Defesa de Elias Bigode afirma que suspeito negou envolvimento e cooperou com polícia

Professor Breno Antonio Humberto de Moraes, 25 anos, desaparecido desde 26 de setembro em Várzea Grande, corpo ainda não localizado.
Ele negou participação, entregou tudo, mas foi preso mesmo assim
A defesa de Elias Bigode descreve a cooperação inicial do suspeito antes de sua prisão pela polícia.
Mark

Por que a defesa decidiu se apresentar voluntariamente à polícia se Elias era suspeito?

Mimi

Quando o advogado soube que estavam procurando por Elias, achou melhor se antecipar. Ir por conta própria, cooperar, entregar o celular — tudo isso era uma forma de demonstrar que não havia nada a esconder.

Luke

Mas isso não impediu a prisão. O que mudou entre sexta-feira e quinta-feira que levou a polícia a pedir um mandado?

Mimi

O advogado ainda não teve acesso aos novos elementos. Pode ter sido perícia do carro, câmeras de segurança, ou algo que a polícia descobriu depois.

Mark

E qual era a conexão entre Elias e Breno?

Mimi

Segundo a defesa, apenas profissional. O professor trabalhava em uma creche onde o filho de Elias estudava. Nada além disso.

Luke

Apenas? Ou é o que Elias afirma? Porque se a polícia pediu mandado, provavelmente encontrou algo que contradiz essa versão.

Mimi

É verdade. A defesa só pode falar pelo que o cliente disse. O que a polícia encontrou, ainda não sabemos.

Mark

O que preocupa o advogado agora?

Mimi

Que a urgência em resolver o caso não atropele os direitos do investigado. Ele quer que a investigação seja rigorosa, mas justa.

Luke

E a família de Breno? Desaparecido há mais de uma semana, corpo ainda não encontrado.

  • Breno Antonio Humberto de Moraes, professor de 25 anos, desapareceu em 26 de setembro em Várzea Grande e seu corpo ainda não foi encontrado, deixando uma família em agonia.
  • Elias Bigode foi preso em 8 de outubro pelo DHPP, mesmo tendo se apresentado voluntariamente à polícia seis dias antes e entregado celular com senha e veículo para perícia.
  • A defesa sustenta que a única ligação entre os dois era que o filho de Elias estudava na creche onde Breno trabalhava — nenhuma outra conexão foi confirmada.
  • Investigadores solicitaram mandado judicial e apreenderam imagens de câmeras de segurança, indicando que novos elementos surgiram após o depoimento inicial, embora a defesa ainda não tenha tido acesso a eles.
  • O advogado Ronaldo Meirelles alertou publicamente para o risco de atropelar direitos e a verdade na pressa de resolver o caso, pedindo cautela sem abrir mão do desejo de que a família de Breno receba respostas.

Quando um jovem professor de 25 anos desaparece sem deixar rastros em Várzea Grande, o silêncio que se instala sobre uma família ecoa além das fronteiras de um caso policial. Elias Bigode, serralheiro preso como suspeito no desaparecimento de Breno Antonio Humberto de Moraes, havia se apresentado voluntariamente à polícia uma semana antes de ser detido, entregando celular e veículo como gestos de cooperação. A tensão entre a urgência de uma investigação e os direitos de um investigado revela, uma vez mais, o quanto a busca pela verdade exige tanto rigor quanto prudência.

Elias Samuel Delgado da Silva, serralheiro conhecido como Elias Bigode, foi preso em 8 de outubro como suspeito no desaparecimento do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos, ocorrido em 26 de setembro em Várzea Grande, no Mato Grosso. Seu advogado, Ronaldo Meirelles, fez questão de contextualizar a prisão: o cliente não fugiu nem se esquivou — foi ele próprio quem se apresentou à delegacia de desaparecidos em 2 de outubro, entregou o celular com a senha e permitiu a apreensão do veículo para perícia.

Segundo a defesa, Elias negou em todo momento qualquer envolvimento no caso. A única ligação conhecida entre ele e Breno era que o filho do serralheiro estudava na creche onde o professor trabalhava. Nenhuma outra conexão foi confirmada. Ainda assim, a Polícia Civil obteve um mandado judicial e prendeu Elias na região do Manso, por meio do DHPP. Meirelles afirmou não ter tido acesso aos novos elementos que motivaram a detenção.

O veículo apreendido foi submetido à perícia da Politec na mesma data da prisão, e investigadores solicitaram imagens de câmeras de segurança dos locais indicados por Elias. Diante da pressão pública pelo desfecho do caso, o advogado pediu cautela: resolver com pressa pode custar tanto os direitos do investigado quanto a própria verdade. A investigação segue sob o delegado Bruno Sérgio Magalhães Abreu, com foco em esclarecer o crime, identificar outros possíveis envolvidos e localizar o corpo de Breno, que permanece desaparecido.

Elias Samuel Delgado da Silva, um serralheiro conhecido como Elias Bigode, foi preso na quinta-feira, 8 de outubro, como suspeito no desaparecimento do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos. Mas segundo seu advogado, Ronaldo Meirelles, o homem já havia se apresentado voluntariamente à polícia uma semana antes, negando qualquer envolvimento no caso e oferecendo total cooperação aos investigadores.

Quando a defesa soube que Elias era procurado pela Polícia Civil, Meirelles sugeriu que comparecessem à delegacia por iniciativa própria. Na sexta-feira anterior à prisão, 2 de outubro, Elias foi ouvido pela equipe responsável por investigações de desaparecidos. Durante esse depoimento, entregou seu celular aos investigadores, forneceu a senha do aparelho e permitiu que seu veículo fosse apreendido para perícia. "Nós viemos aqui, nos apresentamos, conversamos com o delegado da delegacia de desaparecidos e esclarecemos as perguntas que foram feitas. Ele entregou o celular, entregou a senha, participou e entregou tudo que precisava ser feito", relatou Meirelles à imprensa.

O advogado foi categórico ao afirmar que seu cliente negou participação no desaparecimento. "Ele, a todo momento, disse que não tem participação em nada disso, não tem conhecimento de nada disso", declarou. Segundo a defesa, a única conexão entre Elias e Breno era profissional e familiar: o professor trabalhava em uma creche onde o filho de Elias aparentemente estudava. Nenhuma outra ligação entre os dois foi confirmada pela defesa.

O caso ganhou complexidade quando, apesar da cooperação inicial, a Polícia Civil solicitou um mandado judicial e prendeu Elias na região do Manso durante operações da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Meirelles afirmou que ainda não havia tido acesso aos novos elementos que levaram à prisão de seu cliente. O veículo de Elias, que estava apreendido desde o primeiro depoimento, foi submetido à perícia da Politec na quinta-feira. Os investigadores também solicitaram imagens de câmeras de segurança dos locais por onde Elias afirmou ter passado.

O advogado pediu cautela na condução das investigações, alertando que a urgência em resolver o caso não pode comprometer os direitos do investigado e a busca pela verdade. "Nós temos que tomar cuidado porque, no afã de tentar resolver as coisas, podemos atropelar os direitos e a verdade que está sendo procurada", afirmou. Ao mesmo tempo, Meirelles expressou esperança de que a investigação esclareça o desaparecimento e traga respostas à família de Breno.

O professor Breno Antonio Humberto de Moraes desapareceu em 26 de setembro em Várzea Grande, no Mato Grosso. Seu corpo ainda não foi localizado. A investigação permanece sob responsabilidade do delegado Bruno Sérgio Magalhães Abreu, com prioridade em esclarecer as circunstâncias do crime, identificar possíveis outros envolvidos e encontrar o corpo do professor.

Ele, a todo momento, disse que não tem participação em nada disso, não tem conhecimento de nada disso
— Ronaldo Meirelles, advogado de Elias Bigode
Nós temos que tomar cuidado porque, no afã de tentar resolver as coisas, podemos atropelar os direitos e a verdade que está sendo procurada
— Ronaldo Meirelles
Contact Us FAQ