A menos de um ano das eleições presidenciais brasileiras, o Datafolha registra um campo de disputa que se estreita: Lula e Flávio Bolsonaro seguem tecnicamente empatados no primeiro turno, com 39% e 36% respectivamente, e o mesmo equilíbrio se repete na simulação de segundo turno. A pesquisa, realizada nos dias imediatamente após uma sessão turbulenta do Supremo Tribunal Federal, captura um momento em que as instituições e as urnas parecem respirar o mesmo ar agitado — e em que cada ponto percentual carrega o peso de um país dividido sobre seu próprio futuro.
Datafolha: Lula tem 39% e Flávio, 36% no 1º turno; distância cai para 3 pontos
A distância entre os dois passou de quatro para três pontos porcentuais
A distância caiu de quatro para três pontos. Isso é movimento real ou está dentro da margem de erro?
Está dentro da margem de erro de dois pontos, então tecnicamente eles seguem empatados. Mas o movimento de Flávio subindo um ponto enquanto Lula fica estável é um sinal que vale acompanhar.
Exato. A margem de erro nos diz que não sabemos com certeza se Flávio subiu ou se é variação natural. O que sabemos é que Lula não caiu.
E por que essa pesquisa foi divulgada agora, logo após aquela sessão conturbada do STF?
O instituto foi a campo nos dias 15 e 16 de setembro, justamente abrangendo o dia da sessão sobre Moraes e o dia seguinte. Então captura um momento específico.
Mas não sabemos se a sessão do STF realmente impactou as intenções de voto. A pesquisa mostra números, não causa e efeito. Seria especulação dizer que um influenciou o outro.
Entendi. E quanto aos candidatos menores? Cury com 6%, Caiado com 4%?
Todos mantiveram seus porcentuais. Nenhum movimento significativo fora do topo.
O que é importante notar: os indecisos caíram de 4% para 3%. Isso significa que o eleitorado está se consolidando em torno das opções principais.
Então no segundo turno, Lula com 46% e Flávio com 44% também é empate técnico?
Sim, mesma margem de erro. Mas note que ambos ganham votos em relação ao primeiro turno — os indecisos e votos em branco/nulo se distribuem.
E isso é consistente com a pesquisa anterior do dia 11. Nenhuma mudança no cenário de segundo turno.
Der Puls
- A vantagem de Lula sobre Flávio encolheu de quatro para três pontos, sinalizando uma corrida que se torna cada vez mais apertada a cada nova medição.
- A pesquisa foi a campo justamente nos dias em que o STF vivia uma sessão conturbada sobre o ministro Alexandre de Moraes, tornando difícil separar o ruído institucional do movimento eleitoral.
- No segundo turno simulado, o empate técnico persiste — 46% a 44% —, indicando que nenhum dos dois líderes conseguiu ainda romper o teto de sua base de apoio.
- Os indecisos recuaram de 4% para 3%, sugerindo que o eleitorado vai se definindo, mas os 6% que declaram voto branco, nulo ou em ninguém permanecem como uma variável relevante.
- Candidatos como Cury (6%) e Caiado (4%) mantêm presença estável, mas ainda distantes de ameaçar o duopólio que domina as simulações de segundo turno.
A menos de um ano das eleições presidenciais brasileiras, o Datafolha registra um campo de disputa que se estreita: Lula e Flávio Bolsonaro seguem tecnicamente empatados no primeiro turno, com 39% e 36% respectivamente, e o mesmo equilíbrio se repete na simulação de segundo turno. A pesquisa, realizada nos dias imediatamente após uma sessão turbulenta do Supremo Tribunal Federal, captura um momento em que as instituições e as urnas parecem respirar o mesmo ar agitado — e em que cada ponto percentual carrega o peso de um país dividido sobre seu próprio futuro.
A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 17 de setembro, coloca Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 36%. A diferença entre os dois encolheu: era de quatro pontos no levantamento anterior, publicado no dia 11, e agora é de apenas três — mas ambos seguem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.
O instituto foi a campo nos dias 15 e 16 de setembro, datas que coincidem com uma sessão tumultuada do Supremo Tribunal Federal, na qual os ministros debateram a possibilidade de analisar conjuntamente casos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. O placar ficou em 4 a 3 pela manutenção das análises separadas, mas um pedido de vista suspendeu a discussão. A pesquisa, portanto, capta o humor do eleitorado em meio a esse cenário institucional agitado.
No campo dos demais candidatos, o escritor Augusto Cury segue em terceiro com 6%, e o ex-governador Ronaldo Caiado aparece em quarto com 4%. Renan Santos tem 3%, Romeu Zema, 2%, e outros candidatos somam 1% ou zero. Os indecisos recuaram de 4% para 3%, enquanto os que declaram voto branco, nulo ou em nenhum candidato permanecem em 6%.
Na simulação de segundo turno, o equilíbrio se mantém: Lula com 46% e Flávio com 44%, repetindo os números do levantamento anterior. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais, com 95% de confiança, em pesquisa encomendada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo e registrada no TSE sob o número BR-04029/2026.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 17 de setembro, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 39% das intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 36%. A distância entre os dois principais candidatos encolheu: era de quatro pontos porcentuais na pesquisa anterior, divulgada no dia 11, e agora é de apenas três. Apesar dessa redução, ambos permanecem tecnicamente empatados quando se considera a margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
Este é o primeiro levantamento do Datafolha divulgado após a sessão tumultuada do Supremo Tribunal Federal ocorrida na terça-feira, 15 de setembro, quando os ministros começaram a analisar uma questão de ordem sobre a possibilidade de examinar conjuntamente os casos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e André Mendonça. O placar ficou em 4 a 3 pela manutenção das análises separadas, mas um pedido de vista do ministro Flávio Dino suspendeu a discussão. O instituto foi a campo nos dias 15 e 16 de setembro, abrangendo tanto o dia da sessão quanto o seguinte, o que permite captar possíveis impactos dos acontecimentos no Supremo sobre as intenções de voto.
No cenário de primeiro turno, Lula manteve seu porcentual em relação à pesquisa anterior, enquanto Flávio oscilou um ponto para cima, passando de 35% para 36%. Os demais candidatos permaneceram estáveis em suas posições. O escritor Augusto Cury, pelo Avante, segue em terceiro lugar com 6%, seguido pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, com 4%. O influenciador Renan Santos, pela Missão, aparece com 3%, e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo, com 2%. A ativista Samara Martins, pela UP, e o jornalista Rui Costa Pimenta, do PCO, mantêm 1% cada. O economista Edmilson Costa, do PCB, e a advogada Clariana Barão, da DC, recuaram de 1% para zero. O professor Hertz Dias, do PSTU, e o veterinário Wilson Grassi, do Democrata, permaneceram em zero.
Os eleitores que declararam voto em branco, nulo ou em nenhum candidato continuam somando 6% do total. Os indecisos oscilaram um ponto para baixo, passando de 4% para 3% em relação ao levantamento anterior. A pesquisa é do tipo estimulada, modalidade em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, o que permite uma medição mais precisa das preferências.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, ambos mantiveram os porcentuais do levantamento divulgado no dia 11. O presidente tem 46% das intenções de voto, enquanto o senador tem 44%, também em situação de empate técnico considerando a margem de erro. O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.
Bemerkenswerte Zitate
Eles seguem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.— Datafolha