Dezenove estados elegem governadores no primeiro turno das eleições de 2026

Dezenove estados já tinham seus governadores eleitos no primeiro turno
Um padrão incomum nas eleições brasileiras, onde a maioria das disputas estaduais costuma ir além da primeira rodada.
Mark

Como é possível que dezenove estados tenham definido suas eleições no primeiro turno? Isso não é o padrão no Brasil?

Mimi

Não é comum, mas também não é impossível. Quando há candidatos muito fortes ou quando o eleitorado está muito polarizado, as margens de vitória podem ser amplas o suficiente para encerrar a disputa na primeira rodada.

Luke

Mas precisamos ser precisos: em alguns desses estados, a apuração ainda não estava completa. São Paulo tinha 90% das seções apuradas, Santa Catarina tinha 81%. Matematicamente a vitória era certa, mas tecnicamente ainda havia votos sendo contados.

Mark

E quanto ao Rio de Janeiro? Por que aquilo ainda está em aberto?

Mimi

Porque Douglas Ruas ficou com 49,27%, logo abaixo dos 50% necessários para vencer no primeiro turno. Mas Garotinho, que recebeu 3,18%, pode ter sua candidatura indeferida pelo TSE. Se isso acontecer, aqueles votos viram nulos, e Ruas sobe para mais de 50%.

Luke

Exatamente. É uma situação que depende de uma decisão judicial, não de votos. O TSE ainda não se pronunciou sobre a candidatura de Garotinho, então tecnicamente o Rio ainda está aberto.

Mark

Qual partido saiu melhor dessa noite?

Mimi

O PL elegeu cinco governadores — Moro no Paraná, Zucco no Rio Grande do Sul, Marcos Rogério em Rondônia, Arthur Henrique em Roraima, e Douglas Ruas pode ser o sexto no Rio se o TSE decidir a favor dele.

Luke

Mas é importante notar que o Republicanos também foi bem, com três vitórias confirmadas: Tarcísio em São Paulo, Cleitinho em Minas e Otaviano em Mato Grosso. E o PT reelegeu dois governadores em estados importantes como Bahia e Ceará.

Mark

Então não há um vencedor absoluto?

Mimi

Não. O que vemos é uma distribuição de poder entre vários partidos, com o PL tendo uma ligeira vantagem numérica. Mas cada estado tem sua própria dinâmica política.

  • A velocidade da apuração surpreendeu: em vez das disputas acirradas que costumam arrastar o Brasil para o segundo turno, dezenove estados encerraram suas eleições estaduais em uma única noite.
  • O PL dominou o interior e o Sul do país, elegendo cinco governadores e consolidando sua posição como o partido com maior capilaridade estadual desde as eleições de 2022.
  • Tarcísio de Freitas venceu em São Paulo com quase 63% dos votos, derrotando Fernando Haddad e projetando ainda mais sua figura no cenário nacional; Sergio Moro, por sua vez, chegou ao governo do Paraná por margem estreita, em vitória que carrega tanto alívio quanto fragilidade.
  • No Rio de Janeiro, o resultado ainda está suspenso: Douglas Ruas ficou a menos de um ponto percentual da maioria absoluta, e a decisão do TSE sobre a candidatura de Garotinho pode transformar um segundo turno em vitória no primeiro — ou manter a disputa aberta.

No domingo de outubro de 2026, o Brasil acordou com um mapa político mais definido do que o habitual: dezenove estados escolheram seus governadores já no primeiro turno, uma raridade que revela tanto a força das lideranças consolidadas quanto a reconfiguração das alianças partidárias no país. O PL emergiu como a maior força estadual da noite, enquanto reeleições expressivas em São Paulo, Santa Catarina e Piauí confirmaram que o eleitorado, em grande parte, preferiu a continuidade à mudança. Uma última incógnita permanece no Rio de Janeiro, onde o destino de uma candidatura contestada no TSE pode ainda reescrever o desfecho desta noite histórica.

Na noite de 4 de outubro de 2026, a apuração das eleições estaduais brasileiras trouxe um resultado incomum: dezenove estados definiram seus governadores já no primeiro turno, poupando o país de semanas adicionais de campanha e incerteza. O padrão histórico das eleições brasileiras costuma empurrar disputas acirradas para outubro, mas desta vez as margens foram largas o suficiente para encerrar o debate antes do prazo.

As reeleições mais expressivas vieram de nomes já consolidados. Tarcísio de Freitas, do Republicanos, venceu em São Paulo com 62,85% dos votos válidos, deixando Fernando Haddad distante com 36,22%. Em Santa Catarina, Jorginho Mello, do PL, obteve 68,32%, enquanto no Piauí Rafael Fonteles, do PT, atingiu 70,16% — um dos maiores percentuais da noite. Jerônimo Rodrigues, na Bahia, e Elmano de Freitas, no Ceará, também foram reeleitos pelo PT, com margens mais modestas mas suficientes.

A noite também consagrou novos governadores. Sergio Moro venceu no Paraná com 50,11%, uma vitória apertada que contrasta com a folga de outros candidatos. Cleitinho Azevedo conquistou Minas Gerais com 55,34%, e Zucco levou o Rio Grande do Sul com 57,88%. O PL foi o grande vencedor partidário da noite, elegendo cinco governadores; o Republicanos ficou com três estados, incluindo São Paulo.

Um capítulo ainda aberto é o do Rio de Janeiro. Douglas Ruas, do PL, terminou a apuração com 49,27% dos votos — a menos de um ponto percentual da maioria absoluta. O que impede sua eleição no primeiro turno é a candidatura de Garotinho, do Republicanos, que somou 3,18%. Se o TSE indeferir essa candidatura, os votos serão anulados e Ruas ultrapassará os 50%, sendo eleito sem segundo turno. A decisão ainda está pendente e pode elevar para vinte o número de estados com resultado definido nesta noite.

No domingo, 4 de outubro, a apuração das eleições de 2026 confirmou o que as pesquisas vinham indicando: dezenove estados já tinham seus governadores eleitos, sem necessidade de segundo turno. O resultado marca um padrão incomum nas eleições brasileiras, onde disputas estaduais costumam ir além do primeiro turno. Desta vez, a clareza das margens de vitória encerrou a incerteza em quase todas as regiões do país.

Os nomes mais conhecidos garantiram suas reeleições. Tarcísio de Freitas, do Republicanos, venceu em São Paulo com 62,85% dos votos válidos, deixando Fernando Haddad, do PT, com 36,22%. Em Santa Catarina, Jorginho Mello, do PL, conquistou 68,32% dos votos, enquanto seu concorrente mais próximo, Gelson Merisio do PSB, ficou com apenas 15,93%. No Piauí, Rafael Fonteles, do PT, registrou um dos maiores percentuais da noite: 70,16% dos votos válidos, consolidando sua reeleição de forma esmagadora.

Mas a noite também trouxe novos nomes ao poder. Sergio Moro, do PL, venceu no Paraná com margem apertada — 50,11% contra 25,35% de Sandro Alex do PSD. Cleitinho Azevedo, também do PL, conquistou Minas Gerais com 55,34% dos votos, superando Patrus Ananias do PT, que somou 26,20%. No Rio Grande do Sul, Zucco do PL alcançou 57,88% dos votos, enquanto Juliana Brizola do PDT registrou 31,88%. Marcos Rogério, igualmente do PL, venceu em Rondônia com 57,02% dos votos contra 19,31% de Adailton Furia do PSD. Arthur Henrique, também do PL, conquistou Roraima com 69,13% dos votos, deixando Soldado Sampaio do Republicanos com 29,31%.

O PL, partido que mais cresceu nas disputas estaduais, elegeu cinco governadores nesta noite. O Republicanos conquistou três estados: São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. O PT reelegeu dois governadores — Jerônimo Rodrigues na Bahia com 55,19% dos votos e Elmano de Freitas no Ceará com 52,85%. Outros partidos também tiveram sucesso: Daniel Vilela do MDB venceu em Goiás com 58,88% dos votos; Eduardo Braide do PSD conquistou o Maranhão com 54,15%; Otaviano Pivetta do Republicanos venceu em Mato Grosso com 60,77%; Eduardo Riedel do PP foi reeleito em Mato Grosso do Sul com 67,07%; Dr. Daniel do Pode venceu no Pará com 51,72%; Lucas Ribeiro do PP conquistou a Paraíba com 64,42%; Raquel Lyra do PSD venceu em Pernambuco com 53,28%; e Dr. Furlan do PSD conquistou o Amapá com 62,75% dos votos.

Há, porém, uma incógnita que pode elevar para vinte o número de estados com resultado definido. No Rio de Janeiro, Douglas Ruas do PL obteve 49,27% dos votos contra 42,76% de Eduardo Paes. Garotinho do Republicanos recebeu 3,18% dos votos. A questão agora depende do Tribunal Superior Eleitoral: se a candidatura de Garotinho for indeferida, seus votos serão considerados nulos. Nesse cenário, Ruas ultrapassaria os 50% e seria eleito no primeiro turno, sem necessidade de segundo turno. A decisão do TSE sobre esse ponto ainda está pendente e pode mudar o resultado final da noite.

Rafael Fonteles registrou um dos maiores percentuais da noite com 70,16% dos votos válidos no Piauí
— Resultados eleitorais de 2026
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