Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo concentra quase metade dos votos válidos a um mês das eleições, colocando-se à beira de uma vitória em primeiro turno que, se confirmada, redesenharia o mapa político do maior colégio eleitoral do interior do país. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, revela não apenas uma liderança numérica, mas uma distância simbólica entre o favorito e seus adversários que raramente se vê em disputas estaduais competitivas. O momento captura algo mais amplo: a dificuldade da oposição em construir uma alternativa crível quando o eleitorado já parece
Cleitinho lidera pesquisa Datafolha para governo de MG com 49% dos votos válidos
49% dos votos válidos, apenas um ponto abaixo da vitória
Como se explica uma vantagem tão grande de Cleitinho neste momento da campanha?
A pesquisa mostra que ele tem consolidado um apoio que vai além do seu núcleo de base. Com 49% dos votos válidos, ele está muito próximo de vencer já no primeiro turno, o que sugere uma coligação ou uma rejeição aos adversários que funciona a seu favor.
Mas é importante notar que 49% ainda não é 50% mais um. Ele está perto, mas não lá. E quando você olha para votos totais, ele cai para 40%, com 9% de brancos e nulos e 8% de indecisos. Muita coisa pode mudar.
E quanto aos outros candidatos? Por que Patrus e Kalil estão tão distantes?
Patrus tem 20% dos votos válidos, o que é respeitável, mas ele carrega a maior rejeição da pesquisa — 32% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Kalil, apesar de ter sido prefeito e governador, aparece com apenas 13%.
Aqui vale uma ressalva: a rejeição de Patrus é alta, mas isso não significa automaticamente que esses votos vão para Cleitinho. Alguns podem ir para Kalil ou para candidatos menores. E 41% dos eleitores ainda não têm opinião formada sobre rejeição.
As simulações de segundo turno mostram Cleitinho vencendo fácil. Isso é confiável?
As simulações indicam cenários em que Cleitinho teria 60% contra Patrus e 56% contra Kalil. São margens amplas que sugerem uma posição forte em um eventual segundo turno.
Mas simulações de segundo turno são sempre especulativas. Elas testam dinâmicas que ainda não aconteceram. O que sabemos de verdade é o que está acontecendo agora, no primeiro turno, e aí Cleitinho está muito perto mas ainda não garantido.
Der Puls
- Cleitinho Azevedo chega a 49% dos votos válidos — um único ponto percentual separa o senador de encerrar a disputa já no primeiro turno.
- A vantagem de 29 pontos sobre Patrus Ananias, segundo colocado com 20%, torna a corrida assimétrica e pressiona os demais candidatos a justificarem sua permanência na disputa.
- Nas simulações de segundo turno, Cleitinho venceria Patrus por 60% a 24% e Kalil por 56% a 27%, sinalizando que sua força não depende do adversário.
- Patrus lidera o índice de rejeição com 32%, enquanto Cleitinho registra o menor índice entre os principais nomes, com apenas 15% — combinação que reforça sua posição dominante.
- O cenário pressiona PT e PDT a decidirem se mantêm candidaturas separadas ou se buscam alguma forma de convergência antes que a janela eleitoral se feche.
Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo concentra quase metade dos votos válidos a um mês das eleições, colocando-se à beira de uma vitória em primeiro turno que, se confirmada, redesenharia o mapa político do maior colégio eleitoral do interior do país. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, revela não apenas uma liderança numérica, mas uma distância simbólica entre o favorito e seus adversários que raramente se vê em disputas estaduais competitivas. O momento captura algo mais amplo: a dificuldade da oposição em construir uma alternativa crível quando o eleitorado já parece ter feito sua escolha.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira confirma o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como favorito destacado na corrida pelo governo de Minas Gerais. Entre os votos válidos — o critério oficial da Justiça Eleitoral —, ele aparece com 49%, a apenas um ponto de garantir a vitória já no primeiro turno. O levantamento ouviu 1.204 eleitores em 55 municípios do estado, com margem de erro de três pontos percentuais.
Patrus Ananias, do PT, ocupa o segundo lugar com 20% dos votos válidos, e Alexandre Kalil, do PDT, aparece em terceiro com 13%. A diferença de 29 pontos entre o primeiro e o segundo colocado é expressiva para uma eleição estadual. Os demais candidatos ficam muito distantes: Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) têm 5% cada, enquanto os outros concorrentes não passam de 3%.
Quando se incluem brancos, nulos e indecisos no cômputo geral, Cleitinho mantém 40% — o mesmo patamar da pesquisa anterior, realizada uma semana antes. Patrus subiu de 15% para 16%, e Kalil avançou de 9% para 11%, mas sem alterar o quadro de liderança confortável do senador.
As simulações de segundo turno reforçam o favoritismo: Cleitinho venceria Patrus por 60% a 24% e Kalil por 56% a 27%. No voto espontâneo, sem apresentação prévia dos nomes, ele lidera com 27%, enquanto 41% dos entrevistados ainda se declaram indecisos — margem que, na prática, pouco ameaça sua posição.
No campo da rejeição, Patrus é o mais rejeitado, com 32% dos eleitores afirmando que jamais votariam nele. Kalil tem 23% e Cleitinho apenas 15%, o menor índice entre os principais candidatos. A avaliação do governo Romeu Zema permanece estável, com 41% de aprovação e 35% de desaprovação. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela Globo e registrada no TSE sob o número MG-09729/2026.
A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca o senador Cleitinho Azevedo numa posição de liderança confortável na corrida pelo governo de Minas Gerais. Entre os votos válidos — aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos, o mesmo critério usado pela Justiça Eleitoral para proclamar o resultado oficial — Cleitinho aparece com 49%, apenas um ponto percentual abaixo do que seria necessário para vencer em primeiro turno.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias, do PT, fica em segundo lugar com 20% dos votos válidos, enquanto Alexandre Kalil, também ex-governador da capital mineira e filiado ao PDT, marca 13%. A distância entre o primeiro e o segundo colocado é de 29 pontos percentuais. O levantamento ouviu presencialmente 1.204 eleitores com 16 anos ou mais em 55 municípios do estado entre segunda e quinta-feira, com margem de erro máxima de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Os demais candidatos ficam bem mais distantes. Flávio Roscoe, do PL, e Mateus Simões, do PSD, têm 5% cada um dos votos válidos. Gabriel Azevedo, do MDB, marca 3%, e Ben Mendes, da Missão, 2%. Tulio Lopes, do PCB, Rafael Duda, do PSTU, Indira Xavier, da UP, e Henrique Áreas, do PCO, aparecem com 1% cada um.
Quando se considera o total de votos, incluindo brancos, nulos e indecisos, Cleitinho mantém a liderança com 40%, enquanto Patrus tem 16% e Kalil 11%. Brancos e nulos somam 9% do total, e os indecisos representam 8%. Comparando com a pesquisa anterior, realizada uma semana antes, Cleitinho manteve seus 40% em votos totais, enquanto Patrus subiu de 15% para 16% e Kalil avançou de 9% para 11%.
As simulações de segundo turno indicam vitórias amplas para Cleitinho em ambos os cenários testados. Contra Patrus, o senador venceria com 60% a 24%. Se o adversário fosse Kalil, Cleitinho marcaria 56% contra 27% do pedetista. Na pesquisa de voto espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos eleitores, Cleitinho aparece com 27%, seguido por Patrus com 10% e Kalil com 5%. Neste tipo de pergunta, 41% dos entrevistados se declararam indecisos.
No quesito rejeição, Patrus é o candidato mais rejeitado, com 32% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum no primeiro turno. Kalil tem 23% de rejeição, Flávio Roscoe 19% e Simões 16%. Cleitinho, por sua vez, apresenta 15% de rejeição, Ben Mendes 14%, e Gabriel e Rafael Duda 12% cada um.
A avaliação do governo estadual, atualmente sob comando de Romeu Zema, do Novo, mostra estabilidade. Apenas 19% dos eleitores consideram a administração boa ou ótima, enquanto 41% a avaliam como regular e 19% como ruim ou péssima. Quando perguntados sobre aprovação geral, 41% dos mineiros aprovam o trabalho do governador, 35% desaprovam e 24% não opinam. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela Globo e protocolada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MG-09729/2026.
Bemerkenswerte Zitate
Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa de 50% dos válidos mais um voto— Critério eleitoral conforme descrito na pesquisa