Nos ossos de dois adultos enterrados no deserto chileno, cientistas encontraram o que a história já suspeitava, mas a ciência ainda não havia provado: a assinatura molecular da varíola europeia, gravada no DNA de pessoas que morreram entre 1492 e 1631. O estudo, publicado na revista Science e liderado por pesquisadores do Trinity College Dublin, fecha o círculo entre o registro histórico e a evidência biológica, confirmando que o vírus não nasceu no Novo Mundo, mas chegou com aqueles que vieram transformá-lo. É um lembrete de que a conquista não foi apenas política e militar — foi também micro
DNA de múmias chilenas prova chegada da varíola às Américas na colonização
Dois indivíduos adultos, entre 18 e 35 anos, morreram pela infecção de varíola; a doença devastou populações indígenas inteiras nas Américas que nunca haviam sido expostas ao vírus.