Nas encostas áridas do deserto do Atacama, duas múmias incas do século 16 guardaram por séculos o DNA do vírus que as matou — a varíola. Pesquisadores do Trinity College de Dublin recuperaram esses genomas virais, revelando como um patógeno em plena maturidade evolutiva encontrou continentes inteiros de populações sem imunidade, derrubando impérios antes mesmo que as espadas dos conquistadores chegassem. É a história de como um vírus invisível reescreveu o destino de um continente.
DNA da varíola é recuperado de múmias incas do século 16
A varíola matou aproximadamente 90% dos povos indígenas das Américas durante a colonização espanhola, representando um dos maiores colapsos populacionais da história humana.