Há algo de revelador em medir a ambição humana pela velocidade de um objeto que não transporta ninguém. A Quantum Systems, empresa alemã, anuncia que o seu drone elétrico experimental Apex Recordhunter terá atingido 777 km/h, mas o número ainda aguarda confirmação oficial, faltando a medição no sentido contrário que compensa o vento. Para além do recorde, o que interessa à empresa é o saber acumulado sobre propulsão e gestão de energia, que poderá servir a futuros drones intercetores capazes de travar ameaças aéreas cada vez mais rápidas, como os Geran russos.
Drone elétrico atinge 777 km/h e abre caminho a intercetores contra ameaças aéreas
Um pico de velocidade deixa perguntas em aberto
Então o que aconteceu, em concreto?
A Quantum Systems diz que o Apex Recordhunter, um drone elétrico experimental, atingiu 777 km/h. Em junho tinha anunciado 699 km/h.
Convém sublinhar: é um número da empresa. Ainda não está homologado.
Porque falta a homologação?
Falta o percurso no sentido contrário, que serve para compensar a influência do vento na medição.
E porque é que isto interessa para a guerra?
A empresa quer usar o que aprendeu para desenvolver intercetores contra ameaças mais rápidas, como os drones russos Geran a jato, a que atribui 500 a 600 km/h.
Essa velocidade dos Geran também é uma atribuição da própria empresa. E o Apex não tem função de combate, é um demonstrador.
Então não é um intercetor.
Não. A empresa diz que nem partilha equipamento com os sistemas de combate. O contributo seria conhecimento sobre propulsão, gestão de energia e voo rápido.
E o que não sabemos pesa: quanto tempo mantém esta velocidade, que alcance dá a bateria, como se comportaria um sistema operacional. Um pico não é um intercetor funcional.
The Pulse
- Um drone elétrico experimental cruza a barreira dos 777 km/h e sacode o mundo dos recordes aéreos.
- O número ainda não está homologado: falta a passagem no sentido contrário para anular o efeito do vento.
- A tensão de fundo é militar, porque os mesmos conhecimentos podem alimentar intercetores contra drones russos Geran, que chegam a 600 km/h.
- A empresa tenta afastar o Apex de qualquer função de combate, apresentando-o apenas como demonstrador tecnológico.
- O caminho aponta para validação do recorde e, depois, para provar autonomia e desempenho operacional, ainda por demonstrar.
Há algo de revelador em medir a ambição humana pela velocidade de um objeto que não transporta ninguém. A Quantum Systems, empresa alemã, anuncia que o seu drone elétrico experimental Apex Recordhunter terá atingido 777 km/h, mas o número ainda aguarda confirmação oficial, faltando a medição no sentido contrário que compensa o vento. Para além do recorde, o que interessa à empresa é o saber acumulado sobre propulsão e gestão de energia, que poderá servir a futuros drones intercetores capazes de travar ameaças aéreas cada vez mais rápidas, como os Geran russos.
Imagine-se atravessar um campo de futebol em cerca de meio segundo. É essa a escala de velocidade que a empresa alemã Quantum Systems atribui ao Apex Recordhunter, um drone elétrico experimental que, segundo a própria empresa, atingiu 777 km/h. O objetivo declarado vai além do recorde: reunir conhecimento para futuros drones capazes de intercetar ameaças aéreas.
O Apex já era conhecido. Em junho tinha alcançado 699 km/h num ensaio, e agora a Quantum Systems afirma tê-lo superado. Há, porém, uma ressalva: o resultado não está oficialmente homologado, pois falta a passagem no sentido contrário para compensar o vento. Até lá, o valor é uma indicação promissora e não um recorde confirmado.
O projeto nasceu na equipa experimental N3XT, na Alemanha, e serve como plataforma para explorar os limites do voo elétrico. A ligação à guerra surge através dos intercetores: a empresa quer aproveitar o aprendizado para responder a ameaças mais rápidas, como os drones russos Geran, a jato, que segundo a Quantum Systems voam entre 500 e 600 km/h. O Apex, insiste a empresa, é apenas um demonstrador tecnológico, sem função de combate e sem partilhar equipamento com os seus sistemas bélicos.
Fica por responder o essencial: quanto tempo o aparelho mantém esse desempenho, que alcance oferece a bateria e como se comportaria num cenário operacional real. A próxima prova será a homologação da marca e, depois, a transformação dessa capacidade numa ferramenta eficaz de defesa aérea.
Percorrer um campo de futebol em cerca de meio segundo: é esta a escala da velocidade que a empresa alemã Quantum Systems anuncia para o Apex Recordhunter, um drone elétrico experimental. O número em causa é 777 km/h, e o objetivo que a empresa aponta para lá do recorde é outro: reunir conhecimento para futuros drones capazes de intercetar ameaças aéreas.
O Apex não é um nome novo. O Pplware já tinha noticiado como os drones elétricos estão a empurrar os limites da velocidade, com o Blackbird a chegar aos 730 km/h. Nesse mesmo texto, o Apex Recordhunter surgia com 699 km/h, marca anunciada num ensaio em junho. Agora, segundo a Quantum Systems, o aparelho superou-a com os 777 km/h.
Há, no entanto, uma ressalva importante: o resultado ainda não foi oficialmente homologado. Falta a passagem no sentido contrário, necessária para compensar a influência do vento. Até essa segunda medição ser feita e validada, o valor continua a ser o que a empresa anuncia, e não um recorde confirmado.
O projeto nasceu na equipa experimental N3XT, na Alemanha, e foi desenvolvido ao longo de aproximadamente um ano. Funciona como plataforma para explorar os limites do voo elétrico, com possíveis aplicações em futuros sistemas de alta velocidade.
A ligação à guerra passa pelos drones intercetores. A Quantum Systems quer aproveitar o que aprendeu com o Apex para desenvolver sistemas que respondam a ameaças mais rápidas, entre elas os drones russos Geran com propulsão a jato, aos quais a empresa atribui velocidades entre 500 e 600 km/h.
A empresa faz questão de delimitar o papel do aparelho. O Apex é um demonstrador tecnológico, sem função de combate, e, segundo a Quantum Systems, não partilha equipamento com os seus sistemas de combate. O contributo estaria no conhecimento adquirido sobre propulsão, gestão de energia e voo a alta velocidade.
Numa interceção, conseguir aproximar-se depressa de uma ameaça pode fazer a diferença, e é essa vantagem que torna relevantes os avanços do projeto para os futuros intercetores da empresa. Mas um pico de velocidade deixa perguntas em aberto: quanto tempo consegue o aparelho manter esse desempenho, que alcance permite a bateria e como se comportará um sistema operacional.
Por agora, os 777 km/h são uma indicação promissora. A próxima prova será a homologação da marca e, depois, a transformação dessa capacidade numa ferramenta eficaz de defesa aérea.
Notable Quotes
O Apex é um demonstrador tecnológico, sem função de combate, e não partilha equipamento com os sistemas de combate da empresa.— Quantum Systems (parafraseado)