Comunidade Menonita de Witmarsum é reconhecida como povo tradicional pela Assembleia do Paraná

O próximo passo está nas mãos do governador.
Aprovado pelo plenário, o reconhecimento dos menonitas de Witmarsum aguarda sanção.
Mark

Então o que exatamente a Assembleia aprovou na terça?

Mimi

O Projeto de Lei 1037/2025, que reconhece a Comunidade Menonita da Colônia Witmarsum como Povo Tradicional do Paraná. Também declara as práticas culturais menonitas patrimônio cultural imaterial do estado.

Mark

E por que isso importa para quem vive lá?

Mimi

Porque o texto prevê que o Executivo comunique o reconhecimento aos órgãos estaduais, permitindo registro e políticas públicas específicas. A comunidade está em Palmeira desde 1951.

Luke

Vale separar as coisas: o que foi aprovado é o reconhecimento. As políticas públicas ainda são uma possibilidade, não há detalhes de quais seriam nem de orçamento.

Mark

A língua Plautdietsch aparece com destaque, não?

Mimi

Sim. Ela já era patrimônio imaterial em Palmeira, e o projeto a valoriza como elo entre gerações.

Luke

Isso está no texto do projeto, mas a reportagem não diz como essa valorização se traduzirá na prática.

Mark

E a afirmação de que os valores menonitas contribuíram para o desenvolvimento da região?

Luke

É a caracterização do projeto e da matéria. Não há números nem estudo citado que a sustentem.

Mark

Já é lei, então?

Mimi

Ainda não. Falta a decisão do governador sobre a sanção.

Luke

Exato. Até lá, é um projeto aprovado, e a reportagem não informa prazo para a decisão.

  • A aprovação plenária do PL 1037/2025 coloca oficialmente a Colônia Witmarsum no mapa dos povos tradicionais do Paraná.
  • A língua Plautdietsch, que já era patrimônio imaterial em Palmeira, ganha agora respaldo estadual e relevância renovada.
  • O texto só ganha força de lei após a sanção do governador, e até lá o reconhecimento permanece em suspenso.
  • Com a sanção, o Executivo deverá comunicar os órgãos estaduais e abrir caminho para políticas públicas específicas à comunidade.

Em uma terça-feira de fevereiro, a Assembleia Legislativa do Paraná deu um passo que reconhece, em nome do estado, uma história que começou em 1951 nas terras de Palmeira. Ao aprovar o PL 1037/2025, os deputados afirmaram que a Comunidade Menonita de Witmarsum não é apenas uma presença local, mas um modo de viver em comunidade, feito de cooperação, pacifismo e transmissão de saberes de geração em geração. A medida ainda aguarda a assinatura do governador para tornar-se lei, mas já sinaliza que a diversidade cultural paranaense passa a ter um lugar formal no reconhecimento público.

Na terça-feira (10), o Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou o Projeto de Lei nº 1037/2025, que reconhece a Comunidade Menonita da Colônia Witmarsum como Povo Tradicional do Estado. A proposta, de autoria do deputado Luiz Fernando Guerra, passou antes pelas comissões de Constituição e Justiça e de Cultura.

A presença menonita em Palmeira remonta a 1951, e o reconhecimento estadual abrange não só essa presença, mas também a organização social, o modo de vida e as práticas culturais do grupo, que há mais de sete décadas fazem parte da identidade paranaense.

Um dos pontos centrais do projeto é a valorização da língua Plautdietsch, já reconhecida como patrimônio imaterial do município. Para o autor, ela é um elo entre gerações e guarda a história de quem se estabeleceu na região.

O texto também registra o peso dos princípios da comunidade, como a vida comunitária, o cooperativismo e o pacifismo, apontados como fatores de desenvolvimento econômico e social. Com a sanção do governador, o Executivo deverá comunicar o reconhecimento aos órgãos competentes e iniciar políticas específicas. Até lá, a decisão segue na mesa do governador.

Na terça-feira (10), o Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou o Projeto de Lei nº 1037/2025, que reconhece oficialmente a Comunidade Menonita da Colônia Witmarsum como Povo Tradicional do Estado. A autoria é do deputado estadual Luiz Fernando Guerra.

Antes de chegar ao plenário, o texto passou pelas comissões de Constituição e Justiça e de Cultura. Com a votação, o estado passa a reconhecer de maneira formal a presença menonita no território de Palmeira, que data de 1951. O reconhecimento vai além da presença: abrange a organização social do grupo, seu modo de vida e suas práticas culturais, que fazem parte da identidade paranaense há mais de sete décadas.

Um dos pontos de maior peso no projeto é a valorização da língua Plautdietsch. Ela já havia sido reconhecida como patrimônio cultural imaterial no município de Palmeira. Segundo a descrição do projeto, o idioma funciona como elo entre gerações e carrega a história e a identidade dos menonitas que se estabeleceram na região.

A comunidade de Witmarsum se distingue por princípios como a vida comunitária, o cooperativismo e o pacifismo. Esses valores, de acordo com o texto, contribuíram para o desenvolvimento econômico e social da região. O modelo de organização, baseado na cooperação e na transmissão de saberes e tradições de uma geração a outra, é apontado como marca do grupo.

Para o autor, o alcance da medida é amplo. "O reconhecimento é um passo importante para a valorização da diversidade cultural paranaense e para a garantia de políticas públicas voltadas à preservação do patrimônio imaterial e dos direitos das comunidades tradicionais", destacou Luiz Fernando Guerra.

A lei também traz consequências práticas. Ela prevê que o Poder Executivo comunique o reconhecimento aos órgãos estaduais competentes, o que permitirá o registro adequado e o desenvolvimento de políticas públicas específicas para a comunidade. Além disso, as práticas culturais menonitas passam a ser oficialmente reconhecidas como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Paraná.

O próximo passo está nas mãos do governador. A proposta segue agora para a mesa dele, que decidirá sobre a sanção. Só depois disso o Executivo poderá comunicar os órgãos estaduais e dar início às políticas específicas previstas no texto.

O reconhecimento é um passo importante para a valorização da diversidade cultural paranaense e para a garantia de políticas públicas voltadas à preservação do patrimônio imaterial e dos direitos das comunidades tradicionais.
— Luiz Fernando Guerra, deputado estadual e autor do projeto
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