Em um país onde as margens eleitorais carregam o peso de identidades profundas, a pesquisa Datafolha de março de 2026 revela que a vantagem do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu de 15 para apenas 3 pontos percentuais no cenário de segundo turno. O que parecia uma distância confortável em dezembro agora se converte em território de incerteza, com eleitores em movimento entre campos que refletem divisões geográficas, religiosas e geracionais do Brasil. A história eleitoral brasileira conhece bem esse ritmo: o que parece consolidado pode se dissolver, e o que parece improvável pode s
Datafolha: vantagem de Lula sobre Flávio cai de 15 para 3 pontos no 2º turno
Três pontos de vantagem em um cenário de incerteza
Como uma queda de 15 para 3 pontos muda o jogo nesta eleição?
Muda tudo. Lula sai de uma posição de conforto para uma de vulnerabilidade real. Três pontos é praticamente um empate técnico, considerando a margem de erro.
Mas espera — a margem de erro é de dois pontos, certo? Então tecnicamente eles estão empatados ou Flávio pode estar à frente.
Exatamente. É por isso que a pesquisa é tão significativa. Não é só que Lula perdeu vantagem — é que o resultado agora é genuinamente incerto.
E por que Flávio cresceu tanto? Quais foram os fatores?
A pesquisa aponta que ele se consolidou entre evangélicos, sulistas e na região Norte/Centro-Oeste. Esses são grupos que historicamente votam à direita, então ele está capturando seu eleitorado natural.
Mas a pesquisa não explica o mecanismo, certo? Não sabemos se foi campanha, se foi algum evento, se foi apenas consolidação natural.
Verdade. A pesquisa nos diz o quê, não o porquê.
E os votos em branco e nulo? Caíram de 12% para 10%.
Isso sugere que eleitores que estavam indecisos estão se posicionando. Mas não sabemos para quem exatamente.
E esse 1% que não sabe — é realmente insignificante ou pode ser decisivo em um cenário tão apertado?
Em um resultado de três pontos, qualquer coisa pode ser decisiva. Um ponto percentual em uma eleição nacional pode representar milhões de votos.
Der Puls
- A vantagem de Lula despencou de 15 para 3 pontos em apenas três meses, colocando o presidente em zona de empate técnico com Flávio Bolsonaro.
- Flávio ganhou sete pontos percentuais desde dezembro, consolidando apoio entre evangélicos, eleitores do Sul e da região Norte/Centro-Oeste — bases históricas da direita.
- Com margem de erro de dois pontos, a diferença atual entre os candidatos está dentro do intervalo de incerteza estatística, tornando o resultado imprevisível.
- A queda dos votos em branco ou nulo de 12% para 10% indica que indecisos estão se posicionando, mas ainda de forma instável e disputada.
- Lula segue à frente em todos os cenários testados, mas em nenhum deles mantém a vantagem de dois dígitos que caracterizava as pesquisas do final de 2025.
Em um país onde as margens eleitorais carregam o peso de identidades profundas, a pesquisa Datafolha de março de 2026 revela que a vantagem do presidente Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu de 15 para apenas 3 pontos percentuais no cenário de segundo turno. O que parecia uma distância confortável em dezembro agora se converte em território de incerteza, com eleitores em movimento entre campos que refletem divisões geográficas, religiosas e geracionais do Brasil. A história eleitoral brasileira conhece bem esse ritmo: o que parece consolidado pode se dissolver, e o que parece improvável pode se aproximar.
A pesquisa Datafolha divulgada em 7 de março de 2026 redesenhou o mapa do segundo turno presidencial brasileiro. Lula, que em dezembro marcava 51% contra 36% de Flávio Bolsonaro, agora aparece com 46% contra 43% — uma diferença de apenas 3 pontos que, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, configura uma disputa de resultado incerto.
O movimento é assimétrico e revelador: o presidente perdeu cinco pontos enquanto seu adversário ganhou sete. Flávio avança com força entre evangélicos, eleitores do Sul e moradores do Norte e Centro-Oeste, regiões e grupos que historicamente sustentam candidaturas conservadoras. A redução dos votos em branco ou nulo — de 12% para 10% — sugere que parte do eleitorado antes indeciso está migrando, e a direção dessa migração favorece o candidato bolsonarista.
O Datafolha testou outros cenários de segundo turno, e Lula permanece à frente em todos: 45% a 41% contra Ratinho Júnior, 46% a 34% contra Eduardo Leite, e 46% a 36% contra Ronaldo Caiado. Mas em nenhum desses confrontos a vantagem alcança dois dígitos — um contraste marcante com o que as sondagens apontavam meses atrás.
O retrato que emerge é o de um eleitorado em reconfiguração. A liderança de Lula persiste, mas o conforto que ela oferecia desapareceu. Os próximos meses de campanha se desenrolarão em um terreno muito mais disputado do que o final de 2025 sugeria.
A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro encolheu drasticamente. Onde havia 15 pontos de diferença em dezembro, agora restam apenas 3 — uma queda que redefine o cenário do segundo turno presidencial. A pesquisa Datafolha divulgada no sábado, 7 de março, mostra o presidente com 46% das intenções de voto contra 43% do filho do ex-presidente. Dez por cento dos eleitores declararam que votariam em branco ou nulo, enquanto 1% ainda não sabe em quem votar.
Em dezembro, Lula tinha 51% e Flávio apenas 36%. A trajetória é clara: o presidente perdeu cinco pontos percentuais enquanto seu adversário ganhou sete. O movimento reflete uma reconfiguração do eleitorado nos últimos três meses, com o candidato da direita capturando apoio em segmentos específicos. Flávio se consolida particularmente entre evangélicos, eleitores do Sul e moradores da região Norte e Centro-Oeste — grupos que historicamente gravitam em torno de candidaturas conservadoras.
O levantamento ouviu 2.004 eleitores distribuídos em 137 municípios entre terça e quinta-feira daquela semana. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que significa que a vantagem de três pontos de Lula está dentro de uma zona de incerteza considerável. A redução dos votos em branco ou nulo — de 12% em dezembro para 10% agora — sugere que eleitores indecisos estão se posicionando, ainda que não necessariamente de forma estável.
O Datafolha testou também outros cenários de segundo turno. Lula permanece à frente em todas as combinações, mas suas margens continuam encolhendo. Contra Ratinho Júnior, o presidente tem 45% contra 41%. Diante de Eduardo Leite, 46% contra 34%. E frente a Ronaldo Caiado, 46% contra 36%. Em nenhum desses cenários alternativos a vantagem chega aos dois dígitos que marcaram a campanha meses atrás.
O que a pesquisa revela é um eleitorado em movimento. Lula mantém a dianteira, mas a margem de conforto que tinha desapareceu. A consolidação de Flávio entre evangélicos e no Sul aponta para uma polarização geográfica e demográfica que pode definir o resultado final. Os próximos meses de campanha acontecerão em um terreno muito mais acidentado do que sugeriam as sondagens do final do ano passado.
Bemerkenswerte Zitate
Flávio se destaca entre evangélicos, sulistas e moradores do Norte/Centro-Oeste— Datafolha