DIGI reorienta expansão de fibra em Portugal para integração da NOWO

O foco passa pela integração, não pela expansão
A DIGI reorientou a sua estratégia em Portugal para consolidar a NOWO antes de expandir cobertura.
Mark

Porque é que a DIGI decidiu abrandar a expansão de fibra neste momento?

Mimi

Porque tem uma tarefa mais urgente: integrar os clientes da NOWO que adquiriu. Faz mais sentido consolidar o que já tem do que espalhar-se mais fino.

Mark

Mas isso não frustra os clientes que estão à espera de fibra?

Mimi

Sim, provavelmente. Mas a DIGI está a fazer uma aposta de longo prazo. Quer primeiro ter uma base sólida, depois cresce.

Mark

E quanto aos preços? Vão subir quando a situação melhorar?

Mimi

A empresa diz que não. Comprometeu-se a manter preços estáveis. É uma forma de manter clientes enquanto perde dinheiro.

Mark

Perdem dinheiro? Quanto?

Mimi

No segundo trimestre, 16 milhões de euros negativos. Mas a casa-mãe acredita que isso muda na segunda metade do ano.

Mark

Como é que se perde tanto dinheiro com quase um milhão de clientes?

Mimi

Porque estão a investir pesadamente em infraestrutura e a cobrar pouco. É o preço de entrar agressivamente num mercado competitivo.

  • A expansão de fibra ótica da DIGI em Portugal trava abruptamente, deixando utilizadores à espera numa fila sem prazo definido.
  • Com 960 mil serviços ativos e um EBITDA negativo de 16 milhões de euros no segundo trimestre, a operação portuguesa sangra capital enquanto tenta encontrar o seu equilíbrio.
  • A integração dos clientes da NOWO na rede DIGI torna-se a missão central, substituindo a ambição territorial por uma consolidação interna urgente.
  • Os preços mantêm-se congelados — nem sobem nem descem — como âncora de confiança para os consumidores durante esta fase de turbulência financeira.
  • A casa-mãe romena projeta uma viragem nos resultados para o segundo semestre de 2026, apostando que a pausa de hoje prepara o crescimento de amanhã.

No verão de 2026, a DIGI escolheu a pausa estratégica em detrimento da expansão acelerada: em vez de conquistar novos territórios com fibra ótica em Portugal, a operadora romena decidiu olhar para dentro, priorizando a digestão da NOWO recentemente adquirida. É um momento que muitas empresas enfrentam após crescimento rápido — o instante em que consolidar vale mais do que avançar, mesmo que isso signifique decepcionar quem esperava pela chegada da fibra à sua rua.

A DIGI anunciou em agosto de 2026 uma mudança de rumo clara na sua estratégia portuguesa: em vez de alargar a cobertura de fibra ótica a novas zonas, a operadora vai concentrar esforços na integração dos clientes da NOWO, adquirida recentemente. O diretor executivo Serghei Bulgac foi direto na apresentação dos resultados semestrais — o foco imediato é migrar os utilizadores existentes da NOWO para a rede de fibra da DIGI, e não conquistar novos territórios.

Esta reorientação tem consequências práticas para muitos portugueses: quem aguardava a chegada da fibra à sua rua terá de esperar mais tempo. A administração admitiu sem rodeios que não prevê alterações significativas na cobertura global num futuro próximo. Integrar primeiro, crescer depois — essa é a lógica que guia a operadora nesta fase.

Nos preços, a DIGI mantém a sua postura competitiva intacta, garantindo estabilidade nas tarifas de internet fixa e telecomunicações móveis. É uma promessa de previsibilidade para os consumidores, num momento em que os números financeiros revelam o peso do investimento: receitas de 18,9 milhões de euros no segundo trimestre, mas um EBITDA negativo de 16 milhões no mesmo período.

Apesar dos prejuízos, a casa-mãe romena mantém a confiança no projeto português, projetando uma melhoria progressiva dos resultados já a partir da segunda metade de 2026. A aposta é clara: consolidar a operação e converter clientes existentes antes de retomar qualquer expansão agressiva de cobertura.

A DIGI comunicou uma mudança significativa na sua estratégia de expansão em Portugal. Durante a apresentação dos resultados do primeiro semestre de 2026, realizada a 14 de agosto, o diretor executivo Serghei Bulgac e a administração da operadora romena deixaram claro que o foco imediato não é alcançar novas áreas com fibra ótica, mas sim consolidar a integração da NOWO, a operadora que adquiriu recentemente.

Com mais de 960 mil serviços ativos no mercado nacional, a DIGI ultrapassou marcos importantes de penetração. Mas o crescimento em cobertura vai abrandar. Quando questionados sobre os planos de expansão de fibra, os responsáveis foram diretos: o objetivo agora é migrar os clientes existentes da NOWO para a rede de fibra ótica da DIGI. Esta reorientação significa que muitos utilizadores que aguardavam pela chegada da fibra às suas ruas terão de esperar mais tempo.

A administração admitiu abertamente que não prevê alterações significativas na cobertura global num futuro próximo. A prioridade é consolidar o que já existe, não expandir para novos territórios. Esta é uma decisão estratégica clara: integrar primeiro, crescer depois.

No que respeita aos preços, a DIGI mantém a sua postura agressiva de entrada no mercado. Os administradores garantiram que não haverá alterações nos valores cobrados aos clientes portugueses, nem para cima nem para baixo. Esta estabilidade oferece previsibilidade a quem procura tarifários competitivos em telecomunicações móveis ou internet fixa.

Os números financeiros, porém, revelam o custo desta estratégia. No segundo trimestre de 2026, a filial portuguesa gerou receitas de 18,9 milhões de euros. Mas as despesas superaram largamente os ganhos, resultando num EBITDA negativo de 16 milhões de euros no mesmo período. A operação continua numa fase de profundo investimento de capital, com prejuízos significativos.

A casa-mãe romena, contudo, mantém a confiança. As projeções apontam para uma redução progressiva das perdas e uma melhoria contínua dos resultados já a partir da segunda metade de 2026. A integração da NOWO é vista como um passo essencial para alcançar essa rentabilidade. O que se segue é um período de consolidação, onde a DIGI aposta em converter clientes existentes e otimizar operações, antes de retomar a expansão agressiva de cobertura.

O foco principal está na área de cobertura da NOWO, onde estamos a trabalhar para migrar os clientes da NOWO para a rede de fibra ótica
— Administração da DIGI
Nesta fase, não prevemos quaisquer outras alterações nos preços, quer para cima, quer para baixo
— Administração da DIGI
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