Em noite de equilíbrio e tensão na Arena Condá, Chapecoense e Cruzeiro não saíram do zero nas oitavas de final da Copa do Brasil, deixando a classificação suspensa no ar até quarta-feira. O empate sem gols foi construído sobre defesas atentas, lances anulados e uma intervenção milagrosa que resumiu o espírito do jogo: nenhum dos dois times quis ceder. A decisão migra agora para o Mineirão, onde o peso da torcida e o mando de campo darão novo contorno a um duelo ainda sem dono.
Cruzeiro e Chapecoense empatam sem gols em jogo tenso das oitavas da Copa
Anderson fez a defesa e evitou o primeiro gol cruzeirense
Por que um empate sem gols em uma oitava de final é tão diferente de um empate em um jogo de campeonato?
Porque aqui não há margem para erro. Em um campeonato, você volta na próxima rodada. Aqui, você tem exatamente mais um jogo para resolver tudo. O empate mantém as duas equipes vivas, mas também as deixa sob pressão.
A defesa de Anderson no final — você diria que foi o lance que definiu o resultado?
Completamente. Se Arroyo marca naquele momento, o Cruzeiro sai com uma vantagem psicológica enorme para o Mineirão. Anderson salvou não só o placar, mas a esperança da Chapecoense.
E Bolasie saindo no intervalo — isso muda a dinâmica do time?
Muda bastante. Ele é um atacante criativo, e perder um jogador assim no meio do caminho força o técnico a se reorganizar. A Chapecoense perdeu uma arma ofensiva.
O gol anulado do Keiji — foi claro o impedimento?
O VAR confirmou. Estava com o pé na frente. Esses lances são frustrantes porque o jogador fez tudo certo tecnicamente, mas a posição o condenou.
Como você vê o jogo de volta?
Tudo aberto. O Cruzeiro joga em casa e tem a obrigação de atacar, o que pode deixá-lo vulnerável. A Chapecoense pode se defender e tentar aproveitar os contra-ataques. Qualquer detalhe resolve.
O Pulso
- A Chapecoense segurou o Cruzeiro durante 90 minutos na Arena Condá, mas a classificação continua completamente em aberto.
- Keiji balançou as redes no primeiro tempo, mas o VAR confirmou impedimento e apagou o que seria o gol cruzeirense.
- Bolasie saiu machucado no intervalo após pancada na costela, acrescentando incerteza ao plantel da Chapecoense para o jogo de volta.
- Aos 38 minutos do segundo tempo, Anderson fez defesa espetacular à queima-roupa em Arroyo e salvou o empate para os donos da casa.
- A decisão acontece no Mineirão em 5 de agosto, com o Cruzeiro jogando em casa mas sem nenhuma vantagem no placar agregado.
Em noite de equilíbrio e tensão na Arena Condá, Chapecoense e Cruzeiro não saíram do zero nas oitavas de final da Copa do Brasil, deixando a classificação suspensa no ar até quarta-feira. O empate sem gols foi construído sobre defesas atentas, lances anulados e uma intervenção milagrosa que resumiu o espírito do jogo: nenhum dos dois times quis ceder. A decisão migra agora para o Mineirão, onde o peso da torcida e o mando de campo darão novo contorno a um duelo ainda sem dono.
A Arena Condá recebeu neste domingo à noite um duelo tenso e equilibrado pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Chapecoense e Cruzeiro protagonizaram um jogo de poucas chances claras, com as defesas dominando o cenário e o placar permanecendo zerado até o apito final.
Desde os primeiros minutos o tom foi de cautela. Fernando assustou logo no início, e Arroyo respondeu pelo Cruzeiro com uma batida que passou rente à trave. A melhor oportunidade do primeiro tempo veio em um cabeceio de Fabrício Bruno que deixou Keiji livre na pequena área — o chute entrou, mas o bandeirinha sinalizou impedimento, confirmado pelo VAR. Ainda antes do intervalo, Bolasie levou uma pancada na costela e não voltou para o segundo tempo.
Na etapa final, as equipes criaram mais, mas sem efetividade. Giovanni Augusto tentou uma cobertura da intermediária que passou perto, e Romero quase acertou a trave com uma bomba da entrada da área. O lance mais dramático veio aos 38 minutos: Arroyo se esticou caído para chutar na pequena área, e o goleiro Anderson fez uma defesa espetacular à queima-roupa, preservando o empate e as chances da Chapecoense.
Com 10.328 torcedores presentes, o 0 a 0 deixa a série completamente aberta. O jogo de volta acontece na quarta-feira, 5 de agosto, às 19h, no Mineirão, onde o Cruzeiro terá o apoio da torcida mas precisará superar uma Chapecoense que demonstrou solidez defensiva e vontade de brigar pela vaga.
A Arena Condá recebeu um duelo travado neste domingo à noite entre Chapecoense e Cruzeiro pelas oitavas de final da Copa do Brasil, e o que se viu foi um jogo de poucas oportunidades claras e muito equilíbrio defensivo. O resultado foi um empate sem gols que deixa tudo aberto para o confronto de volta, marcado para quarta-feira no Mineirão.
Os primeiros minutos já indicavam o tom tenso da partida. Logo no primeiro minuto, Fernando aproveitou uma sobra na intermediária e disparou rasteiro em direção ao gol de Otávio, obrigando o goleiro cruzeirense a estar atento. O Cruzeiro respondeu aos três minutos com Arroyo recebendo de Gerson na entrada da área e batendo de primeira, mas a bola saiu rente à trave.
A melhor chance de gol do primeiro tempo veio aos 12 minutos, quando Matheus Pereira cobrou escanteio, Fabrício Bruno cabeceou para frente e Keiji apareceu na pequena área para chutar de primeira e abrir o placar. O gol, porém, foi anulado pelo bandeirinha que sinalizou impedimento. O VAR confirmou: o atacante cruzeirense estava com o pé à frente do último defensor. Ainda no primeiro tempo, Bolasie sofreu uma pancada na costela no último lance e precisou ser substituído no intervalo. O departamento médico da Chapecoense avaliaria o atacante congolês nos dias seguintes.
O segundo tempo trouxe mais oportunidades, mas o padrão se manteve: chances criadas, mas nenhuma convertida. Aos seis minutos, Giovanni Augusto foi lançado em velocidade, ganhou de Jonathan Jesus e tentou uma cobertura da intermediária que passou perto do gol. Aos 18 minutos, Romero aproveitou bola na entrada da área e mandou uma bomba que quase raspou a trave.
O lance decisivo veio aos 38 minutos do segundo tempo. Felipe Morais lançou a bola na pequena área e Arroyo, caído, se esticou para chutar. Anderson, o goleiro da Chapecoense, fez uma defesa espetacular à queima roupa e evitou o que seria o primeiro gol cruzeirense. Aquela intervenção manteve o placar zerado e preservou as chances da Chapecoense para o jogo de volta.
Com 10.328 torcedores na Arena Condá, o empate deixa a série completamente aberta. O segundo jogo acontece na próxima quarta-feira, 5 de agosto, às 19h, no Mineirão. Qualquer um dos dois times pode avançar, e o Cruzeiro terá a vantagem de jogar em casa, mas precisará quebrar a resistência de uma Chapecoense que mostrou defesa sólida e disposição para competir.
Citações Notáveis
O jogador será avaliado pelo departamento médico— Chapecoense, sobre Bolasie