Com a saída de Tite após a eliminação no Qatar, o futebol brasileiro entra em um novo ciclo que só se completará em 2026, quando o mundo voltará a jogar nos gramados da América do Norte. A CBF busca um sucessor que terá a tarefa de preservar o que funcionou enquanto constrói o que ainda falta — especialmente nas laterais e na goleirismo, onde o tempo não perdoa. É o eterno dilema do futebol nacional: equilibrar a experiência dos que já chegaram com a promessa dos que ainda estão chegando.
Copa de 2026 pode manter base da seleção que jogou no Qatar
A base do Qatar permanece, mas o futuro é Endrick aos 20 anos
Por que manter a base do Qatar se o resultado foi uma eliminação nas quartas?
Porque montar uma seleção nova leva tempo. O novo técnico precisa de alguns meses para impor seu estilo enquanto procura por novos jogadores. É pragmatismo, não nostalgia.
E quanto aos veteranos? Eles não merecem uma chance de redenção?
Aos 38, 39 anos, o corpo não perdoa. Thiago Silva e Daniel Alves já deram muito. A Copa de 2026 é para quem tem gasolina nos tanques.
Qual é o maior problema que o novo técnico vai herdar?
As laterais. No Qatar, as lesões de Danilo, Alex Sandro e Alex Telles mostraram que essa é a posição mais frágil da seleção. Não há profundidade.
E Endrick? Com 16 anos, é realista pensar nele como titular em 2026?
É realista pensar nele como opção. Ele será jogador do Real Madrid aos 18 anos, ao lado de Vinícius e Rodrygo. Aos 20, em 2026, pode estar pronto para ser titular.
O que muda se o novo técnico for estrangeiro?
Pouco. A estrutura do elenco permanece a mesma. O que muda é o estilo de jogo, a tática, a forma de explorar esses jogadores.
Neymar vai jogar em 2026?
Ninguém sabe. Ele terá 34 anos e ainda não decidiu. Se disser sim e estiver bem, será chamado. Se disser não, o Brasil tem outras opções.
Der Puls
- A eliminação para a Croácia nas quartas de final deixou feridas abertas — e a mais visível está nas laterais, onde lesões expuseram uma fragilidade estrutural que o novo técnico precisará resolver urgentemente.
- Veteranos como Daniel Alves, Thiago Silva e Everton Ribeiro já ouviram o silêncio: a porta para 2026 está fechada para eles, e a renovação geracional começa agora.
- O novo treinador terá apenas semanas para se instalar antes da primeira convocação em março, herdando um elenco que ainda não sabe exatamente quem é seu dono.
- Endrick, com 16 anos, e Vitor Roque, com 17, já acendem as luzes do futuro — e a possibilidade de um trio Endrick-Vinícius-Rodrygo no Real Madrid projeta um ataque brasileiro de dar inveja.
- O Brasil chega a 2026 como favorito declarado, mas o hexacampeonato depende de escolhas que ainda nem foram feitas.
Com a saída de Tite após a eliminação no Qatar, o futebol brasileiro entra em um novo ciclo que só se completará em 2026, quando o mundo voltará a jogar nos gramados da América do Norte. A CBF busca um sucessor que terá a tarefa de preservar o que funcionou enquanto constrói o que ainda falta — especialmente nas laterais e na goleirismo, onde o tempo não perdoa. É o eterno dilema do futebol nacional: equilibrar a experiência dos que já chegaram com a promessa dos que ainda estão chegando.
Tite deixou a seleção brasileira em dezembro de 2022 após a eliminação pela Croácia no Qatar. A CBF promete anunciar seu substituto em janeiro, e esse novo comandante — seja brasileiro ou estrangeiro — terá pouco tempo para se ambientar: em fevereiro começam os trabalhos e em março já há data Fifa marcada para a primeira convocação.
A estratégia que se desenha é de continuidade com renovação gradual. A espinha dorsal do Qatar deve permanecer, não por ser a opção ideal, mas porque reconstruir um time do zero leva tempo. O ciclo termina em 2026, quando o torneio será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México.
Alguns nomes já sabem que não serão chamados: Daniel Alves, Thiago Silva, Weverton e Everton Ribeiro estão fora do projeto. No gol, Alisson e Ederson seguem como titulares, mas a fila de reservas é composta quase inteiramente por goleiros mais velhos que o próprio Alisson — o que torna a posição um ponto crítico. Nomes como João Paulo, do Santos, e Hugo, do Flamengo, surgem como alternativas.
O maior quebra-cabeça, porém, está nas laterais. As lesões de Danilo, Alex Sandro e Alex Telles no Qatar escancararam uma vulnerabilidade real. Guilherme Arana, Renan Lodi, Emerson Royal e Gabriel Menino estão entre os candidatos a preencher esse vácuo. Na zaga, Marquinhos e Eder Militão devem ser os titulares, com Bremer e Gabriel Magalhães na fila.
No meio-campo, Casemiro ainda pode ser útil em 2026 se mantiver a forma. Bruno Guimarães e Lucas Paquetá têm grandes chances, enquanto jovens como Danilo, do Palmeiras, e João Gomes, do Flamengo, pressionam os mais experientes. No ataque, Neymar ainda é uma incógnita — terá 34 anos e não decidiu se continuará na seleção.
O grande nome do futuro é Endrick. Com apenas 16 anos, o atacante do Palmeiras já conquistou títulos com o time principal e foi eleito revelação do Brasileirão. A partir de 2024, quando completar 18 anos, deve se juntar a Vinícius Júnior e Rodrygo no Real Madrid — um trio que pode muito bem ser o ataque brasileiro em 2026. Vitor Roque, Ângelo e Marcos Leonardo, todos com 17 anos, também estão no radar.
O novo técnico herda um mosaico complexo: escassez em algumas posições, abundância em outras. Mas o Brasil chega a 2026 como favorito, como sempre. O hexacampeonato, porém, ainda é apenas uma promessa.
Tite saiu pela porta dos fundos em dezembro de 2022, eliminado pela Croácia nas quartas do Qatar. A Confederação Brasileira de Futebol promete anunciar seu sucessor em janeiro, e esse novo comandante — brasileiro ou estrangeiro — terá pouco tempo para respirar. Em fevereiro já começa o trabalho de verdade, com a primeira convocação marcada para a data Fifa de março.
O que se desenha nos bastidores da CBF é uma estratégia de continuidade com tempero de renovação. Independentemente de quem assuma o cargo, a expectativa é que a base da seleção que jogou no Qatar permaneça como coluna vertebral do projeto até 2026. Não porque seja a escolha ideal, mas porque é a realidade: montar um time novo leva tempo, e o novo técnico precisará de alguns meses para impor seu estilo enquanto busca incorporar rostos frescos. É o começo de um ciclo que terminará em 2026, quando o torneio será disputado simultaneamente nos Estados Unidos, Canadá e México.
Os velhos guardiões já sabem que não estão convidados. Daniel Alves, com 39 anos, Thiago Silva aos 38, Weverton com 34 e Everton Ribeiro aos 33 — nenhum deles deve receber uma ligação. A porta está fechada. No gol, porém, a situação é mais delicada. Alisson, aos 30 anos, deve seguir como titular, com Ederson aos 31 como reserva imediato. O problema é que praticamente todos os outros goleiros convocados por Tite nos últimos seis anos são mais velhos que Alisson: Neto tem 33 anos, Santos 32, Alex Muralha 33, Cássio 35, Diego Alves 37, Marcelo Grohe 35 e Danilo Fernandes 34. Se nenhum nome novo surgir, o novo técnico terá que recorrer a João Paulo, do Santos, com 27 anos, ou Hugo, do Flamengo, com 23. Há também os campeões olímpicos que ficaram na reserva em Tóquio: Brenno, do Grêmio, e Lucão, do Vasco, ambos ainda muito jovens.
Mas o verdadeiro quebra-cabeça está nas laterais. No Qatar, as lesões de Danilo, Alex Sandro e Alex Telles revelaram uma ferida que não cicatrizou: a seleção é frágil nessas posições. Os três têm cerca de 30 anos e tecnicamente poderiam jogar em 2026, mas o novo técnico precisará de alternativas. Guilherme Arana, aos 25, e Renan Lodi, aos 24, já foram testados por Tite na esquerda — Arana sequer foi ao Qatar porque se machucou antes da convocação. Na direita, Emerson Royal, aos 23, é uma opção. Gabriel Menino, do Palmeiras, aos 22, pode atuar como lateral ou volante. Emerson Palmieri, do West Ham, aos 28, também está na mira.
Na zaga, com Thiago Silva fora do mapa, Marquinhos e Eder Militão devem formar a dupla de titulares. Bremer, que foi reserva no Qatar, Gabriel Magalhães, Diego Carlos, Rodrigo Caio e Nino — campeão olímpico em Tóquio — estão na fila esperando oportunidade. No meio de campo, Casemiro terá 34 anos em 2026 e ainda pode comandar a cabeça de área se a forma física permitir. Bruno Guimarães e Lucas Paquetá, ambos com 25 anos, têm grandes chances. Fred e Fabinho, aos 33, enfrentarão concorrência forte de Danilo, do Palmeiras, e João Gomes, do Flamengo, ambos com apenas 21 anos.
Na criação do jogo, alguns nomes ganham relevância. Raphael Veiga, do Palmeiras, aos 27, foi preterido por Tite mas pode voltar à conversa. Gustavo Scarpa, aos 28, foi destaque do Brasileirão 2022. Claudinho, Reinier, Douglas Luiz e Andreas Pereira também estão na lista de observados. No ataque, a situação é de fartura e incerteza simultâneas. Neymar terá 34 anos em 2026 e ainda não decidiu se continuará na seleção, mas se disser sim e estiver bem fisicamente, será chamado. Todos os outros atacantes que foram ao Qatar têm condições de estar novamente lá.
O grande destaque, porém, é Endrick. Com apenas 16 anos, o palmeirense já conquistou todos os títulos das categorias do Palmeiras, incluindo o Brasileirão com o time principal, e foi eleito revelação do campeonato. Seu futuro será definido em breve, mas é praticamente certo que ele se juntará a Vinícius Júnior e Rodrygo no Real Madrid a partir de 2024, quando completar 18 anos. Esse trio pode muito bem ser o ataque brasileiro em 2026. Mas Endrick não está sozinho. Vitor Roque, do Athletico, tem 17 anos. Ângelo e Marcos Leonardo, do Santos, também têm 17. Yuri Alberto, do Corinthians, tem 21. Todos em crescimento constante, todos sendo observados. Há ainda Matheus Cunha, Gabigol, David Neres e Paulinho, que já passaram pela seleção.
O novo técnico, quem quer que seja, herda um quebra-cabeça complexo. Faltam opções em algumas posições — goleiro e laterais são os pontos críticos — e sobram candidatos em outras, especialmente no ataque. Mas o Brasil chega a 2026 como favorito, como sempre. Se conseguirá o hexacampeonato, só o tempo dirá.
Bemerkenswerte Zitate
A tarefa de encontrar a seleção ideal não será fácil, seja por falta de opções como no gol e nas laterais, ou por excesso como no ataque— análise da situação do elenco brasileiro