À medida que o Brasil entra oficialmente no ciclo eleitoral de 2026, o Datafolha apresenta seu primeiro retrato das intenções de voto para a Presidência, reunindo treze candidatos num levantamento que é, ao mesmo tempo, termômetro e espelho de um país em disputa. A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, chega num momento de incerteza jurídica — Pablo Marçal figura entre os nomes medidos mesmo com sua elegibilidade ainda sob análise da Justiça Eleitoral. Mais do que números, o levantamento inaugura uma longa temporada de escrutínio público que se estenderá até a véspera do pr
Datafolha divulga pesquisa presidencial com 13 candidatos e cenários de segundo turno
Marçal pode participar da campanha enquanto a análise judicial permanece aberta
Por que o Datafolha incluiu Pablo Marçal se ele está inelegível?
Porque a Justiça Eleitoral ainda não decidiu sobre o registro dele. Enquanto a análise está aberta, ele pode participar da campanha como qualquer outro candidato. Incluir seu nome permite ao instituto medir como ele está performando eleitoralmente neste momento.
Mas isso cria uma situação estranha — estamos medindo um candidato que pode não estar legalmente na eleição. A pesquisa reflete a realidade ou cria uma realidade que pode não se concretizar?
Qual é a diferença entre os números de julho e agora?
Julho mostrou Lula com 40% e Flávio Bolsonaro com 32% no primeiro turno. No segundo turno entre os dois, Lula tinha 48% e Bolsonaro 43%. Agora vamos ver se esses números se movimentaram com o início das campanhas.
Mas a gente não sabe ainda qual foi o movimento, certo? Essa é a primeira pesquisa após o início das campanhas. Não há comparação direta ainda.
Por que há tantas simulações de segundo turno?
Porque não está claro quem vai para o segundo turno. Flávio Bolsonaro, Caiado, Zema e Renan Santos aparecem como competidores viáveis. Testar Lula contra cada um deles mostra como ele se sairia em diferentes cenários.
Isso assume que esses cinco são os únicos viáveis. Mas a campanha ainda está no começo. Outros nomes podem crescer ou desaparecer.
The Pulse
- A largada oficial das campanhas de 2026 pressiona institutos e veículos a oferecerem rapidamente uma fotografia confiável de um campo eleitoral ainda em formação.
- A presença de Pablo Marçal na pesquisa, apesar da inelegibilidade pendente no TSE, injeta incerteza jurídica no próprio instrumento de medição da disputa.
- Com Lula em 40% e Flávio Bolsonaro em 32% na rodada de julho, os novos números do Datafolha dirão se a campanha já começou a mover o tabuleiro ou se o cenário permanece congelado.
- Quatro simulações de segundo turno — Lula contra Caiado, Zema, Flávio Bolsonaro e Renan Santos — tentam mapear quais adversários têm real capacidade de chegar à decisão final.
- O anúncio de 130 pesquisas até outubro, contratadas com Datafolha e Quaest pelo Grupo Globo, sinaliza que o monitoramento eleitoral será mais intenso e sistemático do que em ciclos anteriores.
À medida que o Brasil entra oficialmente no ciclo eleitoral de 2026, o Datafolha apresenta seu primeiro retrato das intenções de voto para a Presidência, reunindo treze candidatos num levantamento que é, ao mesmo tempo, termômetro e espelho de um país em disputa. A pesquisa, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, chega num momento de incerteza jurídica — Pablo Marçal figura entre os nomes medidos mesmo com sua elegibilidade ainda sob análise da Justiça Eleitoral. Mais do que números, o levantamento inaugura uma longa temporada de escrutínio público que se estenderá até a véspera do primeiro turno em outubro.
O Datafolha divulga nesta sexta-feira sua primeira sondagem presidencial desde o início oficial das campanhas de 2026. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, abrange os 13 candidatos registrados no TSE, mede intenções de voto no primeiro turno, projeta quatro cenários de segundo turno e avalia tanto a rejeição dos postulantes quanto a aprovação do governo Lula.
Entre os nomes incluídos está Pablo Marçal, inscrito pelo PRTB nos últimos dias do prazo de registro, mesmo estando tecnicamente inelegível. Como a Justiça Eleitoral ainda não concluiu a análise de sua candidatura, ele segue na campanha — e no levantamento — durante esse período de indefinição judicial.
A pesquisa ouviu 2.058 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre terça e quinta-feira, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. As simulações de segundo turno colocam Lula diante de Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos. A rodada anterior, de julho, mostrava o presidente com 40% no primeiro turno e 48% num eventual duelo com Flávio Bolsonaro, que marcava 43%.
A divulgação, a partir das 18h40, será transmitida ao vivo pela TV Folha, com análise da diretora do Datafolha, Luciana Chong, do diretor da Sucursal de Brasília da Folha, Bruno Boghossian, e da colunista Mônica Bergamo. Nos meses seguintes, o Grupo Globo e suas afiliadas preveem publicar 130 pesquisas — com Datafolha e Quaest — sobre as disputas presidencial, senatorial e estaduais até a véspera do primeiro turno, em 3 de outubro.
O instituto Datafolha divulga nesta sexta-feira, a partir das 18h40, sua primeira sondagem de intenções de voto para a Presidência desde o início oficial das campanhas de 2026. O levantamento, encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, traz um quadro amplo: mede o cenário de primeiro turno, projeta quatro simulações de segundo turno, avalia a rejeição dos candidatos e sonda a aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
A pesquisa inclui os 13 nomes registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Entre eles está Pablo Marçal, que se inscreveu pelo PRTB nos últimos dias do prazo de registros, mesmo estando tecnicamente inelegível. A Justiça Eleitoral ainda não se pronunciou sobre a validade de sua candidatura, mas enquanto a análise segue aberta, Marçal pode participar normalmente da campanha. Sua inclusão no levantamento permite ao Datafolha medir seu desempenho eleitoral durante este período de incerteza judicial.
O instituto entrevistou 2.058 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país entre terça e quinta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O registro da pesquisa no TSE é BR-04496/2026.
As simulações de segundo turno projetam Lula enfrentando cinco adversários em diferentes cenários: o senador Flávio Bolsonaro, do Rio de Janeiro; Ronaldo Caiado, governador de Goiás; Romeu Zema, governador de Minas Gerais; e Renan Santos, do partido Missão. Esses nomes emergem como os principais competidores na disputa presidencial.
Para contextualizar o momento, a rodada anterior do Datafolha, realizada em julho, mostrava Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro marcava 32%. No cenário de segundo turno entre os dois, o presidente tinha 48% e o senador 43%. Esses números servem como ponto de partida para avaliar como a campanha tem se movimentado.
A TV Folha transmitirá ao vivo a análise dos novos números. A diretora do Datafolha, Luciana Chong, o diretor da Sucursal de Brasília da Folha, Bruno Boghossian, e a colunista Mônica Bergamo participarão do comentário.
O volume de pesquisas que virá nos próximos meses é expressivo. Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, os veículos do Grupo Globo e suas emissoras afiliadas preveem publicar 130 pesquisas sobre as disputas pela Presidência, Senado, governos estaduais e Distrito Federal. Esses levantamentos serão contratados com Datafolha e Quaest, oferecendo um acompanhamento contínuo do movimento eleitoral até o dia da votação.
Notable Quotes
A inclusão de seu nome permite ao instituto aferir o desempenho eleitoral do candidato enquanto a análise judicial permanece aberta— Datafolha, sobre a inclusão de Pablo Marçal