Datafolha: Raquel Lyra lidera com 48% contra 43% de João Campos em Pernambuco

A vantagem existe, mas permanece passível de variação
A diferença de cinco pontos entre Lyra e Campos situa-se dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
Mark

Por que essa pesquisa importa agora, em maio, quando as eleições ainda estão longe?

Mimi

Porque ela estabelece uma linha de base. Lyra está à frente, mas por apenas cinco pontos. Isso não é uma vitória garantida — é um cenário em aberto que pode mudar com campanhas, eventos, ou mudanças na percepção do governo.

Mark

A rejeição dela é a menor entre os três. Isso é bom ou apenas menos ruim?

Mimi

É significativo. Vinte e cinco por cento de rejeição significa que três quartos dos eleitores não a rejeitam automaticamente. Comparado aos 29% de Campos e aos 59% de Moraes, ela tem mais espaço para crescer entre indecisos.

Mark

A avaliação do governo melhorou muito de abril para maio. O que explica isso?

Mimi

A queda de 38% para 16% em rejeição é dramática. Pode ser uma mudança real na percepção, ou pode refletir ações específicas do governo que ressoaram bem. Mas é um movimento que favorece a candidata.

Mark

E se for segundo turno? A vantagem dela cresce.

Mimi

Sim, de cinco para sete pontos. Isso sugere que Campos perde apoio em um cenário de polarização direta, enquanto Lyra consolida seu voto.

Mark

Ivan Moraes está praticamente fora da disputa com 2%.

Mimi

Está. Mas seus 59% de rejeição indicam que ele não é uma opção viável para a maioria dos eleitores, independentemente de quanto tempo de campanha reste.

  • Lyra lidera com 48% contra 43% de Campos, mas a margem de cinco pontos dentro do erro estatístico mantém a disputa tecnicamente aberta.
  • A rejeição à governadora caiu drasticamente — de 38% para 16% —, sinalizando uma virada de percepção que pode ser decisiva nos meses seguintes.
  • Em um eventual segundo turno, Lyra amplia a vantagem para 51% a 44%, o que indica que ela se beneficia da consolidação do voto útil.
  • João Campos, com 29% de rejeição, enfrenta o desafio de converter sua base recifense em apoio estadual mais amplo.
  • Com eleições a mais de cinco meses, o campo ainda está em movimento — e os próximos levantamentos dirão se esta fotografia se torna tendência.

Em Pernambuco, a disputa pelo governo estadual em 2026 começa a ganhar contornos mais nítidos: a governadora Raquel Lyra lidera com 48% das intenções de voto, contra 43% do ex-prefeito João Campos, segundo pesquisa Datafolha divulgada em maio. A diferença, dentro da margem de erro, revela uma vantagem real mas ainda frágil — o tipo de equilíbrio que lembra que eleições são processos vivos, não destinos fixos. A melhora na avaliação do governo de Lyra, com a rejeição caindo de 38% para 16%, sugere que o presente pode estar moldando o futuro com mais força do que o passado.

A governadora Raquel Lyra lidera a corrida ao governo de Pernambuco em 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira. Com 48% das intenções de voto contra 43% do ex-prefeito do Recife João Campos, ela mantém uma vantagem de cinco pontos percentuais — real, mas dentro da margem de erro de três pontos. O levantamento ouviu 1.022 eleitores entre 25 e 27 de maio, com 95% de confiança.

Ivan Moraes, do PSOL, aparece com apenas 2%, enquanto 4% indicaram voto em branco ou nulo. Em um segundo turno simulado, Lyra ampliaria sua dianteira para 51% contra 44% de Campos, sugerindo que a governadora se fortalece quando a disputa se torna binária.

Os índices de rejeição também favorecem Lyra: ela é rejeitada por 25% dos eleitores, ante 29% de Campos e 59% de Moraes. Mais significativa ainda é a trajetória de aprovação do seu governo — o percentual de avaliações ótimas ou boas subiu de 40% para 45%, enquanto a rejeição à gestão despencou de 38% para 16% em relação a abril.

O retrato é de uma liderança consolidada, mas não definitiva. Com mais de cinco meses pela frente, a campanha ainda tem espaço para movimentações — e os próximos meses dirão se a vantagem atual resiste ou se transforma.

A governadora Raquel Lyra segue na frente da disputa pelo governo de Pernambuco, segundo levantamento do Datafolha divulgado nesta quinta-feira. A pesquisa, encomendada pela TV Tribuna e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-07888/2026, aponta Lyra com 48% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito do Recife João Campos fica com 43%. A diferença de cinco pontos percentuais situa-se dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos, o que significa que a vantagem existe, mas permanece passível de variação.

O instituto ouviu 1.022 eleitores entre 25 e 27 de maio, com nível de confiança de 95%. Ivan Moraes, do PSOL, aparece com apenas 2% das intenções. Quatro por cento dos entrevistados indicaram voto em branco, nulo ou nenhum, enquanto 2% não souberam responder.

O cenário muda ligeiramente em um eventual segundo turno. Nesse caso, Lyra ampliaria sua vantagem para 51% contra 44% de Campos, com 4% de brancos e nulos e 1% de indecisos. A diferença de sete pontos percentuais nessa simulação sugere um fortalecimento da posição da governadora caso a disputa chegue a um segundo turno.

Os números de rejeição revelam dinâmicas distintas entre os candidatos. Ivan Moraes é rejeitado por 59% dos eleitores, o maior índice entre os três. João Campos tem rejeição de 29%, enquanto Raquel Lyra é rejeitada por 25% — a menor taxa entre os concorrentes. Essa diferença de rejeição pode ser um fator relevante na mobilização de votos nas próximas semanas.

A avaliação do governo de Lyra apresenta uma trajetória positiva em relação ao levantamento anterior, realizado em abril. O percentual de quem avalia sua gestão como ótima ou boa subiu de 40% para 45%. A avaliação regular mantém-se significativa, em 37%, ante 20% no mês anterior. O dado mais expressivo é a queda na rejeição: enquanto em abril 38% consideravam o governo ruim ou péssimo, agora esse número caiu para 16%. Essa melhora na percepção pode estar refletida na vantagem que Lyra mantém nas intenções de voto.

O levantamento oferece um retrato do momento político em Pernambuco a pouco mais de cinco meses das eleições. Embora Lyra mantenha a dianteira, a margem reduzida e a possibilidade de segundo turno indicam que a campanha ainda tem espaço para movimentações significativas. Os próximos meses determinarão se a vantagem atual se consolida ou se sofre alterações.

Em eventual segundo turno, Lyra amplia sua vantagem para 51% contra 44% de Campos
— Pesquisa Datafolha
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