No limiar de um prazo que não admitia hesitação, o Vasco da Gama conquistou, pela via judicial, o direito de disputar sua semifinal continental no Maracanã — templo maior do futebol carioca. Após dias de batalhas nos tribunais contra o consórcio que administra o estádio, um desembargador finalmente abriu as portas da arena para o duelo com o Boca Juniors em 20 de outubro. É o tipo de vitória que chega antes do apito inicial, lembrando que o esporte, como a vida, se decide também fora dos gramados.
Conmebol confirma Maracanã para Vasco x Boca Juniors após vitória do cruz-maltino na Justiça
O Vasco finalmente conseguiu o que a Justiça lhe reconheceu como direito
Por que o Vasco enfrentou tanta dificuldade para usar o Maracanã? Não é o estádio da cidade?
Tecnicamente é, mas desde 2013 o Maracanã é administrado por um consórcio entre Flamengo e Fluminense. Quando o Vasco pediu para usar o estádio, esse consórcio se recusou. Por isso o clube precisou ir à Justiça.
Mas por que o consórcio Fla-Flu se recusou? A fonte não explica isso. Sabemos que houve negativa, mas não sabemos os motivos.
É verdade. A fonte não detalha as razões da recusa. Pode ter sido questão contratual, financeira, ou simplesmente uma disputa política entre os clubes.
E quantas vezes o Vasco perdeu na Justiça antes de vencer?
Duas vezes. Primeiro na ação popular de um sócio, depois em segunda instância quando recorreu da decisão inicial.
Importante notar que foram duas instâncias diferentes. A ação popular foi uma coisa, a ação cível foi outra. Não é exatamente a mesma questão julgada duas vezes.
E quem foi o juiz que finalmente deu razão ao Vasco?
O desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª Câmara de Direito Privado. Ele analisou um novo recurso apresentado nesta sexta-feira.
A fonte não deixa claro se esse novo recurso era sobre a mesma questão ou se havia algo diferente que justificasse uma terceira tentativa.
Qual é a importância do Maracanã para o Vasco nessa partida?
É o maior estádio do Rio. Significa jogar em casa, com a torcida, em um lugar com história. Para uma semifinal, isso é significativo.
The Pulse
- O Vasco corria contra o relógio: a Conmebol exigia a confirmação do local até sábado, e o clube acumulava derrotas na Justiça enquanto o prazo se esgotava.
- O impasse com o consórcio Fla-Flu, gestor do Maracanã, transformou o direito de jogar em casa numa disputa jurídica de vários rounds, com liminares negadas em série.
- A diretoria cruz-maltina mobilizou aliados de peso — Ferj, CBF e a própria Conmebol — e trabalhou nos bastidores enquanto preparava um novo recurso como última cartada.
- O desembargador Marco Antônio Ibrahim concedeu a tutela ao clube na sexta-feira, derrubando a decisão que havia bloqueado o estádio e abrindo caminho para a confirmação oficial.
- Com o Maracanã garantido, o Vasco enfrenta o Boca Juniors em 20 de outubro diante de sua torcida, no maior estádio do Rio de Janeiro.
No limiar de um prazo que não admitia hesitação, o Vasco da Gama conquistou, pela via judicial, o direito de disputar sua semifinal continental no Maracanã — templo maior do futebol carioca. Após dias de batalhas nos tribunais contra o consórcio que administra o estádio, um desembargador finalmente abriu as portas da arena para o duelo com o Boca Juniors em 20 de outubro. É o tipo de vitória que chega antes do apito inicial, lembrando que o esporte, como a vida, se decide também fora dos gramados.
A Conmebol oficializou nesta sexta-feira o Maracanã como sede da semifinal da Copa Sul-Americana entre Vasco e Boca Juniors, marcada para 20 de outubro. A confirmação encerrou uma disputa judicial que se arrastou por dias e colocou o clube cruz-maltino à beira de perder o direito de jogar em casa.
O caminho foi tortuoso. O Vasco enfrentou o consórcio Fla-Flu, administrador do estádio, e recorreu à Justiça em diferentes frentes. Uma ação popular movida por um sócio foi negada; uma ação cível do próprio clube foi suspensa e, depois de reativada, também teve o recurso rejeitado em segunda instância. A diretoria acumulava derrotas enquanto o prazo da Conmebol se aproximava.
Sem desistir, o clube trabalhou nos bastidores com o apoio da Federação de Futebol do Rio, da CBF e da própria Conmebol, e cogitou até recorrer a Brasília. Na sexta-feira, apresentou um novo recurso contra a decisão de 6 de outubro. Dessa vez, o desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª Câmara de Direito Privado, concedeu a tutela ao Vasco — no último momento antes do prazo limite.
Com o Maracanã confirmado, o clube poderá contar com a maior estrutura da região e o calor de sua torcida para enfrentar o adversário argentino numa das semifinais mais aguardadas do futebol sul-americano.
A Conmebol oficializou nesta sexta-feira o Maracanã como palco para o confronto entre Vasco e Boca Juniors pela semifinal da Copa Sul-Americana, marcado para 20 de outubro. A confirmação encerrou uma disputa judicial que se estendeu por dias, com o clube cruz-maltino finalmente obtendo o aval que lhe permitirá usar o maior estádio do Rio de Janeiro para receber o adversário argentino.
O caminho até essa decisão foi tortuoso. O Vasco enfrentou um impasse com o consórcio Fla-Flu, que administra o Maracanã, e precisou recorrer aos tribunais para garantir o direito de usar a arena. A diretoria começou a semana com sucessivas derrotas nas cortes. Primeiro, um sócio do clube entrou com uma ação popular pedindo a liberação do estádio, mas o juiz recusou o pedido liminar. Simultaneamente, o Vasco acionou a Justiça com uma ação cível contra a concessionária, mas o magistrado suspendeu o processo até que a ação popular fosse julgada. Quando essa ação foi negada, o Vasco reativou seu processo cível. Recorreu da decisão, mas teve o pedido negado novamente em segunda instância.
A diretoria não desistiu. Trabalhou nos bastidores com apoios da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, da Confederação Brasileira de Futebol e da própria Conmebol. Cogitou ainda um novo recurso em Brasília. Nesta sexta-feira, apresentou um novo recurso à Justiça do Rio contra a decisão de 6 de outubro que havia negado a liberação imediata do estádio. Dessa vez, obteve sucesso. O desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª Câmara de Direito Privado, concedeu a tutela ao clube.
A decisão chegou no prazo limite. O cronograma estabelecia que o local do duelo deveria ser divulgado até sábado, 10 de outubro. Com a confirmação do Maracanã, o Vasco poderá contar com a estrutura de maior capacidade da região para enfrentar o Boca Juniors, levando consigo o apoio de sua torcida em um estádio que representa a história do futebol carioca.
Notable Quotes
O Vasco recebeu o aval da Justiça do Rio depois de ter pedido negado outras duas vezes ao longo do processo— O Globo