Datafolha: Tarcísio lidera com 45% contra 27% de Haddad em SP

Metade dos eleitores permanece indecisa quando os nomes não são apresentados
A pesquisa espontânea revela baixo conhecimento espontâneo dos candidatos entre o eleitorado paulista no início da campanha.
Mark

Por que a diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea é tão grande? Metade dos eleitores indecisos na espontânea parece muito.

Mimi

É porque quando você não dá o nome, o eleitor precisa lembrar sozinho. Tarcísio tem máquina de governo, visibilidade, está na mídia todo dia. Haddad ainda está construindo presença. Aqueles 50% indecisos na espontânea não desapareceram — eles vão para algum lugar quando você oferece as opções.

Mark

E o segundo turno? Por que Tarcísio cresce tanto lá?

Mimi

No segundo turno, não há terceira opção. O eleitor que votaria em Vera Lúcia ou em outro candidato menor precisa escolher entre dois. Muitos desses votos migram para Tarcísio, que já tinha vantagem. É o efeito natural de reduzir as escolhas.

Mark

Haddad começou a campanha com Lula. Isso não deveria ajudá-lo mais?

Mimi

Ajuda, mas Lula não governa São Paulo. O governador está ali todo dia, visível, com a máquina estadual. Além disso, a pesquisa foi feita logo no início. Campanha é longa. O que importa agora é se Haddad consegue crescer nos próximos meses.

Mark

A margem de erro é de dois pontos. Isso muda o resultado?

Mimi

Tecnicamente, Tarcísio poderia estar em 43% ou 47%, e Haddad em 25% ou 29%. Mas mesmo no cenário mais favorável a Haddad, ele ainda estaria 14 pontos atrás. A margem de erro não muda a história aqui.

Mark

O que você acha que vai acontecer até a eleição?

Mimi

Tudo depende de como a campanha se desenrola. Se Haddad conseguir crescer e trazer aqueles 50% indecisos para seu lado, o resultado muda. Mas começa com uma montanha para subir.

  • Tarcísio de Freitas lidera com 45% contra 27% de Haddad, uma vantagem de dezoito pontos que posiciona o governador como favorito sólido desde o início da corrida.
  • A pesquisa espontânea expõe uma fragilidade estrutural: 50% dos eleitores estão indecisos quando os nomes não são apresentados, sinalizando que a corrida ainda não entrou no radar da maioria.
  • Os dois candidatos já escolheram geografias simbólicas distintas — Osasco para Tarcísio e o ABC Paulista para Haddad —, revelando estratégias territoriais que antecipam a batalha pelo eleitorado do interior e da periferia metropolitana.
  • Em simulação de segundo turno, a vantagem se aprofunda para 54% a 35%, sugerindo que Tarcísio tem espaço para crescer mesmo entre eleitores hoje indecisos ou distantes.

No estado que mais pesa na balança eleitoral brasileira, a primeira sondagem formal de 2026 revela um governador entrincheirado na liderança e um desafiante que ainda busca seu chão. Tarcísio de Freitas abre dezoito pontos sobre Fernando Haddad numa disputa que, por ora, parece mais confirmação de força do que competição aberta. Mas a metade do eleitorado que permanece indecisa na pesquisa espontânea lembra que campanhas longas têm memória curta — e que São Paulo ainda não disse sua última palavra.

A primeira pesquisa Datafolha encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo para o governo de São Paulo em 2026 coloca Tarcísio de Freitas, do Republicanos, com 45% das intenções de voto na pesquisa estimulada, contra 27% de Fernando Haddad, do PT — dezoito pontos de diferença. O levantamento ouviu 1.610 pessoas entre 18 e 21 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e 95% de confiança.

Os dois candidatos já movem suas peças em territórios carregados de simbolismo. Tarcísio lançou formalmente sua candidatura à reeleição em Osasco, na Grande São Paulo. Haddad ainda não realizou evento próprio de campanha, mas apareceu ao lado do presidente Lula em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista — berço histórico do PT.

O cenário muda quando os nomes não são apresentados aos entrevistados. Na pesquisa espontânea, metade do eleitorado declara-se indecisa, Tarcísio cai para 26% e Haddad para 13%, revelando que parte relevante do apoio ao governador depende do reconhecimento do nome. Em segundo turno simulado, porém, Tarcísio amplia a vantagem para 54% contra 35% de Haddad, indicando capacidade de consolidar votos mesmo entre os hoje hesitantes.

Com registro SP-01806/2026, a pesquisa inaugura o acompanhamento sistemático de uma disputa que, em um estado historicamente decisivo para o Brasil, ainda tem meses de campanha pela frente.

A primeira pesquisa Datafolha encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo para a disputa pelo governo de São Paulo em 2026 desenha um cenário de vantagem clara para o incumbente. Tarcísio de Freitas, do Republicanos, aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad, do PT, registra 27% — uma diferença de dezoito pontos percentuais. O levantamento ouviu 1.610 pessoas entre 18 e 21 de agosto, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Os dois principais candidatos já iniciaram suas campanhas por caminhos distintos. Tarcísio escolheu Osasco, na Grande São Paulo, para o lançamento formal de sua reeleição. Haddad, por sua vez, ainda não realizou um evento próprio de campanha, mas começou a se movimentar ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. A escolha dos locais reflete estratégias geográficas diferentes para conquistar o eleitorado paulista.

Quando apresentados os nomes dos candidatos — o que a pesquisa chama de estimulada — o quadro mostra Tarcísio isolado na liderança. Além dos dois principais, aparecem Vera Lúcia do PSTU com 4%, Carlos Machado do PCB e Policial Edjane do Agir, ambos com 3%, Vivian Mendes da UP com 2%, e Izadora Dias do PCO com 1%. Onze por cento dos entrevistados optaram por branco, nulo ou nenhum voto, e 4% permaneciam indecisos neste formato.

O quadro muda significativamente quando a pesquisa não apresenta os nomes dos candidatos aos entrevistados. Nesta modalidade espontânea, metade dos eleitores — 50% — declarou-se indecisa. Tarcísio caiu para 26% e Haddad para 13%, revelando que boa parte do apoio ao governador depende do reconhecimento do nome. Apenas 2% mencionaram votar no atual governador sem que o nome fosse sugerido, e 1% falou em votar no PT ou seu candidato de forma espontânea.

Em um cenário de segundo turno, a vantagem de Tarcísio se amplia. A simulação mostra o governador com 54% contra 35% de Haddad, deixando 9% em branco, nulo ou nenhum, e apenas 2% indecisos. Este resultado sugere que, mesmo entre eleitores que hoje não o apoiam espontaneamente, há espaço para consolidação de votos caso a disputa chegue a um segundo turno.

A pesquisa marca o início oficial do acompanhamento da corrida eleitoral pelos principais veículos de comunicação do país. Com registro número SP-01806/2026, ela estabelece um ponto de partida para entender como a campanha evoluirá nos próximos meses, em um estado que historicamente concentra grande peso nas eleições presidenciais e estaduais brasileiras.

Tarcísio escolheu Osasco para iniciar a corrida pela reeleição, enquanto Haddad começou a campanha ao lado do presidente Lula em São Bernardo do Campo
— Estratégia de campanha dos candidatos
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