No cruzamento entre o entusiasmo tecnológico e a frieza dos balanços contabilísticos, o economista Steve Hanke, da Universidade Johns Hopkins, oferece uma perspetiva que raramente ocupa o centro do debate: a substituição massiva de trabalhadores por inteligência artificial esbarra, antes de qualquer limite técnico, num limite económico. Infraestruturas, energia, refrigeração e custos operacionais contínuos tornam a automação em larga escala financeiramente menos atraente do que a narrativa dominante sugere. Casos como os da Ford e da Klarna — que reverteram apostas na IA após resultados aquém