Champi perde força, mas segue como ameaça a Taiwan e ao Japão após atingir categoria 5

Perder intensidade não elimina o perigo
Mesmo enfraquecido, o Champi pode manter chuva, vento e ondas perigosas ao se aproximar de Taiwan.
Mark

O Champi já perdeu força. Por que ainda é notícia?

Mimi

Porque, mesmo na categoria 4, com cerca de 213 km/h, ele segue perigoso. Taiwan já cancelou mais de 150 voos e suspendeu balsas antes da passagem.

Mark

O que fez dele um "ciclone monstro"?

Mimi

Os 296 km/h de terça-feira, categoria 5, e um olho grande e bem organizado. Ficou entre os mais fortes de 2026.

Luke

Vale separar as coisas. O apelido é da imprensa, não um termo técnico. E os 213 km/h são a estimativa do JTWC, uma fonte só.

Mark

E a trajetória?

Mimi

Deve passar perto de Taiwan entre sexta e sábado, depois seguir para o Japão. Mas os modelos divergem.

Luke

Exatamente: não se sabe ainda quais áreas serão mais atingidas. Falar em deslizamentos no norte e no nordeste é risco previsto, não fato ocorrido.

Mark

E o Brasil?

Mimi

Não há previsão de impacto. O sistema está no Pacífico Ocidental.

Luke

Também não está dito aqui se haverá feridos ou danos. Até agora, o que existe são preparativos e previsões.

Mark

Então o que observar?

Mimi

A rota nas próximas horas e se o enfraquecimento previsto sobre águas mais frias se confirma.

  • Um supertufão de categoria 5 chegou a 296 km/h e agora perde força sobre águas mais frias.
  • Mais de 150 voos foram cancelados em Taiwan, e balsas e atrações turísticas pararam antes da chegada do sistema.
  • Os modelos ainda divergem sobre a trajetória exata, e a ilha se prepara para chuva intensa, ventos fortes e mar agitado entre sexta e sábado.
  • Encostas e regiões montanhosas do norte e do nordeste correm risco de alagamentos e deslizamentos.
  • O Japão aparece como o próximo ponto de atenção, enquanto o Brasil não deve ser afetado.

Num ponto do Pacífico onde o oceano aquece e os ventos se organizam em espirais, um dos sistemas mais violentos do ano ganhou força até o limite de uma categoria máxima e agora, aos poucos, perde fôlego sobre águas mais frias. O Champi, que chegou a 296 km/h, é lembrado aqui como mais um lembrete de que a natureza ainda dita o ritmo das cidades costeiras. Taiwan prepara-se para sentir sua passagem nos próximos dias, enquanto o Japão observa o que vem depois. Para o leitor brasileiro, a história é distante, mas diz muito sobre a fragilidade e a vigilância com que nos organizamos diante do clima.

Na quinta-feira (22), a rotina de Taiwan parou. Mais de 150 voos foram cancelados, as balsas ficaram suspensas e atrações turísticas fecharam as portas, tudo por causa do Champi, um supertufão que dias antes ganhara o apelido de "ciclone monstro".

No auge, na terça-feira (20), o sistema sustentou ventos de 296 km/h, o equivalente à categoria 5, e alternou entre as categorias 4 e 5 enquanto ainda estava sobre o Pacífico, longe de grandes áreas continentais. Esse patamar o colocou entre os ciclones mais fortes de 2026, com um olho amplo e uma parede de intensidade severa ao redor do centro.

Agora o cenário muda. Segundo o Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos, os ventos já caíram para cerca de 213 km/h, e a expectativa é de enfraquecimento gradual sobre águas mais frias. Ainda assim, a passagem por Taiwan, prevista para sexta e sábado, traz chuva forte, ventos intensos e ondas altas, com maior risco nas montanhas do norte e do nordeste.

Depois da ilha, o foco se desloca para o Japão. Um ciclone enfraquecido ainda pode trazer chuva e perigo, e pequenas mudanças de rota podem alterar quem será mais atingido. Para o Brasil, não há previsão de impacto: a trajetória segue concentrada no leste asiático, mas as agências seguem acompanhando cada atualização.

Na quinta-feira (22), mais de 150 voos foram cancelados em Taiwan, serviços de balsa foram suspensos e atrações turísticas fecharam as portas. O motivo era o Champi, um supertufão que dias antes havia sido apelidado de "ciclone monstro" e que seguia em direção à ilha.

O sistema atingiu seu pico na terça-feira (20), com ventos sustentados de 296 km/h, o que corresponde à categoria 5 na escala Saffir-Simpson. Durante o período de maior intensidade, segundo dados do sistema de monitoramento da ONU e da Comissão Europeia, o Champi alternou entre as categorias 4 e 5. O ponto máximo foi registrado quando a tempestade ainda estava sobre o Pacífico, longe de grandes áreas continentais.

Com essa velocidade, o Champi ficou entre os ciclones tropicais mais fortes de 2026. Chegou a empatar com outro sistema do ano que também alcançou 296 km/h, embora a pressão atmosférica mínima seja outro parâmetro usado por meteorologistas para medir a força de uma tempestade. O ciclone apresentava estrutura bem organizada, com um olho de grandes dimensões no centro da circulação, cercado pela parede do olho, a região que concentra algumas das condições mais severas.

O termo "supertufão" vale para sistemas tropicais do noroeste do Pacífico com ventos sustentados de pelo menos 241 km/h, segundo o critério do Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos (JTWC). Na quinta-feira, o próprio JTWC estimava os ventos do Champi em cerca de 213 km/h, ainda equivalentes a um furacão de categoria 4. A previsão é de enfraquecimento gradual nos próximos dias, conforme o sistema avance sobre águas mais frias.

O principal foco de atenção é Taiwan. O Champi deve passar perto da ilha entre sexta-feira (23) e sábado (24), embora os modelos meteorológicos ainda divirjam quanto à trajetória exata. A projeção do JTWC é de que siga para noroeste e mude de direção aos poucos. As previsões indicam chuva forte, ventos intensos e mar agitado, com volumes expressivos nas regiões montanhosas do norte e do nordeste. Nessas áreas, a combinação de chuva e relevo acidentado eleva o risco de alagamentos e deslizamentos. Ondas altas também podem atingir o litoral e oferecer perigo a embarcações e a pessoas próximas à costa.

Depois de Taiwan, as projeções apontam o Japão como próximo destino. Pelo caminho, o sistema pode continuar perdendo força e, mais adiante, deixar de ter as características de um ciclone tropical. Não há previsão de que afete o Brasil: sua trajetória permanece concentrada entre Taiwan, o entorno do arquipélago japonês e outras áreas do leste asiático.

Perder intensidade, porém, não elimina o perigo. Um ciclone enfraquecido pode manter áreas extensas de chuva, ventos fortes e ondas perigosas, e pequenas mudanças de rota podem alterar quais locais serão mais atingidos. As agências meteorológicas seguem acompanhando o Champi, e a previsão pode ser ajustada à medida que ele se aproxime das áreas habitadas.

Os ventos devem cair progressivamente nos próximos dias, e o sistema deixará de apresentar características de supertufão.
— Monitoramento do JTWC (paráfrase)
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