Colchão cai de caminhão e fere mulher em avenida de Parintins

Rosana Lima de Souza sofreu escoriações em várias partes do corpo após ser atingida por colchão que se desprendeu de caminhão, relatando dores intensas e dificuldade para caminhar.
Não procuram ter uma segurança. Olha o que aconteceu comigo
Rosana Lima de Souza reclama da negligência na fixação de cargas após ser atingida por colchão que caiu de caminhão.
Mark

Por que um acidente como esse importa além do caso individual de Rosana?

Mimi

Porque revela um padrão. Não é sobre um colchão solto — é sobre a negligência sistemática. Cargas mal presas, motoristas que fogem, nenhuma consequência aparente. Se ninguém é responsabilizado, por que alguém se importaria em prender bem?

Mark

O neto conseguiu se desviar. Rosana não. Há algo nessa diferença que importa?

Mimi

Tudo. A criança viu o perigo vindo e reagiu. Rosana estava distraída, talvez pensando em pão, em coisas ordinárias. Ninguém espera ser atingido por um móvel em uma avenida no meio da manhã. Essa é a raiva dela — a violência do imprevisto.

Mark

O motorista parou. Mas só para pegar o colchão.

Mimi

Exatamente. Ele se importou mais com a carga do que com a pessoa que havia ferido. Isso diz tudo sobre como ele vê a situação — como um inconveniente logístico, não como um acidente com uma vítima.

Mark

Rosana está reclamando de falta de segurança. Mas quem é responsável por garantir isso?

Mimi

Essa é a pergunta que a polícia está tentando responder agora. O motorista? A empresa? O órgão de trânsito? Provavelmente todos têm alguma culpa. Mas enquanto isso, Rosana está com dores e dificuldade para andar.

  • Rosana Lima de Souza foi atingida por colchão box na Avenida Nações Unidas, Parintins, em 24 de julho
  • Neto conseguiu desviar; Rosana sofreu escoriações em várias partes do corpo
  • Motorista recolheu carga e deixou local sem prestar socorro
  • Motociclista levou vítima ao pronto atendimento
  • Polícia Civil investiga para identificar motorista e apurar circunstâncias

Rosana Lima de Souza foi atingida por colchão box ao caminhar pela Avenida Nações Unidas após sair para comprar pão, sofrendo escoriações em várias partes do corpo. Câmeras de segurança registraram o acidente; neto da vítima conseguiu desviar, mas mulher não escapou a tempo. Motorista recolheu carga e deixou local sem ajudar.

Autônoma é atingida por colchão que se desprendeu de caminhão em avenida de Parintins. Motorista deixou local sem prestar socorro à vítima.

Na sexta-feira, 24 de julho, Rosana Lima de Souza saiu de casa em Parintins para uma tarefa simples: comprar pão. Ela caminhava pela Avenida Nações Unidas, no centro da cidade, acompanhada pelo neto, quando um colchão box desprendeu-se da carroceria de um caminhão e a atingiu em cheio. O neto, mais ágil, percebeu o risco a tempo e conseguiu se desviar para a calçada. Rosana não teve a mesma sorte.

As câmeras de segurança da região capturaram tudo. Nas imagens, é possível ver o momento exato em que o móvel cai do veículo e atinge a mulher. O impacto deixou Rosana com escoriações espalhadas por várias partes do corpo. Ainda no local, ela relatava dores intensas e dificuldade para se mover. "Está muito dolorido. Não estou me sentindo bem, não estou conseguindo andar direito", disse, aguardando atendimento médico na unidade de saúde da cidade.

O que aconteceu depois agravou a situação. O motorista do caminhão parou o veículo, mas não para socorrer a vítima. Segundo testemunhas, ele apenas recolheu o colchão e os demais móveis que haviam caído da carroceria e seguiu em frente, deixando Rosana ferida na rua. Foi um motociclista que passou pelo local quem a ajudou, levando-a até o pronto atendimento.

A raiva de Rosana é compreensível. "Não procuram ver o que está acontecendo, não procuram passar uma fita no colchão, ter uma segurança. Olha o que aconteceu comigo", reclamou, apontando para a negligência que resultou em seu sofrimento. Sua queixa toca em um problema maior: a falta de cuidado com a fixação de cargas em transportes urbanos, algo que deveria ser rotina, não exceção.

O caso foi registrado na Delegacia Interativa de Polícia de Parintins. A Polícia Civil agora investiga as circunstâncias do acidente, tenta identificar o motorista do caminhão e busca entender por que a carga não estava adequadamente presa. A Empresa Municipal de Trânsito e Transportes de Parintins foi procurada para comentar que medidas estão sendo tomadas, mas até o momento não respondeu. O incidente levanta questões importantes sobre a segurança nas ruas da cidade e a responsabilidade de quem transporta carga em vias públicas.

Está muito dolorido. Não estou me sentindo bem, não estou conseguindo andar direito
— Rosana Lima de Souza, vítima do acidente
Não procuram ver o que está acontecendo, não procuram passar uma fita no colchão, ter uma segurança
— Rosana Lima de Souza, reclamando sobre negligência na fixação de cargas
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