Coordenador de Flávio afirma que Michelle segue como pré-candidata ao Senado

Está pontuando muito bem nas pesquisas, é um quadro extremamente importante
Rogério Marinho defende a permanência de Michelle Bolsonaro como pré-candidata ao Senado, apesar das tensões recentes.
Mark

Por que Michelle Bolsonaro continua sendo importante para o PL se ela mesma questionou publicamente o enteado?

Mimi

Porque nas pesquisas ela pontua bem, especialmente no Distrito Federal. Ela tem uma base de apoio que o partido não quer perder. Mas há uma contradição clara: internamente, acreditam que ela não vai nem aparecer na convenção.

Mark

Então Rogério Marinho está sendo otimista demais?

Mimi

Ele está mantendo a porta aberta publicamente enquanto reconhece, entre linhas, que ela provavelmente não comparecerá. É uma forma de não admitir derrota antes da hora.

Mark

E quanto a Javier Milei? Por que trazer um presidente argentino para uma convenção brasileira?

Mimi

Milei é um aliado ideológico importante. Sua presença legitimaria Flávio internacionalmente e mostraria que o bolsonarismo tem apoio além das fronteiras. É também uma forma de desviar atenção dos problemas internos.

Mark

Os partidos do centrão realmente têm poder de veto sobre quem será vice?

Mimi

Sim. Se Flávio quer Daniella Marques como vice, precisa do apoio do Republicanos. E para conseguir esse apoio, precisa oferecer algo em troca. É assim que funciona a política de coligação.

Mark

Qual é o maior risco para Flávio nesta semana?

Mimi

Que a convenção aconteça sem Michelle, sem apoio formal do centrão, e que Milei não consiga vir. Aí fica evidente que a campanha está mais frágil do que o discurso público sugere.

Mark

E se ele conseguir tudo isso?

Mimi

Aí ele sai da convenção com uma chapa montada, mais tempo de TV, e palanques regionais. Mas ainda terá que lidar com a fratura familiar que Michelle expôs.

  • A tensão entre Michelle Bolsonaro e o enteado Flávio, exposta publicamente em vídeo, lança sombra sobre a estratégia eleitoral do PL e ameaça desestabilizar uma chapa cuidadosamente construída.
  • Apesar do discurso oficial de Marinho reafirmando a pré-candidatura de Michelle ao Senado, membros do partido já esperam sua ausência na convenção nacional de sábado — um silêncio que fala mais alto que qualquer declaração.
  • Flávio busca compensar o desgaste familiar com presenças simbólicas de peso, como o presidente argentino Javier Milei, e com negociações urgentes com União Brasil-PP e Republicanos para ampliar tempo de televisão.
  • A escolha da vice permanece em aberto: o partido quer uma mulher com legitimidade real, e Daniella Marques desponta como favorita — mas sua inclusão depende do apoio formal do Republicanos, ainda incerto.
  • O escândalo Dark Horse deixou cicatrizes nas relações com o centrão, e os próximos dias dirão se Flávio consegue reconstruir pontes ou se a campanha seguirá fragmentada e em desvantagem no horário eleitoral.

No limiar de uma convenção que promete oficializar candidaturas e revelar alianças, o PL navega entre a lealdade pública a Michelle Bolsonaro e a turbulência silenciosa de uma família dividida. O senador Rogério Marinho reafirma o valor eleitoral da ex-primeira-dama ao Senado pelo Distrito Federal, mesmo enquanto o partido, internamente, já antecipa sua ausência no evento de sábado. É o momento em que a política de família e a política de Estado se entrelaçam de forma inextricável, revelando que as fraturas domésticas podem ser tão decisivas quanto as negociações com o centrão.

O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, reafirmou nesta terça-feira que o PL mantém Michelle Bolsonaro como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. A declaração chega quase um mês após a ex-primeira-dama publicar um vídeo acusando o enteado de maltratá-la — episódio que lançou incerteza sobre sua permanência na disputa. Para Marinho, Michelle segue sendo um ativo valioso: pontua bem nas pesquisas e tem relevância nacional. Ele ressalvou, porém, que caberá a ela falar sobre a candidatura "num momento oportuno".

Apesar do discurso público, a avaliação interna aponta em direção oposta. Integrantes do partido acreditam que Michelle não comparecerá à convenção nacional de sábado, que oficializará a candidatura de Flávio à Presidência. A expectativa se consolidou após Eduardo Bolsonaro classificar as manifestações da ex-primeira-dama como "imaturidade", expondo fraturas familiares que podem comprometer a estratégia eleitoral do grupo.

Para compensar possíveis ausências, Flávio busca presenças simbólicas de peso. O presidente argentino Javier Milei foi convidado para a convenção, reforçando a dimensão internacional da campanha. Paralelamente, a semana será decisiva para negociações com o centrão: o objetivo é convencer União Brasil-PP e Republicanos a apoiarem formalmente a candidatura, ampliando um tempo de televisão que hoje é cerca de 20% menor que o do presidente Lula.

Essas negociações também definirão a vice de Flávio. O partido busca uma mulher com representatividade e capacidade de interlocução — não apenas uma escolha simbólica de gênero. A favorita é Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, filiada ao Republicanos. Sua inclusão na chapa, porém, depende do apoio formal do deputado Marcos Pereira, presidente do partido. O escândalo Dark Horse deixou cicatrizes nas relações com o centrão, e os próximos dias dirão se Flávio consegue reconstruir essas pontes ou se a campanha seguirá em terreno instável.

O senador Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro pelo PL, reafirmou nesta terça-feira que o partido mantém Michelle Bolsonaro como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal. A declaração chega quase um mês depois que a ex-primeira-dama publicou um vídeo acusando o enteado de maltratá-la, um episódio que lançou incerteza sobre sua permanência na disputa eleitoral.

Segundo Marinho, Michelle continua sendo um ativo valioso para o partido. "Está pontuando muito bem nas pesquisas, é um quadro extremamente importante pra nós, tem uma relevância não só no DF, mas em todo o Brasil", afirmou o senador. Ele ressalvou, porém, que caberá à ex-primeira-dama falar publicamente sobre sua candidatura "num momento oportuno". O coordenador confirmou ainda que Michelle recebeu convite para a convenção nacional do PL marcada para sábado, evento que oficializará a candidatura de Flávio à Presidência.

No entanto, a avaliação interna do partido aponta para cenário oposto. Integrantes do PL acreditam que Michelle não comparecerá ao evento. Essa expectativa ganhou força após Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, criticar publicamente as manifestações da ex-primeira-dama, classificando-as como "imaturidade". A tensão familiar expõe fraturas que podem comprometer a estratégia eleitoral do grupo.

Flávio tenta compensar possíveis ausências com outras presenças de peso. Marinho revelou que o presidente argentino Javier Milei foi convidado para falar na convenção. Milei é visto como um dos principais aliados internacionais do bolsonarismo e sua participação reforçaria a dimensão global da campanha. "Estamos discutindo com o pessoal dele, tem um grupo, um cerimonial, embaixador", explicou o coordenador.

A semana será decisiva também para negociações com partidos do centrão. Flávio e sua equipe, que inclui o presidente do PL Valdemar Costa Neto, tentarão convencer a federação União Brasil-PP e o Republicanos a apoiarem formalmente a candidatura. O objetivo é aumentar o tempo de televisão disponível para a campanha, que atualmente é aproximadamente 20% menor que o do presidente Lula, que conta com apoio de PSB, PC do B, PDT, PV, PSOL e Rede.

Essas negociações também definirão quem será a vice de Flávio. Marinho deixou claro que o partido busca uma mulher com "representatividade, legitimidade e capacidade de interlocução", não apenas alguém escolhida pelo gênero. A favorita é Daniella Marques, ex-presidente da Caixa e filiada ao Republicanos. Para que ela integre a chapa, o deputado federal Marcos Pereira, presidente do Republicanos, precisaria apoiar Flávio oficialmente.

O pré-candidato enfrenta desgastes acumulados com o centrão, especialmente após o escândalo Dark Horse, que quebrou expectativas até mesmo de presidentes do PP e União Brasil que desejavam apoiá-lo. Marinho enfatizou a importância do apoio desses partidos: "O tempo de televisão permite que à campanha possa mostrar o seu candidato, mostrar de que forma ele se comportará no exercício da Presidência da República, responder críticas e ser absolutamente transparente para com a sociedade".

Flávio também trabalha para consolidar pelo menos 20 palanques estaduais bem definidos, com apoio de candidatos ao governo. Segundo Marinho, essa articulação regional favorece uma possível aliança com União-PP e Republicanos. "Estamos construindo palanques regionais e em vários estados nós temos aí composições com Republicanos com a União Brasil, com o Podemos com próprio Partido Progressista", disse o coordenador. Os próximos dias determinarão se essas peças se encaixam ou se a campanha enfrentará novos obstáculos.

Está pontuando muito bem nas pesquisas, é um quadro extremamente importante pra nós, tem uma relevância não só no DF, mas em todo o Brasil
— Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro
O tempo de televisão permite que à campanha possa mostrar o seu candidato, mostrar de que forma ele se comportará no exercício da Presidência da República, responder críticas e ser absolutamente transparente para com a sociedade
— Rogério Marinho
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