O Brasil chegou a junho de 2026 carregando uma dívida pública de R$ 9,27 trilhões — um número que cresce, em média, R$ 8 bilhões por dia e que projeta alcançar R$ 10,3 trilhões até o fim do ano. Mais do que uma cifra, esse montante revela a tensão estrutural entre o que o Estado promete entregar e o que consegue arrecadar, alimentada por um ciclo em que os juros da própria dívida se tornam combustível para seu crescimento. Economistas advertem que, sem reformas profundas nos gastos, o país pode se ver preso em uma espiral onde o custo de financiar o Estado corrói a capacidade de governar.