Datafolha: Paes lidera com 49% e abre 9 pontos sobre Ruas no RJ

Paes abre 9 pontos sobre Ruas na véspera da votação
Pesquisa Datafolha divulgada no sábado mostra ex-prefeito com 49% dos votos válidos contra 40% do deputado estadual.
Mark

Por que a exclusão de Garotinho muda tanto o cenário? Ele tinha votos suficientes para alterar o resultado?

Mimi

Garotinho foi retirado da disputa por decisão judicial, então o Datafolha precisou medir o cenário sem ele. Não sabemos exatamente quantos votos ele teria recebido, mas a pesquisa mostra que, sem ele, Paes e Ruas ocupam praticamente todo o espaço.

Luke

Exatamente. A pesquisa não nos diz para onde iriam os votos de Garotinho se ele estivesse na disputa. Sabemos que foi excluído, mas não temos dados sobre seu potencial eleitoral.

Mark

E quanto ao segundo turno? A margem de Paes caiu de 52% para 50%. Isso significa que ele está enfraquecendo?

Mimi

Não necessariamente enfraquecimento. Pode ser variação natural da pesquisa dentro da margem de erro, ou pode refletir uma consolidação do voto em Ruas.

Luke

Vale lembrar que a margem de erro é de 2 pontos. Uma queda de 2 pontos está dentro dessa margem, então não podemos afirmar com certeza que houve movimento real.

Mark

E Benedita da Silva no Senado? Ela cresceu bastante, de 19% para 26%.

Mimi

Sim, foi o maior crescimento entre os candidatos ao Senado. Ela saiu de uma posição de empate técnico com Portinho e Jordy para uma liderança clara.

Luke

Mas ainda estamos falando de votos válidos, e há muita gente indecisa ou que vota em branco. Esses 26% não representam necessariamente o que ela vai receber no domingo.

Mark

Como foi feita essa pesquisa? Há algo que a torne mais confiável?

Mimi

Foi presencial, com 2.002 eleitores abordados em pontos de fluxo populacional entre 2 e 3 de outubro. Tem registro no TSE.

Luke

Presencial é bom, mas "pontos de fluxo populacional" pode introduzir viés. Nem todos os eleitores circulam pelos mesmos lugares. E 2.002 pessoas é uma amostra razoável, mas não é enorme.

  • Paes chega à véspera do primeiro turno com 49% dos votos válidos, consolidando uma margem de 9 pontos sobre Ruas — uma vantagem que resiste mesmo com o avanço do adversário.
  • Ruas ganhou 2 pontos porcentuais em dois dias, saltando de 38% para 40%, mas o ritmo de crescimento não é suficiente para ameaçar a liderança do ex-prefeito antes das urnas.
  • A exclusão de Garotinho pelo TSE reorganizou o tabuleiro: seus votos serão anulados, e o eleitorado que o seguia precisa decidir — ou abrir mão de influenciar o resultado.
  • A simulação de segundo turno mostra Paes com 50% contra 41% de Ruas, mas a margem encolheu em relação à rodada anterior, sinalizando que a disputa pode se apertar caso haja um segundo turno.
  • No Senado, Benedita da Silva avança de 19% para 26% e assume a liderança, enquanto dois candidatos do PL disputam as vagas restantes em um campo ainda fragmentado.

Na véspera de um pleito que definirá os rumos do Rio de Janeiro, os números do Datafolha confirmam o que a política raramente oferece com tanta clareza: uma liderança consolidada. Eduardo Paes chega ao primeiro turno com 49% dos votos válidos, 9 pontos à frente de Douglas Ruas, numa disputa que perdeu um de seus personagens centrais após o TSE revogar a candidatura de Anthony Garotinho. O momento captura a tensão entre a força de um nome estabelecido e o avanço gradual de um desafiante que, mesmo crescendo, ainda enfrenta uma distância difícil de vencer em um único dia.

A pesquisa Datafolha divulgada na véspera do primeiro turno mostrou Eduardo Paes, do PSD, com 49% dos votos válidos na corrida pelo governo do Rio de Janeiro — uma margem de 9 pontos sobre Douglas Ruas, do PL, que registrava 40%. Ambos avançaram em relação à rodada realizada dois dias antes, mas Ruas cresceu mais: ganhou 2 pontos porcentuais enquanto Paes somava apenas 1.

O cenário foi moldado também pela ausência forçada de Anthony Garotinho. O ex-governador, filiado aos Republicanos, teve sua candidatura inviabilizada após o TSE revogar a liminar que a sustentava. Com isso, qualquer voto dado a ele no domingo seria registrado como anulado, retirando-o da equação dos votos válidos.

Entre os demais candidatos, William Siri, do PSOL, mantinha 4%, enquanto Coronel Busnello e André Marinho dividiam 2% cada. Os candidatos menores oscilavam dentro da margem de erro, com Juliete caindo de 3% para 1% e André Marinho subindo de 1% para 2%.

Na simulação de segundo turno, Paes aparecia com 50% contra 41% de Ruas — uma vantagem menor do que a registrada na pesquisa anterior, quando o ex-prefeito tinha 52% e Ruas, 38%. A disputa pelo Senado trouxe Benedita da Silva, do PT, à liderança com 26%, um salto expressivo em relação aos 19% anteriores, seguida por Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, com 19% e 18% respectivamente.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores em pontos de fluxo no estado entre os dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de 2 pontos porcentuais e nível de confiança de 95%, registrado no TSE sob o número RJ-01334/2026.

A véspera do primeiro turno das eleições no Rio de Janeiro trouxe uma pesquisa Datafolha que reforçou a posição de Eduardo Paes na disputa pelo governo estadual. O ex-prefeito, filiado ao PSD, aparecia com 49% dos votos válidos, abrindo uma margem de 9 pontos porcentuais sobre seu principal concorrente, o deputado estadual Douglas Ruas, do PL, que registrava 40%.

Embora ambos os candidatos tenham avançado em relação à rodada anterior da pesquisa, realizada dois dias antes, o crescimento de Paes foi mais modesto. Na quinta-feira, ele tinha 48% dos votos válidos; Ruas, por sua vez, saltou de 38% para 40%, ganhando 2 pontos porcentuais enquanto Paes ganhava apenas 1. Ainda assim, a distância entre eles permanecia substancial. O cenário medido pelo Datafolha excluía Anthony Garotinho, ex-governador filiado aos Republicanos, após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que revogou a liminar que permitia sua candidatura. Com essa revogação, qualquer voto dado a Garotinho no domingo seria registrado como anulado e não contabilizado como voto válido.

Os demais candidatos ocupavam posições muito mais modestas na disputa. William Siri, do PSOL, aparecia com 4% dos votos válidos, mantendo o mesmo patamar da pesquisa anterior. Coronel Busnello, da Missão, e André Marinho, do Novo, dividiam 2% cada um. Os candidatos Cyro Garcia, do PSTU, Juliete, da UP, e Luan Monteiro, do PCO, registravam 1% cada. Alguns desses candidatos menores apresentavam oscilações: André Marinho havia subido de 1% para 2%, enquanto Juliete havia caído de 3% para 1%.

O Datafolha também simulou um cenário de segundo turno entre Paes e Ruas, caso ambos avançassem. Nessa simulação, Paes mantinha sua vantagem com 50% das intenções de voto contra 41% de Ruas. Comparado à rodada anterior, quando Paes tinha 52% e Ruas 38%, a simulação mostrava uma ligeira redução na margem do ex-prefeito, com votos em branco, nulos ou para nenhum dos candidatos somando 6% contra 7% na pesquisa anterior.

A pesquisa também investigou as intenções de voto para as duas vagas do Rio de Janeiro no Senado Federal. Benedita da Silva, do PT, liderava com 26% dos votos válidos, um avanço significativo em relação aos 19% que tinha na rodada anterior. Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL, apareciam em segundo e terceiro lugar, com 19% e 18% respectivamente. Pedro Paulo, do PSD, tinha 13%, enquanto Monica Benicio, do PSOL, registrava 9%. Marcelo Crivella, dos Republicanos, aparecia com 6%, seguido por Waguinho, também dos Republicanos, com 3%. Os demais candidatos ficavam abaixo de 2%.

O levantamento foi realizado de forma presencial entre os dias 2 e 3 de outubro, com abordagem em pontos de fluxo populacional no estado do Rio de Janeiro. O Datafolha ouviu 2.002 eleitores, e a margem de erro era de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa estava registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número RJ-01334/2026.

O Tribunal Superior Eleitoral revogou a liminar que permitia Garotinho manter sua candidatura ao governo do Rio, fazendo com que seus votos fossem registrados como anulados
— Tribunal Superior Eleitoral
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