Todas as noites, numa cama com papel de parede de minidocinhos, uma mãe e sua filha de oito anos adormecem abraçadas — e nesse gesto simples reside uma contestação silenciosa a décadas de teoria psicanalítica. A colunista reflete sobre como esse ritual noturno não é uma falha de individuação, mas o cumprimento de uma espera que atravessou toda a sua vida anterior à maternidade. No encontro entre o corpo quente da criança e o cérebro inquieto da mãe, a experiência vivida reivindica seu lugar diante da abstração teórica.
Contra recomendações psicanalíticas, mãe dorme abraçada à filha de oito anos
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