A cada ano, o esforço de medir o que é difícil de medir — a qualidade do saber institucionalizado — ganha nova forma no Brasil. O Ranking Universitário Folha chega à sua 12ª edição avaliando mais de 2.200 instituições de ensino superior, com foco em 205 universidades e 42 carreiras, sustentado por uma equipe editorial ampla e um conselho de oito especialistas que emprestam ao projeto décadas de experiência em governança, pesquisa e avaliação acadêmica. É um retrato coletivo do ensino superior brasileiro — imperfeito como todo retrato, mas necessário como todo espelho.
Conheça a equipe por trás do Ranking Universitário Folha 2026
Primeira mulher negra eleita reitora de universidade federal
Por que o Ranking Universitário Folha precisa de um conselho editorial tão grande e experiente? Não seria suficiente apenas coletar os dados?
O conselho existe justamente para garantir que os critérios usados na avaliação façam sentido. Esses oito especialistas analisam a metodologia, sugerem mudanças e orientam o foco das reportagens. Eles trazem experiência real em avaliação acadêmica e governança universitária.
Mas qual é exatamente o poder desse conselho? Eles podem vetar decisões editoriais ou apenas aconselham? A fonte não deixa claro se as sugestões deles são vinculantes ou consultivas.
Joana Guimarães é descrita como "a mais nova integrante" — isso significa que o conselho foi recentemente expandido?
Não necessariamente. Pode significar que ela é a mais recente a ser incorporada, mas não sabemos quando os outros entraram ou se há rotatividade no conselho.
Exatamente. A fonte não informa quando cada membro aderiu ao conselho ou qual é o mandato deles. Sabemos que Sabine Righetti organizou o RUF de 2012 a 2019, então há continuidade, mas os detalhes sobre a estrutura do conselho estão ausentes.
A presença de inteligência artificial na produção de imagens é algo novo para o ranking?
A fonte menciona que as imagens foram "criadas com uso de inteligência artificial", mas não deixa claro se isso é uma inovação de 2026 ou se já era feito antes. O que fica evidente é que há uma equipe dedicada coordenada por Giselle Beiguelman.
Isso é um ponto importante: não sabemos se o uso de IA para imagens é novo nesta edição ou se vem de edições anteriores. A fonte também não explica qual é o impacto dessa escolha na apresentação do ranking.
Com mais de 2.200 instituições avaliadas, como o ranking consegue manter qualidade na análise?
A estrutura é bastante grande: equipes de apuração de dados, Datafolha e Deltafolha fazendo coleta, além de especialistas revisando. Mas a fonte não detalha exatamente como essas 2.200 instituições são avaliadas — se todas recebem o mesmo escrutínio ou se há categorias diferentes.
Isso é crucial e está faltando. Sabemos que 205 universidades foram avaliadas especificamente, mas o que acontece com as outras 2.000 instituições? Elas são apenas listadas ou também recebem análise? A metodologia não fica clara.
The Pulse
- Com mais de 2.200 instituições no escopo, o RUF 2026 enfrenta o desafio de comparar realidades educacionais profundamente desiguais em um país continental.
- A composição do conselho editorial — que inclui ex-reitores, pesquisadores do CNPq e a primeira mulher negra eleita reitora de uma universidade federal no Brasil — sinaliza uma tentativa de ampliar a diversidade de perspectivas na avaliação.
- A inteligência artificial deixou de ser coadjuvante e ganhou equipe própria na operação, com imagens do projeto criadas inteiramente por IA sob supervisão acadêmica da FAU-USP.
- A metodologia segue em evolução, combinando coleta de dados do Datafolha e da Deltafolha com revisão especializada, numa estrutura que busca rigor sem abrir mão da acessibilidade jornalística.
A cada ano, o esforço de medir o que é difícil de medir — a qualidade do saber institucionalizado — ganha nova forma no Brasil. O Ranking Universitário Folha chega à sua 12ª edição avaliando mais de 2.200 instituições de ensino superior, com foco em 205 universidades e 42 carreiras, sustentado por uma equipe editorial ampla e um conselho de oito especialistas que emprestam ao projeto décadas de experiência em governança, pesquisa e avaliação acadêmica. É um retrato coletivo do ensino superior brasileiro — imperfeito como todo retrato, mas necessário como todo espelho.
O Ranking Universitário Folha chega à sua 12ª edição com escopo ampliado: mais de 2.200 instituições de ensino superior passam pela avaliação, mas o foco editorial recai sobre 205 universidades brasileiras — públicas e privadas — e as 42 carreiras com maior número de ingressantes no país.
A operação é conduzida por uma estrutura editorial que vai do publisher Luiz Frias ao editor-líder Eduardo Scolese, passando pela coordenação geral de Carlos Ponce de Leon e Judith Brito. A apuração de dados envolve equipes do Datafolha e da Deltafolha, e o trabalho passa pelo crivo de um conselho editorial com oito especialistas em educação superior e avaliação acadêmica.
Entre os conselheiros, destacam-se trajetórias diversas: Adolfo-Ignacio Calderón pesquisa rankings universitários desde 2014 na PUC-Campinas; Carlos Henrique de Brito Cruz é ex-reitor da Unicamp e vice-presidente sênior na Elsevier; Guilherme Ary Plonski é professor sênior da USP e pesquisador-emérito do CNPq. Helena Sampaio, da Unicamp, foi secretária nacional de Regulação da Educação Superior no MEC. Ronaldo Mota ocupa cátedra em inteligência artificial na UFRJ e foi secretário nacional de educação superior. Sabine Righetti, jornalista e doutora em política científica, organizou o próprio RUF entre 2012 e 2019. Soraya Smaili, ex-reitora da Unifesp, coordena iniciativas científicas de peso na área da saúde.
A mais recente integrante do conselho é Joana Guimarães — geóloga, doutora pela Cornell University, filha de trabalhadores rurais do interior da Bahia e primeira mulher negra eleita reitora de uma universidade federal no Brasil, cargo que exerceu na Universidade Federal do Sul da Bahia de 2018 a 2026.
A edição de 2026 também marca a consolidação da inteligência artificial como parte estrutural do projeto: uma equipe dedicada coordenou a criação das imagens com IA, sob liderança acadêmica de Giselle Beiguelman, professora da FAU-USP. A diversidade de competências reunidas — jornalismo, dados, design, tecnologia e pesquisa — reflete a complexidade de avaliar, em escala nacional, o ensino superior brasileiro.
O Ranking Universitário Folha chega este ano à sua 12ª edição com um escopo que se expandiu significativamente: mais de 2.200 instituições de ensino superior agora passam pela avaliação, um universo que inclui universidades, centros universitários e faculdades espalhados pelo país. Para esta edição de 2026, a equipe concentrou esforços em 205 universidades brasileiras, tanto públicas quanto privadas, além de mapear as 42 carreiras que recebem o maior número de ingressantes nas instituições nacionais.
Por trás dessa operação está uma estrutura editorial robusta. Luiz Frias comanda como publisher, com Sérgio Dávila na direção de redação e Vinícius Mota como editor-executivo. A coordenação geral fica a cargo de Carlos Ponce de Leon e Judith Brito, enquanto Eduardo Scolese atua como editor-líder, apoiado por Graciliano Toni na edição e João Rabelo na assistência. A apuração dos dados, coordenada por Estêvão Gamba, envolve equipes da Datafolha — com Luciana Chong na direção — e da Deltafolha, sob edição de Paula Soprana. Esse trabalho de coleta e análise de informações passa ainda por revisão e sugestões de um conselho editorial formado por oito especialistas em avaliação acadêmica e educação superior.
O conselho reúne nomes de peso no cenário educacional brasileiro. Adolfo-Ignacio Calderón, aos 57 anos, é professor de pós-graduação em educação na PUC-Campinas e bolsista de produtividade do CNPq, dedicando-se desde 2014 a pesquisar rankings acadêmicos e governança universitária. Carlos Henrique de Brito Cruz, aos 70, ocupa posição de vice-presidente sênior de redes de pesquisa na Elsevier e é professor emérito da Unicamp, instituição que dirigiu como reitor; integra ainda a Academia Brasileira de Ciências e é fellow da American Association for the Advancement of Science. Guilherme Ary Plonski, aos 78, é professor sênior da USP e assessor da Reitoria da Unesp, pesquisador-emérito do CNPq e membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.
Helena Sampaio, aos 64, é professora livre-docente da Faculdade de Educação da Unicamp e editora-chefe da revista Pro-Posições; ocupou também o cargo de secretária nacional de Regulação e Supervisão da Educação Superior no Ministério da Educação. Joana Guimarães, aos 68, é a mais recente integrante do conselho e traz uma trajetória singular: primeira mulher negra eleita reitora de uma universidade federal no Brasil, dirigiu a Universidade Federal do Sul da Bahia de junho de 2018 a maio de 2026. Geóloga com doutorado em engenharia ambiental pela Cornell University, nasceu em Itajuípe, na Bahia, filha de trabalhadores rurais e primeira de sua família a chegar ao ensino superior.
Ronaldo Mota, aos 71, é titular da cátedra em inteligência artificial e pesquisador visitante emérito junto ao Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ, além de membro da Comissão de Assuntos Estratégicos do BNDES e ex-secretário nacional de educação superior do MEC. Sabine Righetti, aos 45, é jornalista e doutora em política científica, pesquisadora no Labjor-Unicamp e assessora da coordenadoria geral da Fapesp; organizou o RUF de 2012 a 2019 e fundou em 2020 a Agência Bori de divulgação de ciência para jornalistas. Soraya S. Smaili, aos 63, é professora titular da Escola Paulista de Medicina, coordenadora do SoU_Ciência e do Centro Avançado de Diagnóstico Molecular da Unifesp, vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e ex-reitora da Unifesp entre 2013 e 2021.
Além da estrutura editorial e do conselho, o ranking conta com equipes especializadas em tecnologia, design e infografia. A inteligência artificial ganhou espaço próprio na operação, com Dani Braga como editora e Mariana Agunzi como editora-adjunta. As imagens utilizadas no projeto foram criadas com uso de inteligência artificial sob liderança de Giselle Beiguelman, professora titular da FAU-USP e coordenadora do Gaia, com participação de Bianca Turner, Felipe Mamone, João Generoso Gonzales, Luisa Rodrigues, Maria Clara Villas, Renata Perim Lopes e Rian Souza. Essa diversidade de competências — desde jornalismo até tecnologia, passando por design e análise de dados — reflete a complexidade de produzir um ranking que pretende mapear e avaliar o ensino superior em escala nacional.
Notable Quotes
Pesquisa, publica artigos e livros e forma mestres e doutores em torno da temática dos rankings acadêmicos e governança universitária— Descrição da atuação de Adolfo-Ignacio Calderón desde 2014