Pela trigésima segunda vez consecutiva, a comunidade internacional reunida na ONU voltou a condenar o bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba, desta vez com 187 votos — um espelho da solidão de Washington diante do mundo. A China, voz constante neste coro ao longo de três décadas, reafirmou que sanções unilaterais ferem os princípios mais fundamentais da Carta das Nações Unidas e impõem sofrimento real a um povo inteiro. O que se repete anualmente nesta votação não é apenas um ritual diplomático, mas um lembrete de que a força de uma nação não é suficiente para comprar o silêncio da
China reafirma apoio a Cuba contra bloqueio e sanções dos EUA na ONU
187 votos deixam Washington isolado nesta questão
Por que a China faz questão de se pronunciar sobre o bloqueio a Cuba? Não é uma questão mais direta entre Washington e Havana?
A China vê isso como uma questão de princípio internacional. Para Pequim, as ações unilaterais violam a ordem multilateral que ela defende. E há 32 anos votando assim, não é uma posição nova.
Mas precisamos ser claros: a China tem seus próprios interesses geopolíticos aqui. Não é altruísmo puro. Ela está se posicionando contra o unilateralismo americano em geral.
Os números de 160 bilhões de dólares em perdas — como sabemos que são precisos? Quem os calculou?
Foram dados fornecidos pelo governo cubano e citados pela China. Não há verificação independente mencionada no registro.
Exatamente. São números que Cuba apresenta. Podem estar corretos, mas vêm de uma fonte interessada. O porta-voz chinês os repetiu, mas não há auditoria externa confirmando.
E quanto aos dois votos contra? Quem votou contra o fim do bloqueio?
A fonte não especifica. Apenas diz que houve dois votos contra e uma abstenção.
Isso é uma lacuna importante. Saber quem se opõe ajudaria a entender a dinâmica real. Provavelmente os EUA e Israel, mas não podemos afirmar sem confirmação.
A China está pedindo que Cuba seja removida da lista de patrocinadores do terrorismo. Isso é realista?
Não há indicação de que isso vá acontecer. É uma exigência, não uma expectativa. Mostra o alcance das demandas chinesas, mas não muda a realidade política.
Certo. A resolução da ONU é simbólica — poderosa simbolicamente, mas sem poder vinculante. Os EUA podem ignorá-la legalmente.
Le Pouls
- Após 32 anos de votos consecutivos, o isolamento americano na ONU sobre Cuba nunca foi tão nítido: 187 nações disseram não ao bloqueio, enquanto apenas dois países disseram sim.
- Mais de 160 bilhões de dólares perdidos em seis décadas — e mais de cinco bilhões só no último ano — traduzem em números a escassez de alimentos, medicamentos e energia que marca o cotidiano cubano.
- A China não se limita a votar: seu porta-voz denunciou as sanções como violações graves à Carta da ONU e seu representante permanente exigiu que Cuba seja retirada da lista americana de supostos patrocinadores do terrorismo.
- Pequim promete manter sua posição ao lado de Cuba indefinidamente, enquanto a política americana é descrita por diplomatas chineses como 'obsoleta e sem sentido' diante de um mundo que a rejeita com crescente unanimidade.
Pela trigésima segunda vez consecutiva, a comunidade internacional reunida na ONU voltou a condenar o bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba, desta vez com 187 votos — um espelho da solidão de Washington diante do mundo. A China, voz constante neste coro ao longo de três décadas, reafirmou que sanções unilaterais ferem os princípios mais fundamentais da Carta das Nações Unidas e impõem sofrimento real a um povo inteiro. O que se repete anualmente nesta votação não é apenas um ritual diplomático, mas um lembrete de que a força de uma nação não é suficiente para comprar o silêncio da consciência coletiva global.
A Assembleia Geral da ONU condenou mais uma vez o bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba — 187 votos a favor do fim da política, dois contra e uma abstenção. É a trigésima segunda vez consecutiva que o resultado se repete, e o padrão deixa Washington cada vez mais isolado nesta questão diante da comunidade internacional.
A China aproveitou a votação para reafirmar sua posição histórica. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, declarou que o resultado reflete o apoio firme do mundo ao povo cubano e que as ações unilaterais dos EUA violam os princípios da Carta das Nações Unidas. Para Pequim, trata-se de uma condenação esmagadora e inequívoca.
Os números por trás da posição chinesa são pesados: segundo dados cubanos citados por Pequim, o bloqueio custou à ilha mais de 160 bilhões de dólares em seis décadas, com perdas superiores a cinco bilhões apenas entre março de 2023 e fevereiro de 2024. Essas cifras se traduzem em escassez de alimentos, medicamentos e energia para a população cubana — um sofrimento que o porta-voz chinês fez questão de nomear.
O representante permanente da China na ONU, Fu Cong, foi além do apoio simbólico: exigiu o fim do bloqueio, a revogação das sanções unilaterais e a retirada de Cuba da lista americana de supostos patrocinadores do terrorismo. Para Pequim, a política de Washington em relação a Havana é descrita como obsoleta — um julgamento que, agora, carrega o peso de 187 votos ao redor do mundo.
A Assembleia Geral das Nações Unidas votou nesta quinta-feira para condenar o bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba. O resultado foi esmagador: 187 votos a favor do fim da política, apenas dois contra e uma abstenção. É a trigésima segunda vez em 32 anos consecutivos que a organização internacional se pronuncia desta forma, e o padrão do voto deixa claro que Washington está isolado nesta questão.
O Ministério das Relações Exteriores da China aproveitou a votação para reafirmar sua posição de longa data. O porta-voz Lin Jian declarou que o resultado demonstra o apoio firme da comunidade internacional ao povo cubano em sua luta pela soberania e contra a interferência externa. Para Pequim, as ações unilaterais dos Estados Unidos violam gravemente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e são condenadas de forma esmagadora pelo resto do mundo.
Os números que sustentam a posição chinesa são substanciais. Segundo dados cubanos citados pela China, o bloqueio americano custou à ilha mais de 160 bilhões de dólares ao longo de seis décadas. Apenas entre março de 2023 e fevereiro de 2024, Cuba perdeu mais de cinco bilhões de dólares. Essas perdas não são abstratas: afetam quase todas as áreas da vida cotidiana — alimentação, medicamentos, energia. O porta-voz chinês enfatizou o profundo sofrimento que essas medidas coercitivas causam à população da ilha.
A China não é um ator secundário nesta questão. Durante três décadas e meia, Pequim votou consistentemente a favor de resoluções pedindo o fim do bloqueio. Lin Jian reafirmou que o país asiático manterá sua posição firmemente ao lado da equidade e da justiça internacional, continuando a apoiar Cuba na resistência contra interferência externa e na defesa de sua soberania e dignidade nacional.
O representante permanente da China na ONU, Fu Cong, foi além da declaração de apoio. Ele exigiu não apenas o fim do bloqueio e a revogação das sanções unilaterais, mas também pediu que Cuba seja retirada da lista americana de países supostamente patrocinadores do terrorismo. Para Pequim, a política dos Estados Unidos contra Havana é descrita como obsoleta e sem sentido — uma avaliação que agora conta com o respaldo de 187 votos na assembleia global.
Citations marquantes
As ações unilaterais e intimidadoras dos Estados Unidos, que violam gravemente os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, são esmagadoramente condenadas pela comunidade internacional— Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China
A China manterá sua posição firmemente a favor da equidade e justiça internacional e continuará a apoiar o povo cubano na sua resistência contra a interferência externa— Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China