Datafolha: Lula mantém vantagem com 36% e Flávio sobe para 27% na espontânea

Lula mantém vantagem de nove pontos enquanto indecisos recuam
Pesquisa Datafolha mostra consolidação do eleitorado em torno dos dois principais candidatos.
Mark

Por que a pesquisa espontânea importa mais do que a estimulada, onde os nomes são apresentados?

Mimi

A espontânea revela quem está realmente na cabeça das pessoas sem sugestão. É um termômetro mais puro da preferência genuína.

Luke

Mas a diferença entre 36% e 27% — nove pontos — é sólida o suficiente para prever o resultado? Estamos a quanto tempo da eleição?

Mark

A queda de indecisos de 21% para 18% é significativa?

Mimi

Sim. Três pontos em uma semana sugerem que a campanha está funcionando, que as pessoas estão se posicionando.

Luke

Mas não sabemos para onde foram esses indecisos. Podem ter ido para Lula, para Flávio, ou para candidatos menores. A pesquisa não detalha isso.

Mark

Jair Bolsonaro aparecendo com 4% sendo que não é candidato — o que isso significa?

Mimi

Significa que há um núcleo de eleitores que ainda o mencionam espontaneamente, mesmo fora da disputa. É um sinal de força residual.

Luke

Ou é apenas ruído. Quatro por cento em uma amostra de 2.002 pessoas são cerca de 80 pessoas. Dentro da margem de erro, isso pode não significar nada estrutural.

Mark

Os candidatos menores — Cury, Caiado, Zema — têm alguma chance real?

Mimi

Não. Estão todos abaixo de 3%, bem longe dos dois líderes. São mais presença simbólica do que força eleitoral.

Luke

A pesquisa espontânea tende a favorecer candidatos com maior visibilidade. Não sabemos como esses nomes se comportariam em uma pesquisa estimulada com apresentação de todos os candidatos.

  • A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro permanece em nove pontos, resistindo a qualquer alteração significativa mesmo com ambos avançando um ponto cada.
  • A queda dos indecisos de 21% para 18% indica que a campanha está convertendo dúvidas em preferências — mas ainda não está claro para qual lado esse movimento pende com mais força.
  • Jair Bolsonaro, inelegível e fora da disputa formal, ainda é citado espontaneamente por 4% dos eleitores, revelando que sua sombra política não se dissipou.
  • Candidatos menores como Augusto Cury e Ronaldo Caiado seguem em patamares modestos, enquanto Romeu Zema recua ao zero, sinalizando um campo de disputa que se concentra nos dois primeiros colocados.
  • O levantamento, registrado no TSE sob número BR-00304/2026 e realizado com 2.002 entrevistados, oferece uma fotografia confiável de um eleitorado que ainda não fechou definitivamente suas escolhas.

Em um país onde as disputas eleitorais frequentemente espelham tensões mais profundas sobre identidade e direção nacional, o Datafolha registra, em setembro de 2026, uma corrida presidencial que se mantém estável em sua geometria essencial: Lula à frente com 36%, Flávio Bolsonaro a nove pontos de distância com 27%. O recuo dos indecisos — de 21% para 18% — sugere que o eleitorado começa a firmar suas convicções, ainda que o campo permaneça em movimento. É o retrato de uma democracia que processa suas escolhas sob o peso de heranças políticas ainda vivas.

O Datafolha divulgado na quinta-feira, 24 de setembro, confirma Lula na liderança da corrida presidencial com 36% das intenções de voto espontâneas — aquelas em que os nomes não são sugeridos ao entrevistado. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 27%, mantendo a distância de nove pontos que já separava os dois na semana anterior.

Ambos os candidatos avançaram um ponto em relação ao levantamento de 17 de setembro, mas a margem entre eles permaneceu intacta. O dado mais expressivo da rodada é a redução dos indecisos, que caíram de 21% para 18%, sugerindo uma gradual consolidação das preferências eleitorais à medida que a campanha avança.

Entre os demais nomes, Jair Bolsonaro — sem candidatura formal — foi mencionado espontaneamente por 4% dos entrevistados, evidenciando a persistência de seu apelo em parte do eleitorado. Augusto Cury, pelo Avante, mantém 3%; Ronaldo Caiado, do PSD, fica com 2%; e Renan Santos, da Missão, subiu de 1% para 2%. Romeu Zema, do Novo, recuou de 1% para 0%. Os eleitores que pretendem votar em branco ou anular caíram de 6% para 5%.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 22 e 23 de setembro, com margem de erro de dois pontos porcentuais e nível de confiança de 95%, registrada no TSE sob o número BR-00304/2026. O cenário aponta para uma disputa que, por ora, mantém sua estrutura — com Lula como favorito e o campo bolsonarista consolidado em torno de Flávio, mesmo sem o ex-presidente na corrida.

A pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 24 de setembro, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantendo sua vantagem na corrida presidencial. Na modalidade de pesquisa espontânea — aquela em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados — Lula alcança 36% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro aparece com 27%, preservando a distância de nove pontos porcentuais que separa os dois principais concorrentes.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado uma semana antes em 17 de setembro, ambos os candidatos avançaram um ponto. Lula subiu de 35% para 36%, e Flávio cresceu de 26% para 27%. Apesar da oscilação, a margem entre eles permanece inalterada. O que chama atenção é a redução do segmento de indecisos, que caiu de 21% para 18% — uma queda de três pontos que sugere alguma consolidação das preferências eleitorais.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, embora não seja candidato nesta pesquisa espontânea, foi mencionado por 4% dos entrevistados. Augusto Cury, o escritor que concorre pelo Avante, mantém 3% das intenções de voto. Ronaldo Caiado, do PSD, permanece com 2%, enquanto Renan Santos, da Missão, subiu de 1% para 2%. Romeu Zema, do Novo, oscilou para baixo, saindo de 1% para 0%. Outras respostas somam 2%, no mesmo patamar da rodada anterior, e os eleitores que pretendem votar em branco, anular ou deixar a urna em branco caíram de 6% para 5%.

O levantamento foi conduzido entre 22 e 23 de setembro, ouvindo 2.002 pessoas com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00304/2026, atendendo aos requisitos de transparência e rastreabilidade que caracterizam os levantamentos de intenção de voto no país.

Os números refletem um cenário em que Lula segue como favorito, mas com um campo de competição que ainda apresenta movimento. A redução de indecisos sugere que a campanha está conseguindo capturar eleitores que antes estavam em dúvida, embora a distribuição desse movimento entre os candidatos varie. O fato de Flávio Bolsonaro manter-se como segunda força, mesmo com Bolsonaro fora da disputa, indica que o apoio ao nome bolsonarista permanece consolidado em uma parcela significativa do eleitorado.

Na modalidade de pesquisa espontânea, os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados
— Datafolha
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