Detidos em centro de imigração dos EUA ficavam em celas de 1,67 m²

79 imigrantes foram confinados em celas minúsculas por períodos prolongados, com risco documentado à saúde física e mental dos detidos.
Prática sem precedentes nos centros de detenção inspecionados
Conclusão do inspetor-geral sobre o confinamento de imigrantes em compartimentos de 1,67 m².
Mark

Como é possível que uma instalação federal tenha operado dessa forma sem ser interrompida antes?

Mimi

O relatório foi feito após uma inspeção em janeiro de 2026, mas a prática das microcelas acontecia desde julho de 2025. Havia críticas públicas antes disso, mas a documentação oficial só veio depois.

Luke

Importante notar: o relatório é do próprio DHS. Não sabemos se havia inspeções anteriores que não documentaram isso, ou se simplesmente não havia.

Mark

Os funcionários chamavam de "áreas de tranquilização". Isso era uma política oficial ou algo que acontecia nas sombras?

Mimi

O relatório menciona que funcionários descreviam assim, o que sugere que havia alguma justificativa interna. Mas o inspetor-geral rejeitou completamente essa lógica.

Luke

O documento não deixa claro se havia uma diretiva escrita ou se era uma prática informal. Sabemos que acontecia, mas não temos detalhes sobre quem autorizou.

Mark

Setenta e nove pessoas em sete meses. Isso é muito ou pouco?

Mimi

Para uma prática sem precedentes, qualquer número é preocupante. Mas o ponto é que cada uma dessas pessoas passou por algo que nenhuma outra instalação de detenção nos EUA havia feito.

Luke

Verdade. E não sabemos se havia outras pessoas que passaram por isso antes de julho de 2025, ou se houve casos depois de janeiro de 2026 até o fechamento em junho.

Mark

O centro foi fechado porque o relatório saiu?

Mimi

Não exatamente. O relatório foi divulgado em setembro, mas o centro já havia fechado em junho. O fechamento veio depois de disputas judiciais e críticas que já existiam.

Luke

Então o relatório não causou o fechamento — documentou problemas que já eram conhecidos o suficiente para que a instalação fosse encerrada.

  • Setenta e nove imigrantes foram trancados em celas de menos de dois metros quadrados, por períodos que chegaram a quase duas horas — uma prática sem precedentes em qualquer centro de detenção inspecionado nos EUA.
  • O próprio órgão de fiscalização do Departamento de Segurança Interna concluiu que a instalação falhou em saúde, segurança, alimentação, higiene e atendimento médico, representando risco físico e mental documentado aos detidos.
  • Funcionários chamavam os compartimentos de 'áreas de tranquilização', mas inspetores federais classificaram o uso como 'altamente incomum' e incompatível com padrões de tratamento humanitário.
  • Advogados, famílias e organizações de direitos humanos pressionaram judicialmente contra as condições do centro, que se tornara símbolo da política de deportações em massa da administração Trump.
  • O centro foi fechado em junho de 2026, após disputas judiciais e escalada de custos, mas o relatório divulgado em setembro forneceu a documentação oficial definitiva das violações cometidas.

Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, setenta e nove seres humanos foram encerrados em compartimentos metálicos do tamanho de uma cabine telefônica, em um centro de detenção nos Everglades da Flórida. Um relatório oficial do próprio governo americano confirmou o que defensores de direitos humanos já denunciavam: a instalação operava fora de qualquer padrão humanitário reconhecido. É um momento em que a burocracia da contenção encontra seus próprios limites documentados — e a história registra o que foi feito em nome da ordem.

Um relatório interno do Departamento de Segurança Interna dos EUA confirmou que dezenas de imigrantes foram confinados em compartimentos metálicos de aproximadamente 1,67 metro quadrado — o espaço de uma cabine telefônica — no centro de detenção conhecido como 'Alcatraz dos Jacarés', instalado nos Everglades da Flórida. Ao longo de seis meses, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, setenta e nove detidos passaram por essa experiência, por períodos que variavam de alguns minutos a quase duas horas.

O documento, produzido pelo inspetor-geral do DHS após inspeção realizada em janeiro de 2026, foi categórico: a prática não tinha precedentes nos centros de detenção americanos e representava risco significativo à saúde física e mental dos presos. Funcionários da unidade chamavam esses espaços de 'áreas de tranquilização', mas os inspetores os classificaram como 'altamente incomuns' e incompatíveis com qualquer padrão humanitário. O relatório também apontou falhas generalizadas em saúde, segurança ambiental, atendimento médico, alimentação e higiene.

Administrado pelo ICE, o centro havia se tornado um símbolo da campanha de deportações em massa do presidente Donald Trump. Advogados, familiares de detidos e organizações de direitos humanos acusavam o governo de manter migrantes em condições severas e de negar a eles um processo legal efetivo. O fechamento da instalação, em junho de 2026, veio após disputas judiciais e controvérsias sobre os custos operacionais crescentes. O relatório divulgado em setembro forneceu, enfim, a documentação oficial do que críticos já denunciavam há meses.

Um relatório interno do Departamento de Segurança Interna dos EUA revelou que dezenas de imigrantes foram confinados em compartimentos metálicos minúsculos — cerca de 1,67 metro quadrado cada um, do tamanho de uma cabine telefônica — no centro de detenção "Alcatraz dos Jacarés", localizado nos Everglades da Flórida. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, setenta e nove detidos passaram por essa experiência, permanecendo nesses espaços por períodos que variavam de alguns minutos até quase duas horas.

O documento foi produzido pelo escritório do inspetor-geral do DHS, órgão de fiscalização vinculado ao próprio departamento, após uma inspeção realizada em janeiro de 2026. A conclusão foi inequívoca: a prática não tinha precedentes nos centros de detenção inspecionados pela agência e representava um risco significativo à saúde e segurança dos presos. Funcionários da instalação chamavam esses compartimentos de "áreas de tranquilização", alegando que serviam para permitir que os detidos se acalmassem e ficassem sozinhos por um tempo.

Mas o relatório foi além dessa justificativa. O documento apontou que a unidade, cujo nome oficial era Florida Soft-Sided Facility (FSSF), falhava em atender aos padrões exigidos em múltiplas áreas críticas: saúde, segurança ambiental, atendimento médico, alimentação, higiene pessoal e recreação. Essas deficiências, segundo o relatório, tinham potencial para prejudicar tanto a saúde física quanto mental dos detidos. O inspetor-geral foi claro ao afirmar que o uso de espaços tão restritivos era "altamente incomum" e não estava de acordo com os padrões de tratamento humanitário.

O centro, administrado pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos EUA (ICE), havia se tornado um símbolo visível da campanha de deportações em massa do presidente Donald Trump. Antes de seu fechamento em junho de 2026, a instalação enfrentou uma enxurrada de críticas de advogados, familiares de detidos e organizações de direitos humanos. Esses grupos acusavam o governo de manter migrantes em situação irregular sob condições severas e de negar a eles um devido processo legal efetivo.

O fechamento veio após disputas judiciais e controvérsias sobre a escalada dos custos operacionais da instalação. O relatório do inspetor-geral, divulgado na sexta-feira 11 de setembro, forneceu documentação oficial do que críticos já denunciavam: que o centro operava fora dos padrões federais e internacionais de detenção. A prática das microcelas, em particular, representava um ponto de ruptura — algo que os inspetores federais nunca haviam encontrado antes em nenhuma outra instalação de detenção de imigrantes nos EUA.

O uso dessas pequenas estruturas de metal, independentemente do motivo, não tem precedentes entre os centros de detenção inspecionados pelo OIG e representa um risco significativo à saúde e à segurança dos detidos
— Relatório do inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna
O uso de espaços tão restritivos é altamente incomum e não está de acordo com os padrões de tratamento humanitário
— Relatório do inspetor-geral do Departamento de Segurança Interna
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