A primeira pesquisa Datafolha após o início oficial das campanhas de 2026 revela uma disputa presidencial que ainda não encontrou seu equilíbrio definitivo. Lula lidera todos os cenários de segundo turno testados, mas sua vantagem mais estreita — quatro pontos sobre Flávio Bolsonaro — cabe inteiramente dentro da margem de erro, tornando o confronto estatisticamente empatado. Ao mesmo tempo, os dois principais candidatos carregam índices de rejeição quase idênticos, sinalizando que o Brasil segue dividido entre forças que se espelham mutuamente.
Datafolha: Lula lidera cenários de 2º turno, mas margem é apertada contra Flávio
Lula e Flávio estão praticamente empatados em rejeição
Por que essa margem apertada entre Lula e Flávio importa tanto, se Lula ainda está na frente?
Porque dentro da margem de erro, tecnicamente não há liderança comprovada. Qualquer oscilação pequena muda o resultado. É como estar em um jogo onde você tem um ponto de vantagem, mas o placar pode virar a qualquer momento.
E os outros cenários — contra Caiado, Zema, Renan — mostram algo diferente?
Mostram que Lula tem mais conforto contra qualquer um desses três. Contra Flávio, porém, a disputa é de verdade. Flávio é o adversário mais competitivo que ele enfrenta.
O que chama atenção nesses números de rejeição?
Que Lula e Flávio estão praticamente empatados em quem não quer votar neles. Isso é raro. Significa que a campanha não é sobre quem tem mais apoio positivo, mas sobre quem consegue mobilizar melhor seus eleitores.
Então essa é uma eleição decidida por mobilização?
Parcialmente. Há ainda indecisos e abstencionistas. Mas sim, em uma disputa tão apertada, quem conseguir trazer mais gente para votar pode fazer a diferença.
Essa é a primeira pesquisa após o início das campanhas. O que muda agora?
Agora os candidatos estão na rua, debatendo, fazendo campanha de verdade. Esses números são um ponto de partida, não um destino.
Le Pouls
- Lula aparece à frente em todos os cenários de segundo turno, mas sua margem contra Flávio Bolsonaro é tão apertada que a liderança existe mais como tendência do que como certeza estatística.
- A rejeição praticamente empatada — 46% para Flávio, 45% para Lula — revela uma polarização que não deixa espaço para candidatos intermediários crescerem com facilidade.
- Contra adversários como Zema e Renan Santos, a vantagem petista se amplia para 10 pontos, sugerindo que o cenário mais competitivo é justamente o duelo Lula-Flávio.
- Com entre 9% e 14% de eleitores ainda dispostos a votar em branco ou nulo dependendo do cenário, há uma fatia relevante do eleitorado que permanece desengajada e pode definir o resultado.
- A campanha está em aberto: qualquer evento significativo — um debate, uma declaração, uma virada na cobertura — tem potencial real de mover números que ainda não se consolidaram.
A primeira pesquisa Datafolha após o início oficial das campanhas de 2026 revela uma disputa presidencial que ainda não encontrou seu equilíbrio definitivo. Lula lidera todos os cenários de segundo turno testados, mas sua vantagem mais estreita — quatro pontos sobre Flávio Bolsonaro — cabe inteiramente dentro da margem de erro, tornando o confronto estatisticamente empatado. Ao mesmo tempo, os dois principais candidatos carregam índices de rejeição quase idênticos, sinalizando que o Brasil segue dividido entre forças que se espelham mutuamente.
A primeira pesquisa Datafolha após o início oficial das campanhas presidenciais de 2026 chegou nesta sexta-feira com um retrato de liderança frágil. Em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 47% contra 43% — uma diferença de quatro pontos que cabe inteiramente dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Na prática, os dois estão estatisticamente empatados no confronto mais competitivo da pesquisa.
O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, testou quatro cenários de segundo turno. Contra Ronaldo Caiado, a margem de Lula sobe para sete pontos; contra Romeu Zema, chega a dez; e contra Renan Santos, o presidente petista abre dez pontos de vantagem. Em todos os casos, Lula sai na frente — mas é no duelo com Flávio que a corrida se mostra mais disputada. O instituto ouviu 2.058 pessoas entre 18 e 20 de agosto, com nível de confiança de 95%.
Há outro dado que merece atenção: os índices de rejeição. Quando perguntados em quem não votariam de jeito nenhum no primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece com 46% e Lula com 45% — diferença mínima que aponta para uma polarização intensa. Nenhum outro candidato testado chega perto desses números. Pablo Marçal registra 22% de rejeição; os demais ficam entre 8% e 16%.
O que os números sugerem é uma campanha ainda em aberto. A rejeição praticamente empatada indica que a eleição pode ser decidida não apenas por quem tem mais apoio, mas por qual dos dois consegue mobilizar melhor seus eleitores e convencer os indecisos — que, a depender do cenário, chegam a representar até 14% do eleitorado.
A primeira pesquisa Datafolha após o início oficial das campanhas para 2026 chegou nesta sexta-feira com um retrato da disputa presidencial que revela um cenário de liderança frágil. O presidente Lula aparece com 47% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marca 43%. A diferença de quatro pontos, porém, cabe inteiramente dentro da margem de erro de dois pontos percentuais — o que significa que, estatisticamente, os dois estão praticamente empatados neste momento da campanha.
O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, testou quatro cenários diferentes de segundo turno. Contra Flávio, Lula mantém sua vantagem mais apertada. Quando o cenário muda para Ronaldo Caiado, do PSD, a margem se amplia: Lula chega a 47% enquanto Caiado fica em 40%. Contra Romeu Zema, do Novo, a distância cresce ainda mais, com Lula em 48% e Zema em 38%. E na simulação contra Renan Santos, da Missão, o presidente petista atinge 47% enquanto seu adversário fica em 37%. Em todos os casos, Lula sai na frente, mas é no confronto direto com Flávio que a corrida se mostra mais competitiva.
O instituto ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 18 e 20 de agosto. O nível de confiança é de 95%, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é BR-04496/2026. Os números de abstenção — aqueles que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato — variam entre 9% e 14% conforme o cenário testado, sugerindo uma parcela não desprezível de eleitores ainda desengajados ou insatisfeitos com as opções.
Mas há outro dado que merece atenção: os índices de rejeição. Quando perguntados em quem não votariam de jeito nenhum no primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece com 46% de rejeição, enquanto Lula marca 45%. A diferença é mínima. Isso aponta para uma polarização intensa, onde os dois principais candidatos enfrentam níveis praticamente idênticos de resistência entre o eleitorado. Nenhum outro candidato testado chega perto desses números — Pablo Marçal, por exemplo, tem 22% de rejeição, e os demais ficam entre 8% e 16%.
O que esses números sugerem é uma campanha que ainda está em aberto. Lula sai na frente em todos os cenários, mas sua margem contra Flávio é tão estreita que qualquer movimento significativo na campanha — um debate marcante, uma declaração polêmica, uma mudança na cobertura — poderia alterar o quadro. Ao mesmo tempo, a rejeição praticamente empatada entre os dois principais candidatos indica que a eleição pode ser decidida não apenas por quem tem mais apoio, mas por qual dos dois consegue mobilizar melhor seus eleitores e convencer os indecisos que ainda restam.
Citations marquantes
A distância entre eles fica no limite da margem de erro, indicando maior probabilidade de liderança do petista neste momento da disputa— Datafolha