Às vésperas do primeiro turno em Minas Gerais, o Datafolha oferece ao eleitorado mineiro um retrato que raramente mente: Cleitinho Azevedo, com quase metade dos votos válidos, caminha para o segundo turno com a solidez de quem já ocupa o centro do palco, enquanto Patrus Ananias, em ascensão discreta mas consistente, consolida sua posição como o principal desafiante. A disputa pelo governo do estado mais populoso do interior do país revela, como sempre, que os números são apenas a superfície de escolhas muito mais profundas sobre identidade, representação e o futuro de Minas.
Cleitinho lidera com 49% e deve enfrentar Patrus no 2º turno, aponta Datafolha
Cleitinho mantém liderança, mas não alcança 50% necessário para vencer no primeiro turno
Por que essa pesquisa importa agora, tão perto do primeiro turno?
Porque é o último Datafolha antes da votação. Mostra o cenário congelado neste momento — quem vai para o segundo turno, quem fica para trás.
Mas a pesquisa foi feita entre 28 de setembro e 1º de outubro. Há quanto tempo foi divulgada? Há quanto tempo foi coletada?
Divulgada em 1º de outubro à noite. Então os dados são muito recentes, praticamente do dia da divulgação.
Cleitinho está com 49% dos votos válidos. Isso é suficiente para vencer no primeiro turno?
Não. Para vencer no primeiro turno, ele precisaria de mais de 50%. Com 49%, ele vai para o segundo turno.
Espera — 49% dos votos válidos é diferente de 49% de todos os eleitores. Qual é a diferença que a pesquisa mostra?
Dos votos válidos, Cleitinho tem 49%. Mas se você inclui brancos, nulos e indecisos, ele cai para 40% do total.
E Patrus? Ele está crescendo?
Sim. Cresceu dois pontos percentuais em uma semana, de 18% para 20% dos votos válidos. É um movimento ascendente.
Dois pontos em uma semana — dentro da margem de erro de três pontos?
Está dentro da margem, mas a tendência é clara. Ele cresceu também nos votos totais, de 15% para 16%.
Kalil em terceiro lugar com 13% — ele tem chance de ir para o segundo turno?
Não. A matemática é simples: só dois vão para o segundo turno. Cleitinho e Patrus já estão definidos.
A pesquisa entrevistou 1.204 pessoas. Isso é representativo de Minas Gerais?
É o tamanho padrão para pesquisas estaduais. Com margem de erro de três pontos e nível de confiança de 95%, sim, é representativo.
Il Polso
- Cleitinho Azevedo permanece inabalável nos 49% dos votos válidos, uma liderança que resistiu intacta à última semana de campanha e que coloca o segundo turno como destino quase certo.
- Patrus Ananias avança dois pontos percentuais e chega a 20%, sinalizando uma consolidação progressiva do campo petista que pode ganhar força decisiva em um eventual segundo turno.
- Alexandre Kalil sobe de 11% para 13% e mantém viva a tensão pelo segundo lugar, mas a distância de sete pontos para Patrus torna a ultrapassagem improvável dentro da margem de erro.
- Flávio Roscoe e Mateus Simões recuam um ponto cada um e ficam empatados nos 5%, enquanto os demais candidatos somam migalhas — o campo está se fragmentando nas bordas e se consolidando no centro.
- Com 8% de indecisos e 9% dispostos a votar em branco ou nulo, uma fatia relevante do eleitorado mineiro ainda não encontrou seu lugar — e pode ser o fiel da balança em um segundo turno apertado.
Às vésperas do primeiro turno em Minas Gerais, o Datafolha oferece ao eleitorado mineiro um retrato que raramente mente: Cleitinho Azevedo, com quase metade dos votos válidos, caminha para o segundo turno com a solidez de quem já ocupa o centro do palco, enquanto Patrus Ananias, em ascensão discreta mas consistente, consolida sua posição como o principal desafiante. A disputa pelo governo do estado mais populoso do interior do país revela, como sempre, que os números são apenas a superfície de escolhas muito mais profundas sobre identidade, representação e o futuro de Minas.
A última pesquisa Datafolha antes do primeiro turno das eleições ao governo de Minas Gerais, encomendada pela Globo e pela Folha de S.Paulo, traça um cenário de dois protagonistas: Cleitinho Azevedo, do Republicanos, e Patrus Ananias, do PT. O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre 28 de setembro e 1º de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Cleitinho mantém 49% dos votos válidos — exatamente o mesmo número da semana anterior —, uma estabilidade que demonstra tanto a solidez de sua base quanto a dificuldade dos adversários em avançar sobre ela. Patrus, por sua vez, cresce dois pontos e chega a 20%, numa trajetória ascendente que sugere consolidação do eleitorado progressista em torno de sua candidatura, ainda que a distância para o líder seja expressiva.
Alexandre Kalil, do PDT, ocupa o terceiro lugar com 13%, também em crescimento em relação à rodada anterior. Atrás dele, o campo se fragmenta: Flávio Roscoe e Mateus Simões dividem 5% cada um, ambos em queda, enquanto Gabriel Azevedo aparece com 3% e Ben Mendes com 2%. Os candidatos de partidos menores somam 1% cada.
No universo total de eleitores — incluindo brancos, nulos e indecisos —, Cleitinho marca 40%, Patrus 16% e Kalil 11%. Nove por cento pretendem votar em branco ou nulo, e 8% ainda não decidiram. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-09729/2026 e serve como último termômetro antes de os mineiros irem às urnas.
A última pesquisa Datafolha divulgada antes do primeiro turno das eleições para o governo de Minas Gerais desenha um cenário claro: Cleitinho Azevedo seguirá para um segundo turno contra Patrus Ananias. O levantamento, encomendado pela Globo e Folha de S.Paulo, foi realizado entre 28 de setembro e 1º de outubro, entrevistando 1.204 eleitores maiores de 16 anos, com margem de erro de três pontos percentuais.
Cleitinho, do Republicanos, mantém sua posição dominante com 49% dos votos válidos — aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos. Esse número permanece idêntico ao da pesquisa anterior, divulgada uma semana antes. Patrus Ananias, do PT, cresce dois pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, chegando agora a 20% das intenções de voto. A trajetória ascendente do petista sugere movimento de consolidação entre os eleitores, ainda que a distância para o líder permaneça substancial.
O terceiro lugar pertence a Alexandre Kalil, do PDT, com 13% dos votos válidos. Esse resultado também representa crescimento em relação à rodada anterior, quando Kalil marcava 11%. Os demais candidatos ocupam posições muito mais modestas. Flávio Roscoe, do PL, e Mateus Simões, do PSD, dividem 5% cada um — ambos recuando um ponto percentual desde a pesquisa anterior. Gabriel Azevedo, do MDB, aparece com 3%, Ben Mendes, da Missão, com 2%. Os candidatos de partidos menores — Professor Túlio Lopes pelo PCB, Rafael Duda pelo PSTU, Indira Xavier pela UP e Henrique Áreas pelo PCO — somam 1% cada um.
Quando se considera o universo total de eleitores, incluindo aqueles que pretendem votar em branco, nulo ou não participar do pleito, as proporções se alteram. Cleitinho recebe 40% das intenções de voto no primeiro turno, mantendo a mesma marca da semana anterior. Patrus sobe para 16%, crescendo um ponto percentual. Kalil chega a 11%, também em crescimento. Os demais candidatos recebem entre 1% e 4% nessa contagem ampliada. Nove por cento dos eleitores ainda indicam intenção de voto em branco ou nulo, enquanto 8% permanecem indecisos.
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-09729/2026, atendendo aos requisitos legais para divulgação de levantamentos eleitorais. O nível de confiança do estudo é de 95%, o que significa que os resultados têm alta probabilidade de refletir o cenário real dentro da margem de erro estabelecida. Com o primeiro turno iminente, esses números servem como último termômetro antes dos eleitores mineiros irem às urnas.
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Cleitinho cresceu dois pontos percentuais em relação à rodada anterior— Datafolha