Colômbia pede suspensão de tarifas a Trump após terremoto de 7,4

Terremoto de magnitude 7,4 matou pelo menos 289 pessoas, deixou mais de 70 desaparecidas em Cali e devastou cidades como Pereira, Cali e Quibdó no oeste colombiano.
Milagres acontecem, mas já se passaram mais de 120 horas
O prefeito de Cali mantém operações de resgate além da janela crítica para encontrar sobreviventes.
Mark

Por que um presidente pediria alívio tarifário justamente quando seu país está em crise humanitária?

Mimi

Porque a crise humanitária se torna também uma crise econômica muito rapidamente. As empresas colombianas já estavam sob pressão das tarifas americanas. Um terremoto não suspende essas pressões — as amplifica.

Mark

De la Espriella tinha alguma razão para acreditar que Trump concordaria?

Mimi

Sim. Trump havia apoiado sua campanha eleitoral semanas antes. De la Espriella estava apostando que essa aliança política se converteria em flexibilidade comercial em um momento de vulnerabilidade.

Mark

Os EUA já estavam ajudando, então. Por que pedir mais?

Mimi

Porque US$ 26,5 milhões em alimentos e abrigos não reconstroem uma economia. O presidente estava pensando além do imediato — em como as empresas colombianas sobreviveriam aos próximos meses.

Mark

E as pessoas ainda desaparecidas em Cali? Elas importam nessa negociação?

Mimi

Importam moralmente, mas não aparecem na conversa diplomática. Enquanto De la Espriella falava com Trump, o prefeito de Cali ainda procurava por 70 pessoas. São duas crises acontecendo simultaneamente.

Mark

O prefeito disse algo que pareceu importante — sobre milagres.

Mimi

Ele estava sendo honesto sobre o que restava. Passadas 120 horas, encontrar alguém vivo sob os escombros seria realmente um milagre. Mas ele continuava procurando.

  • Um terremoto de magnitude 7,4 destruiu cidades inteiras no oeste da Colômbia — Pereira, Cali e Quibdó — deixando ao menos 289 mortos e mais de 70 desaparecidos.
  • Mais de 120 horas após o tremor, equipes de resgate em Cali ainda vasculham escombros além da janela crítica de sobrevivência, sustentadas pela esperança de um milagre.
  • O presidente De la Espriella, aliado declarado de Trump, aproveitou a crise para pedir publicamente a suspensão de tarifas americanas que agravam o colapso econômico pós-desastre.
  • Os EUA já enviaram US$ 26,5 milhões em ajuda humanitária, mas o governo colombiano busca algo mais estrutural: alívio comercial que sustente a recuperação a longo prazo.

Quando a terra treme e as cidades viram escombros, os governantes são chamados a negociar não apenas a sobrevivência imediata, mas o futuro econômico de um povo. O presidente colombiano Abelardo de la Espriella, recém-empossado e diante de um terremoto de magnitude 7,4 que ceifou ao menos 289 vidas no oeste do país, recorreu ao seu aliado político Donald Trump com um pedido que vai além da ajuda humanitária: a suspensão das tarifas comerciais que sufocam os empresários colombianos em meio à crise. É o momento em que a diplomacia e o luto se encontram no mesmo despacho.

Na noite de sábado, enquanto a Colômbia ainda contava seus mortos, o presidente Abelardo de la Espriella fez um pedido direto a Donald Trump: suspenda as tarifas que pesam sobre os negócios colombianos. Recém-empossado, De la Espriella viu na tragédia uma janela de negociação com um aliado político que havia apoiado publicamente sua eleição.

O terremoto de magnitude 7,4 havia sacudido o oeste colombiano na manhã de segunda-feira, transformando Pereira, Cali e Quibdó em campos de escombros. A costa do Pacífico foi particularmente devastada. Com ao menos 289 mortos e estado de desastre natural declarado, o presidente colombiano conversou com Trump e publicou na rede X um agradecimento pela ajuda já enviada — US$ 26,5 milhões em alimentos, abrigos e suprimentos médicos — ao mesmo tempo em que argumentava que as tarifas altas sufocavam os empresários num momento de colapso nacional.

A aposta de De la Espriella tinha fundamento político: Trump havia apoiado sua candidatura no segundo turno de junho, e o novo presidente vinha cultivando essa conexão com Washington. Agora, tentava converter a aliança em concessões comerciais concretas para acelerar a recuperação econômica.

Enquanto isso, em Cali, a terceira maior cidade do país, o prefeito Alejandro Eder mantinha as operações de resgate mesmo após o esgotamento da janela crítica de 72 horas. Com mais de 120 horas transcorridas desde o tremor e mais de 70 pessoas ainda desaparecidas, as equipes continuavam trabalhando nos locais onde sabiam haver vítimas. Eder falava em milagres. A esperança, por ora, era resgatar alguém com vida.

Na noite de sábado, enquanto a Colômbia ainda contabilizava os mortos de um terremoto devastador, seu presidente fez um pedido direto ao líder americano: suspenda as tarifas que pesam sobre nossos negócios. Abelardo de la Espriella, que havia assumido o cargo apenas dias antes do tremor, viu na crise uma oportunidade de negociação com um aliado político.

O terremoto de magnitude 7,4 havia atingido o oeste colombiano na manhã de segunda-feira, deixando pelo menos 289 mortos e transformando cidades inteiras em escombros. Pereira, Cali e Quibdó sofreram os piores danos. A costa do Pacífico foi particularmente devastada. De la Espriella declarou estado de desastre natural e, naquela noite, conversou com Donald Trump para pedir alívio comercial que pudesse ajudar na recuperação econômica do país.

Em uma publicação na rede social X, o presidente colombiano agradeceu Trump pela assistência já enviada e explicou seu pedido: as tarifas altas estavam sufocando os empresários colombianos em um momento em que o país inteiro enfrentava consequências catastróficas do desastre. O Departamento de Estado americano havia informado que os EUA já haviam disponibilizado US$ 26,5 milhões em ajuda humanitária — alimentos, abrigos, suprimentos médicos — mas De la Espriella buscava algo mais estrutural para a economia.

O presidente colombiano tinha razões para acreditar que Trump ouviria. Havia recebido apoio explícito do líder americano durante o segundo turno das eleições presidenciais em junho, e desde então vinha enfatizando suas conexões com Washington. Agora, com o país em crise, tentava converter essa aliança política em concessões comerciais.

Mas enquanto diplomatas negociavam tarifas, em Cali — a terceira maior cidade da Colômbia — equipes de resgate continuavam procurando por mais de 70 pessoas desaparecidas. A janela crítica de 48 a 72 horas para encontrar sobreviventes sob os escombros já havia passado. Mais de 120 horas se haviam escoado desde o tremor. Ainda assim, o prefeito Alejandro Eder mantinha as operações, falando em milagres enquanto as equipes trabalhavam em locais onde sabiam que ainda havia vítimas. A esperança, disse ele, era resgatar pessoas com vida.

Solicitou a suspensão das altas tarifas para dar alívio aos empresários, que enfrentam momentos muito difíceis devido aos efeitos do terremoto
— Presidente Abelardo de la Espriella
Milagres acontecem. Estamos trabalhando onde sabemos que ainda há vítimas; estamos trabalhando com a esperança de resgatar pessoas com vida
— Prefeito de Cali, Alejandro Eder
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