Jéssica foi assassinada com 27 facadas em 28 de outubro em Castelnuovo del Garda, norte da Itália, pelo ex-companheiro Douglas Reis Pedroso, que está preso. A vítima era residente em Içara, SC, e sofria violência doméstica recorrente; o suspeito estava sob medidas protetivas incluindo tornozeleira eletrônica.
Corpo de brasileira morta na Itália chega ao Brasil para despedida
Uma boa mãe, boa filha, boa irmã e boa amiga
Por que o caso de Jéssica ganhou tanta atenção na Itália?
Porque a violência doméstica é um problema sério lá também, e o fato de ela estar sob medidas protetivas — incluindo tornozeleira eletrônica — e ainda assim ter sido morta levanta questões sobre a efetividade dessas proteções.
Mas a gente não sabe exatamente como o sistema falhou. A tornozeleira não foi encontrada com ele, certo, mas não está claro se ele a removeu, se ela foi desativada, ou o quê.
A família dela estava longe, certo?
Sim, moravam a 15 quilômetros de distância. Jéssica tinha dois filhos pequenos com ela na Itália. A mãe dela ajudou a obter a cidadania italiana.
Então ela tinha raízes em ambos os países — nasceu em Santa Catarina, mas construiu vida na Itália. Isso complica a história porque não é simplesmente uma brasileira no exterior.
Como a família soube do que aconteceu?
A polícia italiana chegou à casa deles em Içara às 4h40 da manhã do dia 28 de outubro. O impacto foi tão grande que a mãe de Jéssica precisou ser hospitalizada.
Vinte e sete facadas é um número muito específico. Vem de fonte confiável?
Sim, da ANSA, que é a agência de notícias oficial italiana. Mas o ponto é que foi um crime brutal, claramente.
E o que vem agora?
O corpo chega no sábado. Haverá velório e sepultamento em Içara, mas a data ainda não foi definida.
A comunidade italiana já fez um ato de memória. Isso mostra que o caso ressoou lá, não foi invisível.
El Pulso
- Jéssica Stapazzollo, 33 anos, morta a 27 facadas em 28 de outubro em Castelnuovo del Garda, norte da Itália
- Ex-companheiro Douglas Reis Pedroso, brasileiro, está preso pelo crime
- Vítima estava sob medidas protetivas incluindo tornozeleira eletrônica
- Corpo chega ao Brasil no sábado, 22 de novembro, para velório em Içara, Santa Catarina
- Jéssica deixa dois filhos e era vítima de violência doméstica recorrente
Jéssica foi assassinada com 27 facadas em 28 de outubro em Castelnuovo del Garda, norte da Itália, pelo ex-companheiro Douglas Reis Pedroso, que está preso. A vítima era residente em Içara, SC, e sofria violência doméstica recorrente; o suspeito estava sob medidas protetivas incluindo tornozeleira eletrônica.
Jéssica Stapazzollo, brasileira de 33 anos morta a facadas na Itália em outubro pelo ex-companheiro, terá seu corpo repatriado ao Brasil no sábado para cerimônias de despedida em Santa Catarina.
O corpo de Jéssica Stapazzollo chegará ao Brasil neste sábado, 22 de novembro, quase um mês após sua morte. A brasileira de 33 anos foi morta a facadas na Itália em 28 de outubro, e sua família aguarda agora em Santa Catarina para realizar as cerimônias de despedida na cidade de Içara, onde ela nasceu e onde seus pais ainda vivem.
O crime ocorreu em Castelnuovo del Garda, município no norte italiano onde Jéssica residia com seus dois filhos. Segundo a agência de notícias italiana ANSA, ela recebeu 27 facadas. O responsável é Douglas Reis Pedroso, ex-companheiro da vítima e também brasileiro, que se encontra preso. A polícia local chegou à casa da família em Içara na madrugada do dia 28, às 4h40 da manhã, para comunicar a morte. Mauricio Donato, padrasto de Jéssica, relata que sua esposa precisou ser levada ao hospital após receber a notícia e continua sob acompanhamento médico.
Antes do crime, Jéssica era vítima de abuso e violência doméstica recorrente. Pedroso estava submetido a medidas protetivas que incluíam o uso de tornozeleira eletrônica, equipamento que não foi encontrado com ele após o assassinato, conforme informou o site Corriere Del Veneto. A imprensa italiana destacou o padrão de violência que marcou o relacionamento dos dois.
Jéssica nasceu em Içara e também possuía cidadania italiana, obtida com ajuda de sua mãe, Rosimeri Stapazzollo. Segundo Rosimeri, a filha era gentil, dedicada à família e apaixonada por festas. Tiveram Jéssica aos 14 anos e descrevem a relação entre elas como uma amizade profunda. "Ela era uma boa mãe, boa filha, boa irmã e boa amiga. Criativa, sempre bem vestida, minha companheira de estrada", disse Rosimeri em depoimento sobre a filha.
A comunidade italiana onde Jéssica vivia não deixou sua morte passar despercebida. Em 30 de outubro, dois dias após o crime, o município de Castelnuovo del Garda organizou um ato simbólico em frente à prefeitura em sua memória. O velório e o sepultamento acontecerão em Içara, embora ainda sem data definida. A família mora a cerca de 15 quilômetros da casa onde Jéssica vivia na Itália.
Citas Notables
Ela era uma boa mãe, boa filha, boa irmã e boa amiga. Criativa, sempre bem vestida, minha companheira de estrada— Rosimeri Stapazzollo, mãe de Jéssica
Os policiais chegaram às 4h40 da manhã. Deram a notícia e minha esposa precisou ser levada ao hospital— Mauricio Donato, padrasto de Jéssica