Em uma pequena cidade do norte da Itália, uma mulher brasileira de 33 anos foi morta a facadas pelo ex-marido — um homem com histórico documentado de violência doméstica que, apesar de monitorado eletronicamente após uma agressão anterior, encontrou caminho até ela mais uma vez. O caso de Jessica Stappazzollo Custodio de Lima, encerrado entre os dias 27 e 28 de outubro em Castelnuovo del Garda, é mais um capítulo na longa e dolorosa história de mulheres que buscam proteção em sistemas que ainda não aprenderam a oferecê-la a tempo. As autoridades italianas classificaram o crime como feminicídio
Brasileira é morta a facadas pelo ex-marido na Itália
Ferimentos desproporcionais, repetidos, sem medida
Por que a polícia italiana descreveu especificamente o número de ferimentos como "desproporcional"?
Porque sugere que não foi um ato impulsivo ou de defesa. Foi repetido, excessivo — a palavra deles aponta para uma intenção de causar o máximo de dano possível.
Mas a gente não sabe quantos ferimentos foram, certo? A promotoria não divulgou o número exato.
E a tornozeleira? Como ele não estava usando se havia sido condenado a usá-la?
Essa é a pergunta que as autoridades italianas também devem estar fazendo. Ele foi preso em abril, começou a usar o equipamento um mês depois, mas em outubro não estava mais com ele.
A gente não sabe por quê ainda. Se foi removido legalmente, se ele conseguiu tirar, se houve negligência no monitoramento. O jornal italiano só disse que ele não estava usando.
Ele ligou para a polícia. Isso muda alguma coisa?
Muda a narrativa, talvez. Pode ser remorso, pode ser controle — ele chamando a polícia em vez de deixá-la ser encontrada por alguém mais. Mas não muda o fato de que Jessica está morta.
E a gente não tem declaração dele sobre por que ligou ou o que disse exatamente. Só sabemos que disse que tiraria a própria vida.
Il Polso
- Douglas Reis Pedroso ligou para a polícia dizendo que tiraria a própria vida — e quando os agentes chegaram, foi Jessica quem estava morta, com ferimentos descritos como desproporcionais em número e intensidade.
- O ex-marido já havia sido preso em abril de 2025 por agredir Jessica com socos e golpes de chave de carro no rosto e no pescoço, e foi submetido à monitoração eletrônica como medida de proteção.
- No momento do assassinato, Pedroso não estava mais usando a tornozeleira — uma falha no sistema que expõe a fragilidade das medidas legais diante de agressores com histórico de escalada de violência.
- A ficha criminal de Pedroso incluía registros de violência doméstica e tentativa de estupro acumulados entre 2024 e 2025, sinalizando um padrão que as autoridades não conseguiram interromper a tempo.
- As investigações italianas seguem em andamento, mas o que já está claro é que Jessica tinha proteção legal e ainda assim não sobreviveu — uma contradição que o caso agora coloca sob escrutínio público.
Em uma pequena cidade do norte da Itália, uma mulher brasileira de 33 anos foi morta a facadas pelo ex-marido — um homem com histórico documentado de violência doméstica que, apesar de monitorado eletronicamente após uma agressão anterior, encontrou caminho até ela mais uma vez. O caso de Jessica Stappazzollo Custodio de Lima, encerrado entre os dias 27 e 28 de outubro em Castelnuovo del Garda, é mais um capítulo na longa e dolorosa história de mulheres que buscam proteção em sistemas que ainda não aprenderam a oferecê-la a tempo. As autoridades italianas classificaram o crime como feminicídio — palavra que carrega, em si, o peso de um padrão que se repete além de fronteiras.
Jessica Stappazzollo Custodio de Lima tinha 33 anos e vivia em Castelnuovo del Garda, uma cidade pequena na região de Verona, no norte da Itália. Seu corpo foi encontrado dentro do próprio apartamento entre os dias 27 e 28 de outubro, depois que seu ex-marido, Douglas Reis Pedroso, 41 anos, ligou para a polícia dizendo que pretendia se matar. Quando os agentes chegaram, encontraram Jessica morta. No carro de Pedroso, havia uma faca.
A promotoria de Verona descreveu a morte como resultado de um número desproporcional de ferimentos por arma branca — uma linguagem técnica que mal contém a brutalidade do que aconteceu. O caso foi tratado como feminicídio desde o início pelas autoridades italianas.
O histórico de Pedroso não deixava dúvidas sobre o risco que ele representava. Em abril de 2025, ele havia sido preso por agredir Jessica com socos e golpes de chave de carro no rosto e no pescoço. Como consequência, passou a usar tornozeleira eletrônica. Mas no momento do assassinato, o equipamento já não estava mais em seu corpo — uma lacuna que o jornal Corriere del Veneto destacou e que levanta questões sérias sobre a eficácia da medida.
Além dos registros de violência doméstica, Pedroso tinha antecedentes por tentativa de estupro, todos acumulados entre 2024 e 2025. Jessica tinha uma medida legal contra ele após a agressão de abril. Não foi suficiente. A ligação que ele fez para a polícia — anunciando sua própria morte — pode ter sido confissão, pode ter sido encenação. O que não muda é que Jessica não saiu viva daquele apartamento.
Jessica Stappazzollo Custodio de Lima tinha 33 anos quando foi encontrada morta dentro de seu apartamento em Castelnuovo del Garda, uma pequena cidade na região de Verona, no norte da Itália. O corpo foi descoberto entre os dias 27 e 28 de outubro após uma ligação para a polícia local. Quem fez a chamada foi Douglas Reis Pedroso, 41 anos, ex-marido de Jessica, também brasileiro. Ele disse aos agentes que pretendia tirar a própria vida.
Quando a polícia chegou ao local, encontrou Jessica já morta. No veículo de Pedroso, os policiais recolheram uma faca. A promotoria de Verona descreveu a morte como resultado de um "número não especificado, mas desproporcional, de ferimentos por arma branca" — uma caracterização que sugere uma violência extrema e sem medida. As autoridades italianas trataram o caso como feminicídio desde o início.
O histórico de Pedroso revela um padrão de agressão que se estende por meses. Em abril de 2025, ele já havia sido preso por um episódio de violência contra Jessica. Naquela ocasião, conforme descrito pela promotoria, ele a atacou com socos no rosto e depois a golpeou repetidamente no rosto e no pescoço com a chave do carro. Após esse incidente, ele foi submetido a monitoração eletrônica — uma tornozeleira que deveria rastreá-lo. Cerca de um mês depois de sua prisão em abril, começou a usar o equipamento.
Mas quando Pedroso foi preso pelo assassinato de Jessica, não estava mais usando a tornozeleira, conforme informou o jornal italiano Corriere del Veneto. Sua ficha criminal é extensa. Além dos registros de violência doméstica, ele tinha antecedentes por tentativa de estupro. Esses crimes foram registrados entre 2024 e 2025 — um período de pouco mais de um ano em que a violência contra Jessica escalou de agressões físicas para homicídio.
O caso expõe uma falha no sistema de proteção. Jessica tinha uma medida legal contra seu ex-marido após a agressão de abril, mas isso não foi suficiente para impedi-lo de ter acesso a ela ou de cometer um crime ainda mais grave. A ligação de Pedroso para a polícia — dizendo que pretendia se matar — pode ter sido uma confissão ou uma tentativa de controle da narrativa. O que é certo é que Jessica não saiu viva daquele apartamento em Castelnuovo del Garda.
Citazioni salienti
Número não especificado, mas desproporcional, de ferimentos por arma branca— Promotoria de Verona, descrevendo a morte de Jessica
Dando-lhe três socos no rosto e, por fim, golpeando-a repetidamente no rosto e no pescoço com a chave do carro— Promotoria de Verona, descrevendo o ataque de abril contra Jessica