Datafolha mostra Michelle Bolsonaro na liderança da corrida pelo Senado no DF

44% dos eleitores ainda não sabem em quem votar
Na pesquisa espontânea, quase metade do eleitorado do DF permanece indeciso sobre a corrida pelo Senado.
Mark

Por que essa pesquisa importa agora, em setembro? Ainda faltam semanas para outubro.

Mimi

Porque mostra o ponto de partida real. Michelle Bolsonaro sai na frente, mas com margem pequena — apenas 3 pontos sobre Leila do Vôlei. E há duas vagas em disputa, não uma.

Luke

Mas 44% estão indecisos na pesquisa espontânea. Isso quer dizer que a pesquisa estimulada, que mostra Michelle com 22%, pode estar capturando preferências muito fracas.

Mimi

Exatamente. Muita gente ainda não decidiu. A segunda vaga está completamente aberta — Bia Kicis e Erika Kokay estão empatadas em 15%.

Mark

E qual é a margem de erro aqui?

Luke

Três pontos percentuais. Então Michelle poderia estar entre 19% e 25%. Leila entre 16% e 22%. Elas poderiam estar empatadas.

Mimi

A pesquisa foi feita entre 22 e 24 de setembro, com 910 pessoas. Nível de confiança de 95%. É metodologicamente sólida.

Mark

Então o que muda de uma rodada para outra?

Mimi

Michelle subiu de 21% para 22%. Leila de 18% para 19%. Erika de 14% para 15%. Movimentos pequenos, mas na direção delas.

Luke

Mas dentro da margem de erro. Não sabemos se é tendência real ou flutuação.

Mark

E os candidatos menores? Sebastião Coelho, Ronaldo Fonseca?

Mimi

Ambos com 2%. Muito longe de qualquer chance real.

Luke

Há 30% de votos potencialmente flutuantes — indecisos, branco, nulo. Isso é o que vai definir a eleição.

  • Michelle Bolsonaro lidera com 22%, mas a vantagem sobre Leila do Vôlei (19%) cabe inteira dentro da margem de erro de três pontos — a primeira vaga está longe de ser selada.
  • A segunda cadeira permanece em aberto: Bia Kicis e Erika Kokay dividem o terceiro lugar com 15% cada, em empate técnico que pode definir ou destruir carreiras políticas.
  • O dado mais revelador é a indecisão: 44% dos eleitores, na pesquisa espontânea, ainda não sabem em quem votar — um eleitorado flutuante que pode reescrever qualquer cenário.
  • Com o primeiro turno marcado para 5 de outubro, a janela para movimentação é estreita, mas o volume de indecisos garante que nenhum candidato pode considerar sua vaga conquistada.

No Distrito Federal, onde duas cadeiras no Senado aguardam seus ocupantes, a pesquisa Datafolha revela um campo ainda em formação: Michelle Bolsonaro lidera com margem estreita, mas quase metade dos eleitores permanece sem escolha definida. É o retrato de uma disputa que ainda não encontrou seu contorno final — e que lembra, mais uma vez, que nas democracias o resultado pertence ao tempo que ainda está por vir.

A pesquisa Datafolha divulgada em 25 de setembro oferece o primeiro retrato nítido da disputa pelas duas vagas de senador pelo Distrito Federal. Michelle Bolsonaro, do PL, lidera com 22% das intenções de voto na pesquisa estimulada — um ponto a mais do que na rodada anterior. Leila do Vôlei, do PDT, aparece logo atrás com 19%, também crescendo um ponto.

A corrida pela segunda vaga permanece completamente aberta. Bia Kicis, do PL, e Erika Kokay, do PT, estão tecnicamente empatadas em terceiro lugar, ambas com 15%. Sebastião Coelho e Ronaldo Fonseca somam 2% cada, enquanto os demais candidatos não ultrapassam 1%.

O elemento mais significativo do levantamento é a indecisão: 44% dos eleitores, quando consultados sem ver os nomes dos candidatos, dizem não saber em quem votar. Somando brancos, nulos e indecisos na pesquisa estimulada, chega-se a 30% de votos potencialmente flutuantes — terreno fértil para viradas até o primeiro turno.

O Datafolha entrevistou 910 pessoas entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e confiança de 95%. Este é o terceiro levantamento de uma série de 130 pesquisas contratadas por Globo e Folha de S.Paulo para acompanhar as disputas em todo o país até a véspera do primeiro turno.

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (25 de setembro) oferece o primeiro retrato claro da disputa pelo Senado no Distrito Federal, onde duas cadeiras estão em jogo nas eleições de outubro. Michelle Bolsonaro, do PL, emerge na frente com 22% das intenções de voto na pesquisa estimulada — aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. É um crescimento modesto em relação à rodada anterior, quando marcava 21%. Leila do Vôlei, do PDT, fica em segundo lugar com 19%, também subindo um ponto percentual.

A corrida pela segunda vaga permanece aberta. Bia Kicis, também do PL, e Erika Kokay, do PT, aparecem tecnicamente empatadas em terceiro lugar, ambas com 15%. Kicis mantém o mesmo patamar da pesquisa anterior, enquanto Kokay avança um ponto. Sebastião Coelho (Novo) e Ronaldo Fonseca (PSD) dividem 2% cada. Os demais candidatos — Tiago (Agir), Professor Guilherme Amorim (UP), Marley (Avante), Zanata (PSTU), David Horn (PCO), Guto Felício dos Santos (PSDB) e Avenir Rosa (Democrata) — não ultrapassam 1% ou não registram intenção de voto.

O que chama atenção é o tamanho da indecisão. Na pesquisa espontânea — quando os eleitores respondem sem ver os nomes — 44% dizem não saber em quem votar. Isso representa um campo aberto para movimentação até o primeiro turno. Somando-se os que votariam em branco, nulo ou nenhum candidato (10%) e os que não sabem (10%), chega-se a 30% de votos potencialmente flutuantes na pesquisa estimulada.

O Datafolha ouviu 910 pessoas entre 22 e 24 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Isso significa que, dentro dessa margem, qualquer candidato pode ganhar ou perder alguns pontos sem que a mudança seja estatisticamente significativa. Os números de registro da pesquisa são DF-01888/2026 e BR-06769/2026.

Esta é a terceira pesquisa contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo para acompanhar a corrida eleitoral no Distrito Federal. Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, as duas organizações, junto com GloboNews, O Globo e emissoras afiliadas, publicarão 130 pesquisas cobrindo as disputas presidenciais, estaduais e senatoriais em todo o país. Os levantamentos foram encomendados à Quaest e ao Datafolha para oferecer, rodada após rodada, um acompanhamento contínuo de como a campanha se move.

Pesquisa foi contratada pela Globo e pela Folha de S.Paulo; Datafolha ouviu 910 pessoas com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%
— Datafolha
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