Cleitinho lidera pesquisa Datafolha para governo de MG com 49% dos votos válidos

49% dos votos válidos, apenas um ponto abaixo da vitória
Cleitinho Azevedo lidera pesquisa Datafolha para governo de Minas Gerais, próximo do limiar para vencer em primeiro turno.
Mark

Como se explica uma vantagem tão grande de Cleitinho neste momento da campanha?

Mimi

A pesquisa mostra que ele tem consolidado um apoio que vai além do seu núcleo de base. Com 49% dos votos válidos, ele está muito próximo de vencer já no primeiro turno, o que sugere uma coligação ou uma rejeição aos adversários que funciona a seu favor.

Luke

Mas é importante notar que 49% ainda não é 50% mais um. Ele está perto, mas não lá. E quando você olha para votos totais, ele cai para 40%, com 9% de brancos e nulos e 8% de indecisos. Muita coisa pode mudar.

Mark

E quanto aos outros candidatos? Por que Patrus e Kalil estão tão distantes?

Mimi

Patrus tem 20% dos votos válidos, o que é respeitável, mas ele carrega a maior rejeição da pesquisa — 32% dizem que não votariam nele de jeito nenhum. Kalil, apesar de ter sido prefeito e governador, aparece com apenas 13%.

Luke

Aqui vale uma ressalva: a rejeição de Patrus é alta, mas isso não significa automaticamente que esses votos vão para Cleitinho. Alguns podem ir para Kalil ou para candidatos menores. E 41% dos eleitores ainda não têm opinião formada sobre rejeição.

Mark

As simulações de segundo turno mostram Cleitinho vencendo fácil. Isso é confiável?

Mimi

As simulações indicam cenários em que Cleitinho teria 60% contra Patrus e 56% contra Kalil. São margens amplas que sugerem uma posição forte em um eventual segundo turno.

Luke

Mas simulações de segundo turno são sempre especulativas. Elas testam dinâmicas que ainda não aconteceram. O que sabemos de verdade é o que está acontecendo agora, no primeiro turno, e aí Cleitinho está muito perto mas ainda não garantido.

  • Cleitinho Azevedo chega a 49% dos votos válidos — um único ponto percentual separa o senador de encerrar a disputa já no primeiro turno.
  • A vantagem de 29 pontos sobre Patrus Ananias, segundo colocado com 20%, torna a corrida assimétrica e pressiona os demais candidatos a justificarem sua permanência na disputa.
  • Nas simulações de segundo turno, Cleitinho venceria Patrus por 60% a 24% e Kalil por 56% a 27%, sinalizando que sua força não depende do adversário.
  • Patrus lidera o índice de rejeição com 32%, enquanto Cleitinho registra o menor índice entre os principais nomes, com apenas 15% — combinação que reforça sua posição dominante.
  • O cenário pressiona PT e PDT a decidirem se mantêm candidaturas separadas ou se buscam alguma forma de convergência antes que a janela eleitoral se feche.

Em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo concentra quase metade dos votos válidos a um mês das eleições, colocando-se à beira de uma vitória em primeiro turno que, se confirmada, redesenharia o mapa político do maior colégio eleitoral do interior do país. A pesquisa Datafolha, divulgada nesta quinta-feira, revela não apenas uma liderança numérica, mas uma distância simbólica entre o favorito e seus adversários que raramente se vê em disputas estaduais competitivas. O momento captura algo mais amplo: a dificuldade da oposição em construir uma alternativa crível quando o eleitorado já parece ter feito sua escolha.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira confirma o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) como favorito destacado na corrida pelo governo de Minas Gerais. Entre os votos válidos — o critério oficial da Justiça Eleitoral —, ele aparece com 49%, a apenas um ponto de garantir a vitória já no primeiro turno. O levantamento ouviu 1.204 eleitores em 55 municípios do estado, com margem de erro de três pontos percentuais.

Patrus Ananias, do PT, ocupa o segundo lugar com 20% dos votos válidos, e Alexandre Kalil, do PDT, aparece em terceiro com 13%. A diferença de 29 pontos entre o primeiro e o segundo colocado é expressiva para uma eleição estadual. Os demais candidatos ficam muito distantes: Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD) têm 5% cada, enquanto os outros concorrentes não passam de 3%.

Quando se incluem brancos, nulos e indecisos no cômputo geral, Cleitinho mantém 40% — o mesmo patamar da pesquisa anterior, realizada uma semana antes. Patrus subiu de 15% para 16%, e Kalil avançou de 9% para 11%, mas sem alterar o quadro de liderança confortável do senador.

As simulações de segundo turno reforçam o favoritismo: Cleitinho venceria Patrus por 60% a 24% e Kalil por 56% a 27%. No voto espontâneo, sem apresentação prévia dos nomes, ele lidera com 27%, enquanto 41% dos entrevistados ainda se declaram indecisos — margem que, na prática, pouco ameaça sua posição.

No campo da rejeição, Patrus é o mais rejeitado, com 32% dos eleitores afirmando que jamais votariam nele. Kalil tem 23% e Cleitinho apenas 15%, o menor índice entre os principais candidatos. A avaliação do governo Romeu Zema permanece estável, com 41% de aprovação e 35% de desaprovação. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela Globo e registrada no TSE sob o número MG-09729/2026.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira coloca o senador Cleitinho Azevedo numa posição de liderança confortável na corrida pelo governo de Minas Gerais. Entre os votos válidos — aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos, o mesmo critério usado pela Justiça Eleitoral para proclamar o resultado oficial — Cleitinho aparece com 49%, apenas um ponto percentual abaixo do que seria necessário para vencer em primeiro turno.

O ex-prefeito de Belo Horizonte Patrus Ananias, do PT, fica em segundo lugar com 20% dos votos válidos, enquanto Alexandre Kalil, também ex-governador da capital mineira e filiado ao PDT, marca 13%. A distância entre o primeiro e o segundo colocado é de 29 pontos percentuais. O levantamento ouviu presencialmente 1.204 eleitores com 16 anos ou mais em 55 municípios do estado entre segunda e quinta-feira, com margem de erro máxima de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Os demais candidatos ficam bem mais distantes. Flávio Roscoe, do PL, e Mateus Simões, do PSD, têm 5% cada um dos votos válidos. Gabriel Azevedo, do MDB, marca 3%, e Ben Mendes, da Missão, 2%. Tulio Lopes, do PCB, Rafael Duda, do PSTU, Indira Xavier, da UP, e Henrique Áreas, do PCO, aparecem com 1% cada um.

Quando se considera o total de votos, incluindo brancos, nulos e indecisos, Cleitinho mantém a liderança com 40%, enquanto Patrus tem 16% e Kalil 11%. Brancos e nulos somam 9% do total, e os indecisos representam 8%. Comparando com a pesquisa anterior, realizada uma semana antes, Cleitinho manteve seus 40% em votos totais, enquanto Patrus subiu de 15% para 16% e Kalil avançou de 9% para 11%.

As simulações de segundo turno indicam vitórias amplas para Cleitinho em ambos os cenários testados. Contra Patrus, o senador venceria com 60% a 24%. Se o adversário fosse Kalil, Cleitinho marcaria 56% contra 27% do pedetista. Na pesquisa de voto espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados previamente aos eleitores, Cleitinho aparece com 27%, seguido por Patrus com 10% e Kalil com 5%. Neste tipo de pergunta, 41% dos entrevistados se declararam indecisos.

No quesito rejeição, Patrus é o candidato mais rejeitado, com 32% dos eleitores afirmando que não votariam nele de jeito nenhum no primeiro turno. Kalil tem 23% de rejeição, Flávio Roscoe 19% e Simões 16%. Cleitinho, por sua vez, apresenta 15% de rejeição, Ben Mendes 14%, e Gabriel e Rafael Duda 12% cada um.

A avaliação do governo estadual, atualmente sob comando de Romeu Zema, do Novo, mostra estabilidade. Apenas 19% dos eleitores consideram a administração boa ou ótima, enquanto 41% a avaliam como regular e 19% como ruim ou péssima. Quando perguntados sobre aprovação geral, 41% dos mineiros aprovam o trabalho do governador, 35% desaprovam e 24% não opinam. A pesquisa foi contratada pela Folha e pela Globo e protocolada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MG-09729/2026.

Para vencer em primeiro turno, o candidato precisa de 50% dos válidos mais um voto
— Critério eleitoral conforme descrito na pesquisa
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei Folha de S.Paulo ↗
Kontakt FAQ