Quino, um labrador treinado para encontrar vida entre escombros, regressou da Venezuela com algo invisível e persistente que os médicos ainda não conseguem nomear. Dois meses após participar nas operações de resgate do duplo sismo que matou mais de seis mil pessoas, o cão sangra sem diagnóstico, sem tratamento, e sem certeza sobre o que o futuro reserva. A sua história coloca uma questão silenciosa sobre o preço que os corpos — humanos e animais — pagam quando entram nas zonas onde a catástrofe ainda ressoa.
Cão de resgate adoece após missão na Venezuela e médicos desconhecem diagnóstico
Sem diagnóstico, não há tratamento possível
Como é que um cão que estava bem durante a missão fica doente logo após regressar?
Ninguém sabe ainda. Quino trabalhou uma semana inteira na Venezuela sem problemas aparentes, mas 48 horas depois de chegar a casa começou a sangrar pelo nariz. Pode ter sido exposição a algo no terreno, uma lesão interna que só se manifestou depois, ou até uma doença que contraiu lá mas que levou dias a desenvolver-se.
Mas aqui está o ponto — ninguém consegue confirmar nada disso. Dois meses de testes, múltiplos veterinários, universidades, amostras enviadas para Barcelona, e ainda assim nenhum diagnóstico. Isso é preocupante porque significa que não sabemos se isto é algo específico da Venezuela ou se é algo que poderia ter acontecido em qualquer lugar.
Os outros cães que foram na mesma missão também ficaram doentes?
A reportagem não menciona outros cães com problemas. Quino parece ser o único caso documentado até agora.
Exatamente. E isso é importante notar — não sabemos se outros cães foram afetados ou se Quino é realmente uma exceção. A ausência dessa informação deixa a porta aberta a várias interpretações.
O que significa isto para o trabalho de resgate futuro?
Significa que Quino não pode voltar ao trabalho enquanto não souberem o que tem. E se não conseguem diagnosticar, não conseguem tratar. Pancho Gerber diz que Quino estava no seu melhor momento profissional — isto é uma perda real para a equipa.
Mas também levanta uma questão maior: se um cão de resgate pode ficar assim depois de uma missão, o que é que isto diz sobre as condições naquele terreno? Não há informação sobre se outros membros da equipa de resgate tiveram problemas de saúde. Essa lacuna é significativa.
Der Puls
- Quino começou a sangrar abundantemente pelo nariz apenas 48 horas após regressar da Venezuela, exigindo transfusões de sangue de emergência para sobreviver.
- A doença resiste a qualquer explicação: múltiplos veterinários, especialistas universitários de Valência e Barcelona realizaram exames extensos sem chegar a qualquer diagnóstico.
- Sem um nome para a doença, os médicos não podem prescrever tratamento, deixando os seus donos a assistir impotentes à deterioração progressiva do cão.
- Os bombeiros que trabalham com Quino dividem-se entre a esperança de uma resposta e a frustração de ver um colega de missão sofrer sem que ninguém saiba porquê.
- Quino encontra-se no que deveria ser o auge da sua carreira como cão de resgate, mas está impedido de trabalhar — preso numa doença sem nome enquanto outros precisam dele.
Quino, um labrador treinado para encontrar vida entre escombros, regressou da Venezuela com algo invisível e persistente que os médicos ainda não conseguem nomear. Dois meses após participar nas operações de resgate do duplo sismo que matou mais de seis mil pessoas, o cão sangra sem diagnóstico, sem tratamento, e sem certeza sobre o que o futuro reserva. A sua história coloca uma questão silenciosa sobre o preço que os corpos — humanos e animais — pagam quando entram nas zonas onde a catástrofe ainda ressoa.
Quino é um labrador da organização de emergência Intervenção, Ajuda e Emergências, de Algemesí, Valência. Durante uma semana, trabalhou ao lado de bombeiros nos escombros deixados pelo duplo sismo que devastou a Venezuela a 24 de junho — uma catástrofe que matou pelo menos 6.509 pessoas. O seu trabalho era procurar sinais de vida onde havia silêncio e destruição.
Cerca de 48 horas depois de regressar a casa, Quino começou a sangrar pelo nariz de forma abundante e persistente. Não havia ferida visível. Os donos levaram-no ao veterinário, onde recebeu transfusões de sangue. Pareceu estabilizar — e depois voltou a sangrar.
Dois meses depois, ninguém sabe o que se passa. Especialistas da Universidade CEU realizaram inúmeros testes e enviaram amostras para análise na Universidade de Barcelona. Os veterinários admitiram não poder fazer mais nada. A equipa procurou então ajuda na Universidade Católica, ainda à espera de respostas que não chegam.
Moisés Benlloch, o bombeiro que trabalha com Quino, descreveu a situação com a frustração de quem vê um colega sofrer sem poder ajudar. Reconheceu que as zonas de missão costumam estar controladas, mas que pode sempre haver algo que passe despercebido. Ninguém sabe se Quino contraiu algo na Venezuela, se foi exposto a uma substância desconhecida, ou se sofreu uma lesão interna que só agora se manifesta.
Pancho Gerber, que acompanha Quino desde cachorro, não o abandona. Descreveu-o como um cão no auge do seu potencial, pronto para ajudar a resgatar mais pessoas — se a doença o deixar. Em vez disso, Quino continua a enfraquecer, enquanto os veterinários procuram um nome para aquilo que o está a consumir.
Quino é um labrador que fez o que foi treinado para fazer. Durante uma semana, após o duplo sismo que devastou a Venezuela a 24 de junho, o cão trabalhou ao lado de bombeiros e outros socorristas da organização Intervenção, Ajuda e Emergências, sediada em Algemesí, Valência. Seu trabalho era procurar pessoas desaparecidas nos escombros, tentar encontrar sinais de vida onde havia apenas silêncio e destruição. O sismo matou pelo menos 6.509 pessoas e deixou 226.696 feridos assistidos em hospitais venezuelanos. Quino fez sua parte naquela semana de trabalho intenso.
Mas cerca de 48 horas depois de regressar a casa, em Valência, o cão começou a sangrar. Não era um ferimento visível, uma lesão que pudesse ser tratada com pontos ou gesso. O sangue saía pelo nariz, abundante e persistente. Seus donos o levaram ao veterinário. Recebeu transfusões de sangue para estabilizar seu estado. Parecia que o pior tinha passado. Depois voltou a sangrar.
Dois meses se passaram. Quino continua doente. Seu estado de saúde piorou progressivamente. Múltiplos veterinários o examinaram. Especialistas da Universidade CEU realizaram inúmeros testes e colheram amostras que foram enviadas para análise na Universidade de Barcelona. Ninguém conseguiu descobrir o que está errado com ele. Os médicos veterinários disseram que não podiam fazer mais nada. A equipa então procurou veterinários da Universidade Católica, ainda buscando respostas que não chegam.
Moisés Benlloch, o bombeiro que trabalha com Quino, descreveu a situação com a frustração de quem vê um colega sofrer sem poder ajudar. "Começou a sangrar muito pelo nariz; levámo-lo ao veterinário e estão a fazer-lhe transfusões para o estabilizar mas, passados poucos dias, volta a sangrar", disse ele à Telecinco. O bombeiro explicou que as zonas de trabalho costumam estar controladas, mas "pode sempre haver alguma circunstância que não se consiga ter em conta ou que passe despercebida". Ninguém sabe se Quino contraiu algo na Venezuela, se foi exposto a uma substância desconhecida, se sofreu uma lesão interna que só agora se manifesta. Sem diagnóstico, não há tratamento possível.
Pancho Gerber, que trabalha com Quino desde que o cão era um cachorro, não o abandona. "É um cão com um grande potencial. Esperamos que descubram em breve o que se passa com ele, porque está num dos seus melhores momentos para trabalhar em situações de emergência e ajudar-nos a resgatar mais pessoas", disse. Quino deveria estar em seu auge profissional agora, no melhor momento de sua carreira como cão de resgate. Em vez disso, está preso numa doença sem nome, sangrando, enfraquecendo, enquanto os veterinários continuam procurando uma resposta que pode nunca chegar.
Bemerkenswerte Zitate
Começou a sangrar muito pelo nariz; levámo-lo ao veterinário e estão a fazer-lhe transfusões para o estabilizar mas, passados poucos dias, volta a sangrar— Moisés Benlloch, bombeiro
É um cão com um grande potencial. Esperamos que descubram em breve o que se passa com ele, porque está num dos seus melhores momentos para trabalhar em situações de emergência— Pancho Gerber, colega de trabalho de Quino