Desde que o Canal de Suez foi inaugurado em 1869, o Mediterrâneo vem sendo silenciosamente reconfigurado por mais de 120 espécies de peixes vindas do Mar Vermelho — uma transformação ecológica que a engenharia humana desencadeou sem prever. Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv agora oferecem algo inédito: um modelo estatístico capaz de antecipar quais espécies cruzarão essa fronteira a seguir, devolvendo à ciência uma rara vantagem sobre o tempo. Em um oceano aquecido pelas mudanças climáticas, prever é também uma forma de proteger.