Em Montenegro, a inauguração do Centro Dominó representa mais do que a abertura de um serviço de saúde: é o reconhecimento público de que crianças com autismo merecem um espaço construído à sua medida, não adaptado às margens de estruturas pensadas para outros. Ao reunir sete especialidades sob o mesmo teto e abrir as portas tanto para encaminhamentos formais quanto para quem chega por conta própria, a cidade sinaliza que o cuidado integral começa pela acessibilidade. É um passo modesto na escala do mundo, mas imenso na vida de cada família que, até ontem, precisava dividir atenção com demanda
Centro especializado em Autismo abre em Montenegro com equipe multidisciplinar
Um espaço estruturado para as especificidades do autismo
Por que Montenegro precisava de um centro especializado em autismo? O CAPS Infantil não estava funcionando?
O CAPS Infantil funcionava, mas atendia autismo junto com outras condições de saúde mental infantil. Quando você tem uma equipe pequena e muitas demandas diferentes, ninguém recebe o cuidado mais profundo. Agora há um espaço só para isso.
Mas quanto tempo levou para abrir? Quantas crianças estavam esperando? O texto não diz.
Boa pergunta. E essa equipe de sete profissionais — é suficiente para quantos pacientes?
O texto não especifica números de capacidade. Mas a intenção é clara: expandir o atendimento além do que era possível antes.
Expandir é uma palavra vaga. Eles esperam dobrar? Triplicar? Ninguém sabe ainda.
E as famílias — como ficam sabendo que o centro existe?
Há dois caminhos: encaminhamento formal da rede pública ou procura espontânea. Mas isso depende de comunicação, e o texto não fala sobre campanhas ou divulgação.
Exatamente. Acessibilidade no papel é diferente de acessibilidade na prática. Precisamos ver se as famílias realmente conseguem chegar lá.
Faz sentido. Então o Dominó é um começo promissor, mas ainda há muitas perguntas sem resposta.
É. Um começo bem estruturado, com profissionais qualificados. O resto depende de como a cidade vai apoiar e divulgar o serviço.
El Pulso
- Crianças e adolescentes com autismo em Montenegro eram atendidos no CAPS Infantil geral, dividindo espaço e recursos com outras demandas de saúde mental infantil.
- A ausência de um centro especializado criava barreiras invisíveis: famílias sem familiaridade com sistemas de referência ficavam sem acesso ao cuidado adequado.
- O Centro Dominó inaugura uma equipe de sete especialidades — de neuropediatra a musicoterapeuta — que permite tratar o autismo em todas as suas dimensões ao mesmo tempo.
- O acesso foi desenhado para ser direto: agendamento, encaminhamento público ou procura espontânea, sem exigir que a família navegue burocracia para chegar ao cuidado.
- A prefeitura projeta não apenas absorver a demanda anterior, mas ampliar o número total de atendimentos e elevar a qualidade do cuidado especializado oferecido.
Em Montenegro, a inauguração do Centro Dominó representa mais do que a abertura de um serviço de saúde: é o reconhecimento público de que crianças com autismo merecem um espaço construído à sua medida, não adaptado às margens de estruturas pensadas para outros. Ao reunir sete especialidades sob o mesmo teto e abrir as portas tanto para encaminhamentos formais quanto para quem chega por conta própria, a cidade sinaliza que o cuidado integral começa pela acessibilidade. É um passo modesto na escala do mundo, mas imenso na vida de cada família que, até ontem, precisava dividir atenção com demandas que não eram as suas.
Montenegro inaugurou esta semana o Centro de Atenção à Saúde da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo, batizado de Dominó. O novo espaço, localizado na Rua Ricardo Jahn, 320, abre uma nova fase no cuidado a crianças e adolescentes com autismo na cidade — seja com diagnóstico confirmado, seja ainda em processo de investigação.
Antes da abertura do Dominó, esse público era atendido dentro do CAPS Infantil, o serviço de saúde mental geral do município. A mudança não é apenas de endereço: é de foco, de estrutura e de escala. O centro funciona com agendamento e aceita tanto encaminhamentos da rede pública quanto procura espontânea, reconhecendo que nem todas as famílias conseguem navegar com facilidade pelos sistemas formais de referência.
A equipe reúne psicólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicopedagoga, musicoterapeuta, nutricionista e neuropediatra. Essa composição multidisciplinar permite enxergar o autismo em todas as suas dimensões — desenvolvimento motor, aprendizagem, nutrição, bem-estar emocional — com profissionais diferentes acompanhando o mesmo paciente no mesmo lugar.
A diretora de Saúde Mental, Daiana dos Santos Gallas, destacou a flexibilidade do modelo de acesso como uma escolha deliberada para remover barreiras. A secretária municipal de Saúde, Andreia Coitinho da Costa, enquadrou a inauguração como um fortalecimento da rede de saúde mental do município. A expectativa é que o Dominó não apenas absorva a demanda anterior, mas expanda o número de atendimentos e qualifique o cuidado oferecido. Para as famílias de Montenegro, o que muda é concreto: um ponto de entrada claro, profissionais especializados e um espaço pensado, desde o início, para quem mais precisa dele.
Montenegro ganhou esta semana um espaço dedicado inteiramente ao cuidado de crianças e adolescentes com autismo. O Centro de Atenção à Saúde da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo, batizado de Dominó, abriu as portas na quarta-feira com uma proposta que amplia significativamente o que a cidade oferecia antes: atendimento especializado, estruturado e acessível tanto para quem chega encaminhado pela rede pública quanto para quem procura espontaneamente.
Até agora, crianças e adolescentes diagnosticados com autismo ou em processo de investigação eram atendidos no CAPS Infantil, o serviço de saúde mental geral da cidade. A abertura do Dominó marca uma mudança de escala e de foco. O novo centro funciona na Rua Ricardo Jahn, 320, e oferece consultas e acompanhamentos mediante agendamento, criando um fluxo mais organizado e previsível para as famílias que precisam desse cuidado.
A equipe que trabalha no Dominó reúne sete especialidades: psicólogo, terapeuta ocupacional, fisioterapeuta, psicopedagoga, musicoterapeuta, nutricionista e neuropediatra. Essa composição multidisciplinar permite abordar o autismo não como um diagnóstico isolado, mas como uma condição que afeta desenvolvimento motor, aprendizagem, nutrição, audição e bem-estar emocional simultaneamente. Cada profissional traz uma perspectiva diferente para o mesmo paciente.
Segundo Daiana dos Santos Gallas, diretora de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde, o modelo de acesso foi pensado para remover barreiras. Pacientes podem chegar por encaminhamento formal da rede pública de saúde ou simplesmente procurar o serviço diretamente, sem necessidade de intermediários. Essa flexibilidade reconhece que nem todas as famílias têm facilidade em navegar sistemas de referência, e que o tempo importa quando se trata de crianças em desenvolvimento.
A secretária municipal da Saúde, Andreia Coitinho da Costa, enquadrou a inauguração como um avanço para a rede de saúde mental do município. Ela destacou que o Dominó oferece um espaço estruturado especificamente para as necessidades de pessoas com autismo e suas famílias, fortalecendo a capacidade da cidade de oferecer cuidado integral e digno. A expectativa da prefeitura é que o novo centro não apenas absorva a demanda que antes era atendida no CAPS Infantil, mas que expanda o número total de atendimentos e qualifique o tipo de cuidado oferecido.
O que muda na prática é concreto: uma criança com autismo em Montenegro agora tem acesso a um espaço pensado para ela, com profissionais treinados especificamente nessa condição, em vez de compartilhar recursos com outras demandas de saúde mental infantil. A família tem um ponto de entrada claro e múltiplas formas de chegar até ele. O acompanhamento pode ser mais contínuo e coordenado, porque todos os profissionais trabalham no mesmo lugar, vendo o mesmo paciente.
Citas Notables
Com o CAS/TEA Dominó, Montenegro passa a oferecer um espaço estruturado e preparado para acolher as especificidades das pessoas com Autismo e suas famílias, fortalecendo nossa rede e garantindo mais dignidade e atenção integral— Andreia Coitinho da Costa, secretária municipal da Saúde