A dois anos de uma eleição que já mobiliza forças políticas em todo o Brasil, o Datafolha oferece neste sábado um novo instantâneo das intenções de voto para 2026 e da avaliação do governo Lula — números que, em democracias vivas, funcionam menos como previsão e mais como espelho do momento coletivo. Com 2.004 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais, a pesquisa chega em um campo ainda fluido, onde alianças se formam e candidaturas se testam à sombra de escândalos e disputas ainda em aberto.
Datafolha divulga nova pesquisa sobre disputa presidencial de 2026
A aprovação presidencial funciona como referência para negociações políticas
Por que essa pesquisa de agora importa mais do que qualquer outra que Datafolha possa ter feito?
Porque ela vem depois de um evento que mexeu com a narrativa — o caso do filme Dark Horse. Flávio pedindo dinheiro para financiar um documentário sobre o pai. Isso circulou, as pessoas ouviram falar, e agora a gente vê se mudou alguma coisa nas intenções de voto.
Mas a pesquisa anterior já tinha sido feita depois disso, certo? Em maio?
Sim, foi a primeira completa depois das revelações. Então essa de agora é a segunda rodada com esse contexto já estabelecido.
E o que muda quando você testa tantos candidatos assim — Zema, Caiado, Barbosa, todos esses nomes?
Você começa a ver se há espaço real para alguém além de Lula e Flávio. Se um desses nomes consegue crescer, ou se a disputa fica mesmo polarizada entre os dois.
Duas mil entrevistas é um número sólido?
É o tamanho padrão que Datafolha usa. Margem de erro de dois pontos, nível de confiança de 95%. Dentro dos protocolos.
E a aprovação do governo — por que os partidos ligam tanto para esse número?
Porque aprovação alta significa que você pode se aliar ao presidente e ganhar com isso. Aprovação baixa significa que você precisa se distanciar ou construir uma narrativa diferente.
Mas a aprovação não é a mesma coisa que intenção de voto para o presidente, certo?
Não. Você pode aprovar o governo mas votar em outro candidato. São medidas diferentes que contam histórias diferentes.
El Pulso
- Lula liderava com 40% no primeiro turno em maio, mas a nova rodada chega em meio a um cenário político em constante movimento, com o caso 'Dark Horse' ainda reverberando sobre Flávio Bolsonaro.
- A diferença de apenas quatro pontos entre Lula (47%) e Flávio (43%) no segundo turno sinaliza uma disputa que pode ser decidida na margem — e isso tensiona os bastidores das negociações partidárias.
- O Datafolha amplia o leque de nomes testados, incluindo Zema, Caiado, Joaquim Barbosa e outros, revelando a fragmentação de um campo oposicionista que ainda busca um centro de gravidade.
- A aprovação do governo Lula, medida junto com as intenções de voto, funciona como moeda de troca nas negociações de coligações — partidos leem esses números antes de decidir de que lado ficar.
- Os dados divulgados neste sábado não são apenas uma fotografia eleitoral: são informação estratégica que alimenta cálculos políticos que já estão em curso nos bastidores.
A dois anos de uma eleição que já mobiliza forças políticas em todo o Brasil, o Datafolha oferece neste sábado um novo instantâneo das intenções de voto para 2026 e da avaliação do governo Lula — números que, em democracias vivas, funcionam menos como previsão e mais como espelho do momento coletivo. Com 2.004 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais, a pesquisa chega em um campo ainda fluido, onde alianças se formam e candidaturas se testam à sombra de escândalos e disputas ainda em aberto.
O Datafolha apresenta neste sábado uma nova pesquisa sobre as intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, acompanhada de uma medição da aprovação do governo Lula. O levantamento ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre quarta e sexta-feira, em diferentes regiões do país, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE.
A rodada anterior, divulgada em maio, mostrava Lula com 40% no primeiro turno contra 31% do senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro. Em um segundo turno simulado entre os dois, a distância encolhia: 47% para Lula e 43% para Flávio. Aquela pesquisa foi a primeira realizada após virem à tona detalhes sobre o caso do filme 'Dark Horse', no qual Flávio teria solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar uma produção sobre seu pai, Jair Bolsonaro.
Esta nova rodada vai além do confronto direto entre os dois líderes. O Datafolha testa um conjunto amplo de possíveis candidatos — entre eles Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Joaquim Barbosa e Aécio Neves —, refletindo a fluidez de um campo político que ainda está se organizando a dois anos do pleito.
A aprovação do governo Lula, medida em paralelo, é acompanhada de perto por aliados e adversários. Partidos usam esse termômetro para calibrar negociações, definir coligações e traçar estratégias eleitorais. Os números deste sábado, portanto, têm peso que vai além das urnas: são matéria-prima do cálculo político que já acontece nos bastidores.
O instituto Datafolha apresenta neste sábado um novo retrato das intenções de voto para a eleição presidencial de 2026, junto com uma medição de como os brasileiros avaliam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A pesquisa foi conduzida entre quarta e sexta-feira da semana anterior, alcançando 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em pontos de concentração populacional espalhados por diferentes regiões do país. O levantamento carrega uma margem de erro máxima de dois pontos percentuais, em um nível de confiança de 95%, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-09956/2026.
Quando Datafolha divulgou seus números em maio, o cenário mostrava Lula em posição confortável na disputa de primeiro turno, com 40% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, era o principal concorrente testado e aparecia com 31%, nove pontos percentuais atrás do presidente. Naquele mesmo levantamento, em um segundo turno entre os dois, Lula marcava 47% enquanto Flávio chegava a 43%. Aquela rodada de maio foi significativa porque foi a primeira pesquisa completa realizada depois que vieram à tona detalhes sobre o caso do filme "Dark Horse", no qual Flávio havia solicitado recursos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar uma produção cinematográfica sobre seu pai, Jair Bolsonaro.
Esta nova rodada de pesquisa amplia o escopo além do confronto entre Lula e Flávio. O Datafolha testa um conjunto mais largo de nomes que circulam como possibilidades para 2026: Romeu Zema pelo Novo, Ronaldo Caiado pelo PSD, Renan Santos pela Missão, Joaquim Barbosa pela DC, Augusto Cury pelo Avante, Cabo Daciolo pelo Mobiliza, Hertz Dias pelo PSTU, Rui Costa Pimenta pelo PCO, Samara Martins pela UP, Aécio Neves pelo PSDB e Edmilson Costa pelo PCB. A inclusão de tantos nomes reflete a fluidez do campo político a dois anos da votação.
Além das intenções de voto, o levantamento mede também a aprovação do governo Lula. Esse indicador funciona como um termômetro que tanto aliados quanto adversários acompanham com atenção enquanto o cenário eleitoral se forma. Partidos usam regularmente os números de aprovação presidencial como referência para negociações políticas, definição de coligações e construção de suas estratégias para disputar a eleição de 2026. Os dados que saem neste sábado, portanto, vão além de uma simples fotografia de preferências eleitorais: funcionam como informação crucial para o cálculo político que está em andamento nos bastidores.
Citas Notables
A aprovação da gestão federal costuma ser usada por partidos como parâmetro para negociações políticas, definição de alianças e construção de estratégias para a disputa de 2026— Instituto Datafolha