Há histórias em que a infância não é apenas memória, mas projeto. Maria Jordana começou vendendo pulseiras de miçangas para comprar seu primeiro cavalo e, décadas depois, comanda um negócio itinerante de imersões equestres que fatura R$ 60 mil mensais em diferentes estados brasileiros. Entre o sonho e o faturamento, houve um acidente, uma cadeira de rodas, um caderno de planos e a decisão de transformar dor em método. O que ela ensina não é apenas equitação — é a geometria invisível entre liderança, propósito e confiança.
De pulseiras de miçangas a negócio de R$ 60 mil/mês: a jornada de empreendedora com cavalos
Você precisa ter visão, ação e propósito
Como uma menina que vendia pulseiras de miçangas chega a um negócio de R$ 60 mil por mês?
Não foi uma linha reta. Começou com um impulso genuíno — ela queria um cavalo e fez o que estava ao seu alcance. Aquela determinação nunca desapareceu, apenas mudou de forma.
O acidente parece ter sido um ponto de virada crucial. Como uma fratura no quadril transforma uma escola de equitação?
Porque a forçou a parar e pensar. Quando você está correndo, não vê os problemas. Ela desenhou o futuro enquanto estava imobilizada. Quando voltou a caminhar, tinha um plano.
Por que o modelo itinerante funcionou melhor que a escola física?
Porque ampliou o alcance sem aumentar proporcionalmente os custos fixos. Mas mais importante: permitiu que ela oferecesse experiências, não apenas aulas. As pessoas viajam, se desconectam, trabalham com cavalos por três dias intensos. É transformador.
O programa "Só Para Elas" parece ser o carro-chefe. O que torna isso tão atrativo?
Mulheres em posições de liderança raramente têm espaços para trabalhar vulnerabilidade e confiança sem julgamento. Um cavalo não julga. Ele responde à sua energia, à sua intenção. É um espelho.
Ela fala muito sobre propósito. Isso é apenas marketing ou é genuíno?
Veja a trajetória dela. Vendeu Silver quando precisou. Recomprou quando pôde. Estudou horsemanship, um método que respeita o animal. Escolheu trabalhar com desenvolvimento pessoal, não apenas técnica. Propósito não é uma palavra para ela — é como ela vive.
El Pulso
- Uma fratura no quadril causada por um cavalo que caiu sobre ela poderia ter encerrado tudo — em vez disso, foi o ponto de virada que a levou a profissionalizar o negócio.
- Antes do acidente, Jordana cobrava abaixo do valor justo e sacrificava lucro pela ilusão de conquistar clientes, um erro que repetiu até ser forçada a parar e repensar tudo.
- O convite de uma cliente do Mato Grosso para um curso a mais de 1.400 km de distância revelou que o modelo itinerante era não apenas viável, mas escalável.
- Hoje, cursos de três dias custam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil, e o programa 'Só Para Elas' atrai empresárias e executivas que buscam liderança e autoconhecimento através dos cavalos.
- O negócio opera sem sede fixa, em parceria com centros equestres pelo Brasil, e as redes sociais funcionam como motor de expansão para novos estados.
Há histórias em que a infância não é apenas memória, mas projeto. Maria Jordana começou vendendo pulseiras de miçangas para comprar seu primeiro cavalo e, décadas depois, comanda um negócio itinerante de imersões equestres que fatura R$ 60 mil mensais em diferentes estados brasileiros. Entre o sonho e o faturamento, houve um acidente, uma cadeira de rodas, um caderno de planos e a decisão de transformar dor em método. O que ela ensina não é apenas equitação — é a geometria invisível entre liderança, propósito e confiança.
Maria Jordana tinha uma caixa de miçangas e uma promessa dos pais: se quisesse um cavalo, precisaria juntar o dinheiro sozinha. Ela começou a fazer e vender pulseiras. Esse impulso da infância, nascido em Goiás em meados dos anos 1990, seria o mesmo que décadas depois a levaria a construir um negócio de experiências equestres com faturamento mensal de R$ 60 mil.
O primeiro cavalo se chamava Silver. Quando decidiu competir na modalidade de três tambores, precisou vendê-lo para comprar uma égua adequada. A perda foi dolorosa, mas formadora — e anos depois, com estabilidade financeira, ela conseguiu recomprá-lo. Com R$ 4 mil de um estágio, abriu uma escola de equitação em Catalão, Goiás. Os primeiros anos ensinaram o que ninguém havia dito: como precificar, como administrar, como não cobrar abaixo do valor justo.
A virada veio de um acidente grave. Durante um treinamento, um cavalo caiu sobre ela e fraturou seu quadril. Meses em cadeira de rodas e fisioterapia. Afastada, Jordana pegou um caderno e começou a desenhar o futuro da empresa. Quando voltou a caminhar, buscou formação em Gestão de Empresas e estudou horsemanship — método que aprofunda a relação entre humano e animal sem técnicas coercitivas. A escola ganhou forma profissional.
O modelo itinerante nasceu de um convite: uma cliente do Mato Grosso pediu que ela ministrasse um curso a mais de 1.400 quilômetros de distância. Funcionou. Divulgado nas redes sociais, novas oportunidades surgiram em outros estados. Jordana percebeu que não precisava estar presa a um espaço físico e transformou a operação em imersões realizadas em parceria com centros equestres pelo Brasil.
Hoje, seus cursos de três dias combinam equitação, manejo animal e desenvolvimento pessoal. O programa 'Só Para Elas', voltado exclusivamente ao público feminino, atrai empresárias e executivas que encontram nos cavalos uma ferramenta para trabalhar liderança, confiança e autoconhecimento. Para Jordana, o legado não está nos números — está no impacto. 'Você precisa ter visão, ação e propósito', diz. 'É isso que sustenta um negócio no longo prazo.'
Maria Jordana tinha uma caixa de miçangas e linha de anzol quando criança. Seus pais disseram que, se quisesse um cavalo, precisaria juntar dinheiro. Ela não desistiu. Começou a fazer pulseiras, vendendo-as para acumular o que precisava. Era 1995, talvez 1996 — o ano não importa tanto quanto o impulso que aquela menina carregava. Décadas depois, esse mesmo impulso a levaria a construir um negócio que fatura R$ 60 mil por mês, operando em diferentes estados brasileiros, ensinando outras pessoas a encontrar força e liderança através dos cavalos.
Natural de Goiás, Jordana finalmente ganhou seu primeiro cavalo, um animal chamado Silver. O sonho da infância tinha se tornado realidade. Mas logo aprendeu uma lição que marcaria sua filosofia de vida: quando decidiu competir na modalidade de três tambores, precisou vender Silver para comprar uma égua adequada às competições. A escolha foi dolorosa, mas necessária. Anos depois, quando conquistou estabilidade financeira, conseguiu recomprar o animal e trazê-lo de volta. Aquela experiência de perda e recuperação moldaria tudo o que viria depois.
O interesse pelos cavalos evoluiu naturalmente para um projeto profissional. Com R$ 4 mil acumulados a partir de um estágio, Jordana abriu uma escola de equitação em Catalão, Goiás. Os primeiros anos foram ásperos. Ela precisou aprender na prática o que ninguém havia ensinado: como precificar um serviço, como administrar dinheiro, como não cobrar abaixo do valor justo e comprometer a rentabilidade. Cometeu esses erros repetidamente, sacrificando lucro pela ilusão de conquistar clientes.
A transformação veio de um lugar inesperado: um acidente grave. Durante um treinamento, um cavalo caiu sobre ela, causando uma fratura no quadril. Cadeira de rodas. Meses de fisioterapia. Afastada das atividades, Jordana fez algo simples mas poderoso: começou a desenhar em um caderno. Desenhou o futuro da empresa. Quando voltou a caminhar, colocou aqueles planos em prática. Buscou formação em Gestão de Empresas. Estudou horsemanship, um método que busca compreender o comportamento dos cavalos e fortalecer a relação entre animal e cavaleiro sem técnicas coercitivas. A escola começou a ganhar forma profissional.
Com o crescimento, alunos de cidades distantes começaram a procurá-la. Uma cliente do Mato Grosso a convidou para ministrar um curso a mais de 1.400 quilômetros de distância. O curso funcionou. Divulgado nas redes sociais, novas oportunidades surgiram em diferentes estados. Jordana percebeu que não precisava estar presa a um local físico. Transformou a escola em uma operação itinerante, realizando imersões em parceria com centros equestres espalhados pelo Brasil.
Hoje, seus cursos duram três dias e custam entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil. Combinam aulas práticas, manejo dos animais, técnicas de equitação e atividades voltadas ao desenvolvimento pessoal. Um dos formatos mais procurados é o "Só Para Elas", programa exclusivamente para mulheres. As participantes — empresárias, executivas, profissionais em busca de novas experiências — encontram nos cavalos uma ferramenta para trabalhar liderança, confiança, autoconhecimento e superação de desafios. Muitas relatam que as vivências com os animais ajudam a desenvolver competências aplicáveis no ambiente corporativo.
Para Jordana, esse é o verdadeiro diferencial. Mais do que ensinar a montar ou conduzir um cavalo, ela busca criar conexões capazes de gerar transformações duradouras. Ao olhar para sua própria trajetória — das miçangas ao negócio de seis dígitos mensais — vê a realização de um sonho que começou na infância. Mas acredita que o legado não está apenas nos números. Está no impacto que consegue deixar na vida das pessoas. "Você precisa ter visão, ação e propósito", diz. "Ver uma oportunidade, agir para fazê-la acontecer e entender por que está fazendo aquilo. É isso que sustenta um negócio no longo prazo."
Citas Notables
Você precisa ter visão, ação e propósito. Ver uma oportunidade, agir para fazê-la acontecer e entender por que está fazendo aquilo. É isso que sustenta um negócio no longo prazo.— Maria Jordana