
Nas simulações de segundo turno, a vantagem se amplia. Contra Ruas, Paes chegaria a 60,1%; contra Garotinho, a 61,1%. A consistência desses números em diferentes cenários reforça a solidez da posição do candidato do PSD.
No índice de rejeição, Garotinho lidera negativamente com 37,1%, seguido por Wilson Witzel, com 24,2%. Paes registra a menor rejeição entre os testados: 20,6%. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores, com margem de erro de 2,5 pontos e grau de confiança de 95%, registrada no TSE sob o número RJ-09303/2026.
A corrida pelo governo do Rio de Janeiro tem um líder inconteste. Eduardo Paes, ex-prefeito da capital fluminense e filiado ao PSD, comanda a disputa com 48,6% das intenções de voto, segundo levantamento da Paraná Pesquisas divulgado na última sexta-feira. A vantagem é tão ampla que o separa dos concorrentes mais próximos por 37,5 pontos percentuais — uma margem que, em termos eleitorais, é praticamente intransponível.
No cenário estimulado, Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, aparece com 11,1% das intenções de voto. Logo atrás, tecnicamente empatado, está Anthony Garotinho, ex-governador filiado aos Republicanos, com 11%. O restante da eleição se distribui entre 10,4% que declararam intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 6,1% que não souberam responder ou preferiram não opinar.
O cenário não é estático, porém. Paes oscilou para baixo em relação ao levantamento realizado no início de julho, quando registrava 50,7% das intenções de voto. A queda de 2,1 pontos percentuais sugere algum movimento no eleitorado, ainda que insuficiente para ameaçar sua posição. No mesmo período, Ruas recuou de 13,8% para 11,1%, enquanto Garotinho avançou de 9,8% para 11%, consolidando-se como segunda força na disputa.
Quando a pesquisa simula cenários de segundo turno, a vantagem de Paes se amplia ainda mais. Em um confronto direto contra Ruas, o ex-prefeito alcançaria 60,1% das intenções de voto, deixando o parlamentar com 24,3%. Brancos e nulos somariam 10,8%, e 4,8% não responderiam. Comparado ao levantamento anterior, Paes recuou dois pontos percentuais neste cenário, enquanto Ruas avançou apenas 0,4 ponto.
Contra Garotinho, a margem é ainda maior. Paes chegaria a 61,1% das intenções de voto, enquanto o ex-governador ficaria com 20,5%. Neste cenário, 14,2% votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, e 4,3% não responderiam. A consistência desses números em diferentes simulações reforça a solidez da liderança do candidato do PSD.
O levantamento também mediu a rejeição aos possíveis candidatos. Anthony Garotinho lidera este indicador negativo com 37,1% de rejeição entre os entrevistados. Wilson Witzel, ex-governador filiado ao Democrata, aparece em seguida com 24,2%. Eduardo Paes registra 20,6% de rejeição, o menor índice entre os nomes testados — mais um sinal de sua posição confortável na disputa.
A pesquisa entrevistou 1.600 eleitores entre terça e quinta-feira da semana anterior. O levantamento possui grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-09303/2026, conferindo-lhe validade institucional.
Os números apontam para um cenário em que Paes pode vencer já no primeiro turno, caso mantenha sua base de apoio. Mesmo com a oscilação negativa recente, a distância que o separa dos concorrentes permanece tão grande que qualquer movimento tático dos adversários parece insuficiente para alterar o curso da disputa. O que se vê agora é uma campanha em que a pergunta central não é mais quem vencerá, mas com qual margem.
Bemerkenswerte Zitate
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-09303/2026— Paraná Pesquisas