Em La Plata, o Corinthians encontrou no empate um equilíbrio precário, mas suficiente para preservar o sonho continental. Diante do Estudiantes, o time alvinegro saiu atrás logo no início, reagiu no segundo tempo e trouxe para Itaquera a responsabilidade de decidir sua própria sorte — um privilégio que, em tempos de crise interna, pode ser também um fardo. A história do futebol conhece bem esse paradoxo: jogar em casa é vantagem e julgamento ao mesmo tempo.
Corinthians reage na Argentina e empata com Estudiantes na ida das quartas
O Corinthians não deixou os donos da casa dominarem
Como um time que vinha de três derrotas consecutivas consegue reagir daquele jeito, levando um gol aos três minutos?
O Corinthians mostrou que tem caráter. Depois daquele início desastroso, a equipe se reorganizou, não deixou o Estudiantes dominar e buscou o empate. Não foi bonito, mas foi eficaz.
Mas a questão é: isso foi reação genuína ou o Estudiantes simplesmente não foi tão bom quanto esperado? O jogo ficou truncado depois do empate, o que favoreceu o Corinthians, mas não sabemos se o time teria conseguido a mesma performance em um duelo mais aberto.
Yuri Alberto não jogou. Quanto isso pesou na performance ofensiva?
Pesou bastante. O time teve dificuldade crônica para criar jogadas ofensivas, e o atacante é uma peça importante. Mas Kaio César conseguiu fazer o gol que importava.
A fonte não detalha como o Corinthians criou chances ou qual era a qualidade do jogo ofensivo. Sabemos que teve dificuldade, mas não sabemos se era por falta de Yuri ou por problemas táticos mais profundos.
A convocação de três jogadores para a seleção muda algo na dinâmica do grupo?
Muda sim. Hugo Souza, Matheuzinho e Breno Bidon tiveram um momento de felicidade, mas depois viveram tensão com o restante do grupo. É um clima misto.
A fonte diz que viveram "momentos de tensão", mas não explica o que isso significa. Pode ser ciúme, pode ser pressão, pode ser qualquer coisa. É uma afirmação vaga que precisa de mais contexto.
Qual é a vantagem real de jogar em casa na volta?
Enorme. O Corinthians vai decidir em Itaquera, onde a torcida pode fazer diferença. Além disso, o time já conhece o adversário de três anos atrás e venceu nos pênaltis naquela ocasião.
Verdade, mas três anos é muito tempo no futebol. O elenco mudou bastante. Apenas dois jogadores permanecem daquele time. Então a experiência anterior tem valor limitado.
O Pulso
- O Corinthians chegou à Argentina fragilizado por três derrotas seguidas no Brasileiro e com a torcida já em protesto nas arquibancadas de Itaquera.
- Aos três minutos, a defesa vacilou num lance aéreo e o Estudiantes abriu o placar, confirmando os piores temores do torcedor alvinegro.
- No segundo tempo, Kaio César aproveitou assistência de Rodrigo Garro para empatar e devolver ao time a chance de decidir a vaga em casa.
- O jogo travou após o empate, o que favoreceu o Corinthians, que agora enfrenta o Estudiantes em Itaquera no dia 16, com pênaltis como tiebreaker em caso de novo empate.
- Uma convocação tripla para a seleção brasileira por Ancelotti — Hugo Souza, Matheuzinho e Breno Bidon — trouxe um alívio emocional ao grupo antes da partida.
Em La Plata, o Corinthians encontrou no empate um equilíbrio precário, mas suficiente para preservar o sonho continental. Diante do Estudiantes, o time alvinegro saiu atrás logo no início, reagiu no segundo tempo e trouxe para Itaquera a responsabilidade de decidir sua própria sorte — um privilégio que, em tempos de crise interna, pode ser também um fardo. A história do futebol conhece bem esse paradoxo: jogar em casa é vantagem e julgamento ao mesmo tempo.
O Corinthians desembarcou na Argentina carregando o peso de três derrotas consecutivas no Brasileiro, com a torcida já em protesto após uma virada sofrida em Itaquera. O cenário piorou logo nos primeiros minutos do duelo contra o Estudiantes pelas quartas de final da Libertadores: a defesa vacilou num lance aéreo, Hugo Souza rebateu mal e Alexis Castro aproveitou o rebote para abrir o placar para os donos da casa.
Mas o time não desmoronou. Após um primeiro tempo de desorganização, o Corinthians equilibrou as ações e, logo no início da segunda etapa, Kaio César recebeu de Rodrigo Garro e deixou tudo igual. O empate recolocou a disputa nos trilhos e, com o jogo mais truncado, favoreceu os brasileiros, que agora decidem a vaga em Itaquera, na quarta-feira 16 de setembro. Em caso de novo empate, a classificação vai para os pênaltis — exatamente como aconteceu entre os dois times na Copa Sul-Americana de 2023, quando o Corinthians avançou após empates de 1 a 0 em cada lado.
Antes da partida, uma boa notícia amenizou a pressão: Carlo Ancelotti convocou três jogadores do clube para a seleção brasileira — o goleiro Hugo Souza, o lateral Matheuzinho e o meio-campista Breno Bidon. O trio comemorou junto ao anúncio, mas logo precisou enfrentar a tensão do campo. Quem vencer o confronto com o Estudiantes terá pela frente o vencedor de Flamengo e Independiente del Valle, que se enfrentam nesta quinta em Quito.
O Corinthians viajou para a Argentina carregando o peso de três derrotas consecutivas no Brasileiro, duas delas em casa, que o deixaram fora da briga pelo título e com apenas 32 pontos em 12º lugar. A torcida havia protestado em Itaquera no domingo anterior, após uma virada da Chapecoense, pedindo uma reação imediata na Libertadores. Quando o time alvinegro entrou em campo contra o Estudiantes pelas quartas de final, porém, começou exatamente como temia: aos três minutos, a defesa vacilou em um lance aéreo, Hugo Souza rebateu mal um cabeceio de Guido Carrillo, e Alexis Castro aproveitou o rebote para abrir o placar para os donos da casa.
Mas o Corinthians não desabou. Depois de um tempo inicial de desorganização, a equipe conseguiu equilibrar as ações, mesmo enfrentando a dificuldade crônica de criar jogadas ofensivas que a tem perseguido nas últimas rodadas. O time não deixou o Estudiantes dominar completamente o duelo, mantendo-se vivo na partida e buscando oportunidades. Na volta do intervalo, a reação veio rápido: aos quatro minutos do segundo tempo, Kaio César recebeu assistência do argentino Rodrigo Garro e deixou tudo igual. O empate mantinha aberta a disputa para a partida de volta.
O jogo ficou mais truncado após o gol do empate, o que favorecia o Corinthians. A equipe brasileira agora decidirá a vaga na semifinal em seus domínios, em Itaquera, na quarta-feira 16 de setembro, às 21h30. Se houver novo empate, a classificação será definida nos pênaltis. Há três anos, os dois times já se encontraram em um mata-mata pela Copa Sul-Americana, também pelas quartas de final: o Corinthians venceu em casa por 1 a 0, perdeu como visitante pelo mesmo placar e levou a melhor nos pênaltis por 3 a 2. Apenas Yuri Alberto e Matheus Bidu permanecem daquele elenco, embora o atacante não tenha jogado nesta quarta porque ainda se recupera de lesão.
Antes do confronto, o time recebeu uma notícia que amenizou a pressão: três jogadores foram convocados por Carlo Ancelotti para a seleção brasileira. O goleiro Hugo Souza, que já havia sido chamado pelo técnico italiano no ciclo anterior mas foi preterido para a Copa do Mundo, o lateral-direito Matheuzinho e o meio-campista Breno Bidon assistiram juntos ao anúncio da convocação e comemoraram muito quando seus nomes foram anunciados. Depois daquele momento de felicidade, porém, o trio viveu momentos de tensão com o restante do grupo durante a partida na Argentina.
O caminho até a semifinal passa por um adversário que será definido nesta quinta-feira. Flamengo e Independiente del Valle fazem o jogo de ida de sua chave às 21h30 em Quito, no Equador. Quem vencer esse confronto enfrentará o vencedor de Corinthians e Estudiantes. Para o time alvinegro, a chance de avançar em casa oferece uma oportunidade de reverter a má fase no Brasileiro e manter viva a esperança de conquistar a Libertadores.
Citações Notáveis
O Corinthians mostrou poder de reação na Argentina e buscou um empate diante do Estudiantes— Relato da partida